domingo, 11 de agosto de 2013

As Máscaras Começam a Cair...!”




“...O objetivo de uma armadilha de peixes é pegar peixes;
quando eles caem na armadilha, ela é esquecida.
O objetivo de uma armadilha para coelhos é pegar coelhos;
quando estes são agarrados, esquece-se a armadilha.
O objetivo das palavras é transmitir as ideias.
Quando estas são apreendidas, as palavras são esquecidas.
Onde poderei encontrar alguém que se esqueceu das palavras?
É com ele que gostaria de conversar...!”


Quer conhecer alguém e tirar todas as máscaras? Olhe nos seus olhos ate enxergar sua alma. Se não conseguir ver ou sentir sua alma, esqueça: Este ser é uma máscara para ele mesmo.

Em um de seus últimos comentários minha sabia amiga Mirna Cavalcanti deixou-me escrito: “... Acima e além, nossos agires são reveladores de nossos caráter e almas. Tento melhorar a cada dia que passa, pois somos todos ‘seres imperfeitos’ Uns mais do que outros, é verdade…) Sinceramente: estar em paz com minha consciência e fazer o bem SEMPRE que possível – é o que tenho buscado na vida….!”

E nós o que temos buscado na vida? Simplesmente passar por ela?
Neste exato momento, o país inteiro está discutindo um “tipo” de governo que não sabe à que veio, exceto uma busca desenfreada de poder e fortuna.
Maquiavelli já tinha afirmado: “Nunca deem poder para quem não tem cérebro...”!

Julgávamos ser apenas uma filosofia do século quatorze. E estamos vivendo exatamente isso hoje. Não somente com aqueles que fingem governar. Mas com nossas próprias relações.
Assim os governos são resultados do que realmente somos. Nossas máscaras, que quanto mais tiramos, mais aparecem. Umas sobre as outras. E nem mesmo nos olhando conseguimos nos encontrar.

Tenho sentido, em todos os sentidos, que quanto mais perco o que me é importante, que amo profundamente, no fundo, mais pureza consigo sentir em minha própria alma. E tenho perdido bastante. Mas nunca minha dignidade.

Descobre-se que o maior poder, o verdadeiro, aquele acima de nossas ambições, está na pureza que a beleza que carregamos, começa a surgir com pequenos atos. Com pequenas ações. Elas que derivam de pensamentos, que se transformam em palavras. Que fazem pensar: Que transformam outros seres neles mesmos em não em marionetes. Estas sim manipuladas por seres da escuridão que buscam o poder pela ambição que não conhecem seu próprio coração. Se os tiverem.

Tudo o que mais nos une é o que causa mais separações. Estamos falando do governo? Ou estamos falando de nós mesmos?
Ambos. O governo somos nós.

Se este governo não tem coração, não tem alma, significa apenas que nós, todos, estamos exatamente assim, pois permitimos.

Se nossas relações, nossos amores estão descontroladamente sendo desfeitos, tem a mesma significação de não sermos significantes para nós mesmos. Isso nos leva a pobreza de nossa própria alma. E de nossa escuridão interior, permitimos tudo o que não é belo no exterior.
E o exterior está maltratando pessoas e sempre vai me surpreender o que as pessoas fazem com as pessoas.

Não conseguimos mais ver luz na escuridão. E ela, a escuridão, somente existe pela ausência de luz. Temos olhos, mas não enxergamos. Temos coração, mas não sentimos. Temos espíritos ainda puros e não conseguimos nos conectar com outros seres para amarmos. E mudarmos. E conseguirmos aquilo que não está bom para nós.
Seja em um governo. Ou na relação daquele que amamos... Ou queremos amar.

Como inspirar os seres hoje ao que é certo? Ao que é bom para  todos?
O que estamos permitindo que façam conosco todos estes anos?
A escuridão de todo este tempo existe somente porque a luz está no coração de cada um de nós. Basta retirarmos todas as máscaras que escondemos de nós mesmos.

O poeta Rilke afirmou: “... Tudo o que é terrível é algo que precisa de nosso amor...!”.  E precisamos nos amar mais. Muito Mais

E quem precisa de nosso amor? O povo brasiles todo. Cada ser, em cada cidade, em cada estado. Estamos precisando nos amar mais. Retirarmos todas as máscaras e não permitirmos mais nenhum tipo de “baile de mascarados” que brincam com nossas vidas.

Nossas mágoas só dizem respeito a nós mesmos.
Então, bastante magoados, traídos, não amados, esquecidos... Vamos lembrar de cada momento.
De uma relação...  Até a próxima eleição.
Não vamos mais permitir mascarados. Não vamos permitir que nos magoem mais.

Máscaras escondem a alma. Mas pensar não dói... Pois tenho saudades de ver pessoas felizes. Amando. Sendo amadas. Sendo respeitadas.
Tenho saudades de ver cidadãos sorrindo... Sem máscaras.
Parafraseando Mirna Cavalcanti deixo para pensar:

Somos não só o QUE dizemos (ou ‘escrevemos’), mas COMO vivemos. (...) que haja harmonia entre as palavras e as ações...

Tem razão Mirna... Obrigado!



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos de Amigos muito amados
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O que faz de você ser você!





“... Quanto mais o homem fala de si, mas deixa de ser ele mesmo. Dê-lhe uma máscara e ele dirá a verdade...!”
 Oscar Wilde.


                                Quem é você? É assim que Jostain Gaardner inicia seu romance O Mundo de Sofia - Uma Pequena História da Filosofia -. Quase biográfico, pela história da filosofia, tentando ensinar Sofia, uma menina de 15 anos, quem ela é? De onde veio e para onde vai. Como é o mundo a sua volta e porque todos se compartam de tal maneira. Mas, no fundo quem é você? Provavelmente esta é a pergunta mais fácil que se possa fazer a uma pessoa, não é mesmo? A pessoa que não sabe responder a esta pergunta saberá então responder o quê?
Portanto, veja-se respondendo de forma mais objetiva possível.
Repito a pergunta:
Quem é você?
                               Se eu pedir que você responda usando no máximo dez ou doze palavras, certamente você limitará a resposta ao seu nome, idade, altura, naturalidade, estado civil, e, talvez, profissão, não é mesmo?
Se, no entanto, eu pedir que responda em dez ou doze linhas, além dos seus dados pessoais, você traçará um pequeno perfil da sua personalidade, falará dos seus sonhos e ideais mais imediatos, e até mesmo poderá comentar um ou outro fato relevante da sua vida. Correto?
Mas eu posso pedir também que você responda em dez ou doze páginas datilografadas. Neste caso, você precisará se expor mais ainda, falar de coisas que compõem o seu universo particular, detalhes da sua infância, da sua formação profissional, enfim, “desenhará” a imagem mais próxima possível da sua realidade. As três respostas, entretanto, estarão falando da mesma pessoa, estarão se referindo exclusivamente a você.
                                A nossa realidade social é exatamente esta; somos a mesma pessoa sempre, em todas as circunstâncias, em qualquer lugar e a qualquer hora do dia, porém, redigida e paginada de forma diferente.  
                        Essa diferença de “exposição” é que permite que a nossa imagem seja também interpretada de formas bem diferentes. Em suma, somos uma só pessoa, mas não temos uma só imagem. Podemos ter – e na verdade temos - muitas imagens, algumas das quais chegariam a nos surpreender se pudéssemos vê-las pela ótica alheia.

 Assim sou um “Eu” quando estou em casa com minha família. Às vezes até necessito, vez por outra, de uma “máscara” para não dizer exatamente como estou o que acaba interferindo em “quem eu sou”. Quando saio de casa, de minha família, posso mostrar outro “eu”, inconscientemente, para meus amigos, de acordo com o ambiente ou a natureza das pessoas que estou convivendo. Novamente mudarei este “eu”, quando estiver no trabalho. E mudarei novamente quando for ao colégio ou faculdade. Estas máscaras, identificadas pela personalidade por Freud, são uma espécie de sobrevivência mediante ao ambiente em que estamos ou enfrentamos. Mas no fundo mesmo quem somos nós.

 O que faz de mim ser exatamente o que sou. Teríamos que escolher entre a confrontação genética do qual fui criada; o ambiente, entre eles o social e familiar onde vivo e, principalmente, o sistema de educação ao qual fui criado. Depois disso, meus amigos vão interferir neste processo, de forma aleatória, através do sistema de comparação. O que gostamos, “copiamos” a adaptamos ao nosso “eu”, o que não gostamos deixamos de lado. E vamos fazendo isso uma vida toda, infelizmente, no fundo, sem descobrirmos, exatamente, quem somos nós.

Com a retirada, ou na maior parte do ensino, a pouca influência da filosofia, nos tornamos um pouco preguiçosos com esta “matéria”. Somente quando sofremos duros “golpes” e necessitamos parar é que a pergunta vem à tona novamente. Mas o que faz de eu ser o que sou, é exatamente esta mistura, esta miscigenação cultural ao qual estamos inseridos, a todo o momento, Em casa, no trabalho, na escola, na sociedade, com o namorado ou esposo, ou vice versa. E depois o mundo seria extremamente violento se o homem pudesse ler o pensamento alheio; seria o caos, uma briga em cada esquina.


Leituras & Pensamentos da Madrugada
Extraído dos Entendimentos & Compreensões
de Hérika Gambin -  Toledo, PR,
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terça-feira, 30 de julho de 2013

“Politicamente Correto?”
– Para Quem? –


  
"...A onda de vigília politicamente correta que assola o país
diz que não gostar das pessoas é algo imperdoavelmente antissocial.
Mas e quem finge gostar?
Quer dizer que ser dissimulado é politicamente correto...?"

Dos pensamentos do Café com Bobagens



Uma grande parte de nosso pseudoaculturamento é estadunidense. Fazer o quê? Desproporcionais educacionalmente, rendemo-nos aos que julgamos um pouco melhores ou mais fortes que nós próprios.
A década de noventa foi pródiga, no surgimento do “tal” do politicamente correto.
Lembro-me da atuação de Robin Willian, no filme Reflexos de uma Amizade, em que ele fazia o papel de uma espécie de “retardado”. 
Calma! Já explico: para os adeptos desta mania hipócrita que está na escala acima de dez da mediocridade da dita evolução cultural.

No próprio filme, Robim através de seu personagem diz a certa altura:
- Não sou mais retardado. Fui até os anos oitenta Depois eles mudaram o nome para “excepcional”, hoje sou “portador de necessidades especiais”.
Comoveu-me a autocrítica americana, através do texto do filme.

E foi desta maneira que nos tornamos exógenos na linguagem como forma de sermos, de certa forma, corretos. Mas o que é correto.
Corretíssimo é a educação básica que aprende o que cada palavra significa e seu uso ou utilização se torne empregada com destinação certa sem agredir o coração do outro.

Sem abusar da semântica, proponho um exercício para que façam comigo e sintam em que grau de hipocrisia chegamos ao tentarmos utilizar a linguagem (que desconhecemos quase que totalmente) e se tratando de Língua Portuguesa Brasilesa, sem mencionar o tal de (des)Acordo Ortográfico,(termo criado por Ricardo Santana) que felizmente ainda não entrou em vigor. Sim, pois falar errado no Brasil é lei.
Pois nossa língua é uma lei. Portanto se você falar errado é crime.
Quem fiscalizará com nossa educação?
Não precisa se preocupar em responder.

Assim herdamos o “loiro” dos estadunidenses, como sinônimo de pessoa lerda, que não pensa... Burra (sem ofender o quadrúpede ruminante que nada tem a ver com isso).
Porque a cor dos cabelos podem ser LOUROS. Loiro é subjetividade de pessoa que não pensa.
Aquela iguaria, para os que gostam muito de bolos ou doces necessita ter certo cuidado. 
Antigamente era apenas “nega maluca”. Cuidado. Hoje isso é ofensivo até para o bolo.
O correto agora é: “saborear uma afrodescendente com problemas mentais”.
Gostou? Claro que pode dar conotação, visto ter feito uma denotação.

Claro que não. Mas eis a hipocrisia do tal de politicamente correto.
O melhor amigo de meu amado filho, com quem cresceu com uma amizade fraterna, era um negro. Sim pretíssimo. E não tinha nenhuma diferença entre o louro de meu filho e o negro de seu amigo que era considerado um filho de alma.

Tenho uma amiga, que a trato por Rainha de Ébano. (o termo vem da mitologia grega de Perséfone, filha de Zeus e Deméter).  A rainha é representada ao lado de seu marido, num trono de ébano, segurando um facho com fumos negros. 

Sim uma negra linda, de coração divino. Mas não enxergo sua cor. No fundo sua alma deve ser mais branca que a minha
E nos os ditos brancos somos o que?
Pálidos? Como chamavam os índios do norte da América? Caras pálidas?
Não, somos caucasianos.

No dicionário, que é apenas uma coletânea de palavras utilizadas o termo está designado desta fora:
Brancos ou caucasianos são termos que geralmente se referem aos seres humanos caracterizados, em certo grau, pelo fenótipo claro da pele. Em vez de uma simples descrição da cor da pele, o termo "branco" funciona como uma terminologia racial, muitas vezes referindo-se restritamente às pessoas que reivindicam ascendência exclusivamente europeia.

A definição de uma "pessoa branca" difere de acordo com o contexto geográfico e histórico, várias construções sociais de brancura tiveram implicações em termos de identidade nacional, consanguinidade, ordem pública, religião, estatísticas demográficas, segregação racial/ação afirmativa, eugenia, marginalização racial e cotas raciais. O conceito tem sido aplicado com diferentes graus de formalidade e de consistência interna em disciplinas como: sociologia, política, genética, biologia, medicina, biomedicina, linguagem, cultura e direito.

Uma definição comum de uma pessoa "branca" é uma pessoa principalmente, ou totalmente, de ascendência europeia. No entanto, o termo é usado às vezes de forma mais ampla, de modo que se torna semelhante ao conceito da raça branca ou de pessoas caucasoides, que incluem as pessoas com ascendência do Oriente Médio, Norte da África e partes da Ásia Central e Meridional, que compartilham certas características fisiológicas e genéticas com os europeus, além da cor da pele.

Já no Dicionário do Politicamente Correto de H. Beard e C. Cerf, da L&PM Editora, vamos um pouco mais longe.
O que há num nome?" pergunta Shakespeare em Romeu e Julieta. Muita coisa, segundo os adeptos do Politicamente Correto, cujo vocabulário é a seguir apresentado.  

(...) É um modo de falar que supostamente não fere os sentimentos de pessoas pertencentes a grupos marginalizados ou desavantajados. Surgiu nos Estados Unidos, um país que tem uma longa tradição de defesa dos direitos humanos e, paradoxalmente, uma longa tradição de preconceitos: o país de Thomas Jefferson, mas também o país da Ku Klux Klan. Durante muito tempo tais preconceitos se expressaram na linguagem: um negro era um "nigger", um judeu, um "kike". (...)

Como diz um grande amigo: Toda escala geralmente tem uma intensidade de um a dez. No caso da mediocridade o Brasiles (sim nosso gentílico correto), chegamos muitas vezes até a vigésima casa.
Poderíamos ficar, aqui, descrevendo muitas páginas sobre o tal de “politicamente correto”, mas somente mais um exemplo:

Outro termo estadunidense, Bullying, cuja origem vem do anglicismo, bullying, é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos. Muito conhecido em nossas escolas.
Antigamente chamaríamos de jovens marginaisinhos ou tremendamente mal educados,

Mas como estamos nesta dita fase... Fico pensando no Politicamente Correto dos mais de 500 parlamentares que vivem como “nababos” – sim seres que vivem com grande ostentação, geralmente à custa dos outros.

Como vamos mudar isso. Com uma profunda reforma educacional. Com valorização profunda de nossos mestres, professores. Que eles retornem a serem dignos. Como é de sua natureza.
Enquanto isso, vamos pensar que não dói... Já cuidado com os termos que utilizar.

Afinal chamar alguém de gordo, pode te levar a prisão: Assim utilize sinônimos como: Você não é gordo, apenas tem o tamanho ideal para suportar um cérebro tão inteligente. Pronto. Você o chama de gordo e ainda o elogia. Cinismo?
E o que somos educacionalmente como povo? Cínicos! Simples.
Em Tempo: Escrito por um manco ou the lame, se julgar mais bonitinho. Ponto.
Viu? Você pensou... E nem doeu!


Das Leituras & Pensamentos da Madrugada
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quinta-feira, 25 de julho de 2013


“Fragmentos!”




“... Assim, múltiplo e grande, ou melhor, universal é o poder que em geral tem todo o amor, mas aquele que em torno do que é bom se consuma com sabedoria e justiça, entre nós como entre os deuses, é o que tem o máximo poder e toda felicidade nos prepara, pondo-nos em condições de não só, entre nós, mantermos convívio e amizade, como também com os que são mais poderosos que nós, os deuses...!”

 O Banquete – Platão – 354 a C.


Segundo Edgar Amorin: “Existe, atualmente, uma grande rede espontânea de propagação de pensamento complexo”.
Entre nós, também. Pessoas buscam o inexplicável para “tentar” se posicionar como gente. Esquecem os sentimentos mais nobres. Porém os mais fáceis de serem convertidos em ação. Amar é razão. Razão é amar.
Precisamos, em termos de amor, também descobrir que “pensar não dói...”.

Os pequenos fragmentos do dia-a-dia, se juntados, constituem-se em valores primordiais deste “bicho- homem” tão carente de ações essenciais para o seu próprio coração. Com a mania de “juntar”, anotar, guardar, tudo que de bom meus ouvidos percebem, diariamente, pequenos fragmentos se tornam elucidativos do pensamento das pessoas que nos rodeiam.

Algumas convivem rapidamente. Outras estão conosco tanto tempo, no trabalho, na sociedade em geral, que vez por outra dizem coisas, diferentes. Balbuciam frases, que no fundo, tem sentido profundo. Senão para nós, para eles mesmos. Talvez seja a forma encontrada de ir fundo, muito fundo, da busca incansável do próprio “Eu”.

Mas elas vão. Destes acontecimentos fugazes algumas coisas devem ser divulgadas como forma de inteligência deste amável “bicho-homem”.

1.     Sonhar é sentir se realizar um sonho. É como viver coisas que nunca viveu. É sentir o que nunca sentiu. Alegria não é para todos, uma forma de viver, mas um motivo para a vida. Ter alguém com quem compartilhar os sentimentos não é para qualquer um, mas sim para todos. Todos os que querem Ter alguém, com a certeza de nunca perdê-lo.

2.     Existem pessoas sem sentimentos. Sem amor.  E por isso são “contados” como frios e desumanos. Mas o ponto em questão não é isso, mas sim como se encara um assunto. Como se vive com alguém desumano e sem amor e fazê-lo sentir o amor e a humanidade que existe em nossos corações. Embora, não seja imediato, mas há tempo para tudo, debaixo do sol. O tempo, inclusive, de amor.
3.     Homens permanecem fieis a seus caminhos na medida em que tais caminhos se ajustam às circunstâncias. Pois a sorte é uma mulher, sendo necessário, para dominá-la, empregar a força. Pode-se ver que ela se deixa vencer pelos que ousam e não pelos que agem friamente. O ato criativo traz novos prazeres e culminamos em um processo de realização.

4.     Já que de um modo geral, os homens julgam mais com os olhos do que com o tato. Todos podem ver, mas poucos são capazes de sentir. Todos veem a aparência feminina, poucos sentem o que realmente são. Se  pretender conquistar e manter, será sempre tido como honroso e elogiado por todos, os que se identificam com a vida e se alguém com o seu esplendor, beleza,  dedicação ousar, conseguirá.

Muitos destes fragmentos, figurativos, lembram “conselhos” do grande Maquiavelli, em 1492. Usados com imaginação para a decifração de sentimentos e de atitudes entre o bicho-homem, torna-se não manipulativo, mas especulativo. A tendência de explicação sobre as ações, principalmente, entre homem e mulher, já rendeu páginas e páginas, de romances intrigados, de tratados psicanalíticos, de dissertação psicológica, mas, sobretudo, é uma parte da evolução deste ser tão animalmente sofisticado, racional, e ao mesmo tempo tão instintivo.

As formas prazerosas de convivência transformam-se conforme as necessidades sociais. Em nosso tempo, parece, estamos buscando valores mais convincentes na relação do homem com a mulher. Muito mais de sentimento do que simples instinto de macho e fêmea. Muito mais de saber que amor é razão. Racionalizamos mais quando amamos. Pensamos menos quando não amamos. E este “pensar” não é simplesmente na forma de condução sentimental. Transforma-se em lubrificante para os neurônios. Talvez precisemos amar mais.  Mas, sobretudo, temos que pensar.

Tenham a certeza, não dói... Nada. Não tem contraindicações. Dá efeitos colaterais. Isto sim. Mas, sobretudo, não importa como: Ame. Seja gente.
Pode continuar sendo instintivo, mas racionalmente. Caso contrário terá contraindicações e grandes efeitos colaterais.

Vamos tentar?



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domingo, 21 de julho de 2013


Criando Laços!




“... Se estamos sozinhos no universo?
Tenho certeza que existe algo olhando
para nós de algum ponto do universo...
Mas é esperto o bastante para se manter afastado...!”.

Das percepções de vida!

Gosto muito de um escritor chamado Wagner Borges. Adoro como ele poetiza frases com sentido. Pois a sente, sobretudo.
Adoro quando diz: Algo mais, uma luz... Um Amor!

Ah, bem poucos escutam a canção do espírito em seu próprio coração.
E, por isso, vemos tantas pessoas perdidas em si mesmas.
Esquecidas de sua essência espiritual, elas se deixam levar por aí...

E seguem batendo cabeça, sem noção de alguma coisa maior na vida.
No entanto, tudo tem um preço.  E esse é o mais caro de todos.
Sim, custa muito caro viver anestesiado diante de si mesmo.
Porque o vazio de consciência dói muito mais do que se pensa.
E nada do mundo pode completar um coração sem luz.
Nem homem ou mulher.
Nem dinheiro, bebidas ou posses.

Porque ninguém compra amor real ou consciência serena.
E não existe remédio algum que cure as feridas do coração.
E alguém que sequer conhece a si mesmo, facilmente perde o rumo.
Contudo, a canção do espírito permeia a tudo e a todos.
E, quem a escuta, sente algo mais, mesmo que nada possa provar.
Sim, algo mais... Uma Luz; um Amor; e alguns toques secretos.

Ah, quem sente o Sopro Vital do Eterno em seu coração, reconhece isso.
E, mesmo diante das provas do mundo, permanece fiel ao espírito que é.
E nem a iminência da morte pode tomar o Amor que está em seu coração.
Porque a canção do espírito fala de coisas que estão além...
E de outras, que estão dentro do próprio Ser...
Em sua essência.
E mais: fala de consciência.
E de estrelas que brilham nos olhos.

Ah, viver não é só comer, beber, dormir, copular, e um dia morrer.
Não é só isso, não.
Também é pensar, sentir e fazer o melhor possível.
Porque há algo mais, dentro e fora de cada Ser...
Uma Luz, um Amor...
E não dá para pesar ou medir isso, mas dá para sentir e se tocar.
Ah, dá sim! E ninguém precisa ver ou saber.
E, se o próprio coração sabe...
Então a canção é ouvida, em espírito...
Junto com a Luz e o Amor.

E não há dinheiro no mundo que pague isso.
E nem ninguém que explique.
Porque a canção do espírito fala do despertar da consciência.
Ah, isso não se explica, só se sente...
Uma Luz, um Amor e toques sutis.
Sim, algo mais...
Que transforma os olhos em estrelas e o coração em sol.
E que é capaz de ver o Divino nas coisas simples,
e o Eterno no transitório.

Há algo mais, dentro e fora, e além...
Uma Luz, um Amor.
E, quem ama, sabe.
E continua escutando a canção do espírito...
E ela fala de consciência e de que vale a pena viver, aqui e além...
Sempre!

P.S.: Eu nada sei dos mistérios do universo.
Só sei de mim mesmo, e olhe lá!
Mas, às vezes, eu escuto uma canção espiritual.
E ela fala de algo mais...
E eu a escuto em meu coração.
E, junto com ela, vem uma Luz e um Amor.
E alguns toques secretos.
E eu me sinto tão pequeno.
Porque eu sei que o Infinito canta...
E quando eu escuto, escrevo o que sinto.
Há algo mais... Sempre!
E eu não sei mais o que dizer.
Porque tem uma Luz aqui e um Amor.
E uma sabedoria interna, que me diz:
“Vive, ama, ri, estuda, trabalha, cresce e segue...”.
Não dá para provar, mas que tem algo mais... Tem sim...!
E pensar...Ainda não dói!


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