domingo, 20 de setembro de 2015


#SerieAnalise:

 

O Mundo às Mãos...!

- E Pouca Informação –


“... A nova fonte de poder não é o dinheiro

nas mãos de poucos, mas informação

nas mãos de muitos...!”

 

John Naisbitt

 

 Estamos na metade da segunda década do século vinte e um. Modernizamo-nos? Evoluímos? Estamos melhores?

Como diria o “esquartejador”: Vamos por partes! (piadinha infame, apenas para amenizar o assunto!).

Onde estamos realmente.

Difícil a pergunta, pois não tratamos aqui de estatísticas, mesmo que alguns números, utilizados como exemplo, levem a esta ciência matemática. Mas não é o que nos interessa agora.

Nestes últimos 15 anos da famosa entrada na “nova era”, tão difundida nos últimos 20 anos do século vinte, não apresentou nada de novo. Ao contrário: Na maioria dos casos parece ter havido “involução”. Não no sentido de raça. Não é esta a questão. Na questão raça ainda estamos seguindo a lógica Darwinista. Não houve evolução do ser humano depois disto. Continuamos as mesmas pessoas com as mesmas características humanas de quando o cientista terminou seu trabalho no final de século dezoito e seu grande avanço em termos de conhecimento foi a partir de 1900. O termo foi cunhado por Thomas Henry Huxley em abril de 1860.


De lá para cá continuamos os mesmos humanos bípedes; criamos tecnologia gigantesca e galáctica; comunicamo-nos ao mesmo tempo com todas as partes do planeta em um teclar na rede mundial de computadores; criamos acomodação para todo o tipo de situação e conforto de uma bicicleta de carbono a aviões moderníssimos com escalas intercontinentais sem abastecer; já utilizamos energia aeólica, solar, termoelétricas e muitos outros tipos surgindo a cada dia.


Na área das comunicações – a que mais avançou – em termos técnicos temos hoje no mundo três bilhões e 80 milhões  de usuários de Internet, para arredondar o numero. A rede mundial alcança 42,4% dos habitantes do planeta. A região com maior volume de pessoas conectadas é a Ásia com 45% desse total, seguida da Europa com 18%. A América Latina com 10,5% dos usuários está à frente da América do Norte com 10,1%.

Fantástico estes números não é mesmo?

Porem no fundo parece que nunca saímos das "capitanias hereditárias". É a sofisticação do marketing que colore os óculos do povo.

A parte de todos estes números gigantescos nosso aculturamento diminuiu. Nossa educação caiu em patamares inimagináveis... Nosso aculturamento ficou muito mais empobrecido – comparado à mesma época de Darwin -. Tudo se sabe a um “toque” na Rede Mundial de Computadores. Seja o tipo de aparelho utilizado que for; e no fundo não se sabe nada.


Coloque em um endereço de pesquisas a simples palavra “povo”: aparecerão no mínimo dez páginas indicativas que poderão levar a outras dez, por conteúdo, e assim sucessivamente em uma pesquisa gigantesca...

Mas se esta assim tudo tão fácil do que estou reclamando?

A comparação à época de Darwin: Eis meu ponto. Temos muito, quantitativamente falando... Mas pouquíssimo qualitativamente.

Muitos sabem “de tudo um pouco”, mas nada que possa fluir em um assunto com mais aprofundamento. Lá se buscam os resultados nas páginas de pesquisa e em seguida vai... Automaticamente para as ditas “redes sociais”... Quem pesquisou não sabe se é verdade, se o assunto está fundamentado em algo serio ou o autor é serio... Nada disso importa. O importante é “postar”... Literalmente “encher linguiça”... Mais nada.


Eis nossa pobreza.

Nossa amada Língua Portuguesa Brasilesa, por exemplo, segundo o Dicionário Houaiss tem cerca de 228 500 entradas, 376 500 acepções, 415 500 sinónimos, 26 400 antónimos e 57 000 palavras arcaicas, são um exemplo da riqueza léxica da língua portuguesa. Segundo um levantamento feito pela Academia Brasileira de Letras, a língua portuguesa tem atualmente cerca de 360 mil unidades lexicais. Essas unidades estão dicionarizadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Claro que não falei dos regionalismos, gírias e outros que para os filólogos são chamadas de acepções (em lexicografia, cada um dos vários sentidos que palavras ou frases apresentam de acordo com cada contexto. ex.: ponto em pontuação, costura, geografia, geometria, jogos, rotina escolar...).


Uma pessoa muito instruída e com alto índice de leitura, como por exemplo, um doutor (com doutoramento e não médico ou advogado) em áreas humanas ou de letras poderá utilizar em uma tese, artigos, crônica e até obra literária no máximo cerca de 30% de todos os vocábulos de nossa língua com alto poder de sintaxe,

Mas e o resto da população? Generalizando e como exemplo quem está na academia (universidade) não chega a utilizar 8 por cento de nosso vocabulário.

Tão pouco e tão pobre assim? Poderás tu me inquerir.

Sim! Afirmo. Acompanhamos estas pesquisas desde o final dos anos 80 e segunda metade de 90 principalmente quando começaram as tratativas do Novo Acordo Ortográfico com os países lusófonos – atualmente são 8 países que falam a língua portuguesa - (o que não quer dizer que seja exatamente a mesma língua do Brasil) e com cerca de 300 milhões de falantes. Pegue um exemplo, bem fácil, com os senegaleses que estão aportando no Brasil, e fale com eles... Verá que haverá uma comunicação, mas que metade das palavras dele você não entenderá e o contrário também é verdadeiro.

Agora a pergunta final?


Você pensa que em termos de conhecimento, educação, instrução, aculturamento, houve um avanço extraordinário depois da época de Darwin, e mesmo falando instantaneamente com todo o mundo, somos superiores...

Não vou responder... Mas vou deixar que você pense um pouco.

Se for jovem, não terá problemas tem muito tempo pela frente se começar agora. Se for pai comece a se preocupar urgentemente com o que vai deixar para seus filhos que o dinheiro não compra. Eu afirmo: Dinheiro não compra conhecimento, estruturação do individuo, segurança de pensamento para enfrentar o que está por ai jogado ao Leo no mundo...

O mundo esta na palma de tua mão: Cheio de “modernismos tecnológicos”... E o que mais?

Pode pensar... Não dói...

Já acomodar-se... 

 

 

 

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