domingo, 7 de abril de 2013

" A Fala - I ! #SOSEducação!"




- Ou como falamos e nunca ninguém
 teve paciência para nos explicar!




“... O Homem é o animal que fala!...”!
“... A voz (fala) empresta a linguagem o que ela tem de mais belo...!”

 by Aristóteles (1) and Protheus (2) –
 Leituras & Pensamentos da Madrugada-


O Sol do meio-dia trazia a trégua, tão necessária, depois da manhã gelada de Outono. little John (3) caminhava, com uma dúvida, aproveitando o calor e os raios do astro-rei. Queria falar com seu vizinho Gumercindo, que era advogado (4). O pequeno menino tinha certeza que, por ter estudado, lhe ajudaria em algumas dúvidas. Encontrou-o recostado em uma cadeira, também aproveitando o sol.

- Olá Doutor (5) Gumercindo, o senhor pode me explicar uma coisa?
Ao que o vizinho retrucou:
- Claro meu vizinho, eu te cedo à palavra!
E little John, tascou a queima-roupa:
- Doutor como falamos?

E o vizinho julgando ser alguma nova piada, continua:
- Ora menino, com a boca... Rindo, na sequência, sorrateiramente.
little John, não satisfeito, continua:
-Não, Doutor como fazemos para falar?
Ao que o advogado, sem muita paciência responde:
- Você é loiro (6)? Dãããããã... (7) e continua a gargalhar.

O menino cabisbaixo se afasta reticente, tristonho e retorna à sua casa.
Pensa consigo mesmo, em uma espécie de filosofia chavesca (8):
- Ninguém tem paciência comigo... Ninguém me explica nada.
Deita-se sobre um velho estofado que sua mãe retirou da sala e colocou em uma área, ao lado de fora da casa.

Com o sol fazendo às vezes de cobertor, little John, se aconchega em si mesmo com seus pensamentos cheios de interrogações e adormece.
Em instantes, little John visualiza uma luz muito brilhante, cheia de cores se aproximando. Exalta-se mediante aquela visão linda. Vê se aproximar uma fadinha. Seus olhos arregalados verificam cada detalhe.

A fadinha se aproxima e little John, estupefato e curioso pergunta:
- Quem é você?
Ao que a bela imagem lhe responde:
- Sou a Fada Andréa (9), e tiro as dúvidas de meninos curiosos através de suas próprias dúvidas e vivências.
Little John, sem saber se respondia ou admirava a beleza das cores, das luzes e da fadinha, continuava surpreso.

Um pequeno ser, com mãos realmente de fada. Little John nunca tinha visto, mas sabia, em seu intimo, que fadas teriam mãos assim. Pareciam mãos de princesas, pequenas, pele rosada escura, lindas. A fada tinha grandes olhos negros brilhantes, cabelos negros, longos e lisos que lhe emprestavam o ar de uma atriz, que o menino já tinha visto em filmes na televisão. Para adornar ainda mais suas vestes, trazia um lenço atirado entre os ombros e o pescoço, de cores bonitas, aumentando-lhe a moldura de sua beleza. Falava terna e delicadamente e sua voz era mais bonita ainda.

Mesmo não acreditando o menino pergunta:
- fadinha, como nós falamos?
Ao que a fada Andréa responde:
- Esta bem meu menino eu explico: O ser humano é o único animal que fala.
Ao que little John interrompe dizendo:
- Não é não fadinha, o papagaio da vizinha também fala.

Sorrindo a fadinha continua:
- Não pequeno John, papagaio não fala. O bichinho apenas repete aquilo que vocês repetem. Vocês o treinam para fazer isso. Sozinho ele não pode.
- Little John não se aguentando diz:
- Mas fadinha, minha mãe, assim como a vizinha fez com o papagaio, me ensinou a falar.

 A fadinha paciente como toda fada deve ser, reinicia.
- Pequeno John, presta atenção. Somente os humanos têm um aparelho, no seu corpo chamado de fonoarticulatório.
O menino curioso, por natureza, emenda:
- fono... o que?

A fadinha, como se o menino nada tivesse dito continua:
Veja... Antes de virar fadinha eu fui humana, como você, e trabalhava como fonoaudióloga. As pessoas que trabalham com isso são profissionais que utilizam a ciência, que estuda todas as formas de comunicação humana. E o aparelho que vocês, humanos, têm, e tudo o que você tem na boca, na garganta e mais ainda, com a ajuda de seus pulmõezinhos.

Presta atenção little John:
- A voz que é o som da fala, é a capacidade ou o uso dessa capacidade de emitir sons. Para falar ou cantar, movimentamos cerca de uma dúzia de músculos da laringe que é um órgão que voce tem no fundo, bem no fundinho de sua boca, no inicio do seu pescocinho, e muito importante, e na frente da faringe, que é um tubo, como se fosse um pequeno músculo, afunilado, que é ligado, em cima com seu narizinho, que é chamado de  fossas nazais e a boca, e mais para baixo, um pouco, com a laringe e o esófago, uma outra partezinha, antes do começo do seu estómago. A laringe e a faringe formam uma espécie de terminal, um pouco acima da traquéia. Que é um “caninho” aéreo,  pois inicia na parte inferior da laringe e termina onde começam os brónquios. Este sim é o órgao essencial da fonação, do som, da emissão da fala.

Está me acompanhando Little John? Pergunta a fadinha.
Ao que o menino responde:
-Sim fadinha! Puxa, e o papagaio nao tem tudo isso?
A fadinha gentil e passivamente responde:
-Nao meu bom menino, não tem, só o homem tem isso.
Little John interrompe novamente, tascando:
- E as meninas tem tudo isso!

A  fadinha sorridente e estupefata com a pureza do menino, responde:
- Claro, Little John, os meninos e as meninas. Mas vamos continuar:
- Assim quando voce fala, o ar que sai de seus pulmões,  percorre os brônquios e a traquéia, chegando a laringe. A partir disso os músculos se contraem, regulando a passagem do ar. Os movimentos que vocês fazem, por sua vez, fazem as cordas vocais...

Ao que o menino interrompe novamente:
- Nós temos cordas na boca?
 A Fadinha, sorrindo continua:
 - Já chego lá, acalme-se bom menino. Eu sei que é muita coisa para um primeiro encontro, mas prometo retornar até voce nao ter mais dúvidas, esta bem assim?
Satisfeito, little John apenas acena com a cabeça sorrindo e a fadinha continua:

- As cordas vocais são duas membranas finas e delicadas que possuimos bem no inicio do pescocinho.... -  Aproveitando, a fadinha localiza com suas maos lindas tocando o pescoço do menino... -  Assim as cordas vocais vibram e produzem sons. Depois estes sons chegam a boca. E este som que vem da laringe, se tornam os sons que voce chama de fala, graças a ação, da lingua, dos dentes, do véu palatino, ou o seu céu-da-boca, e do assoalho da boca, embaixo da lingua.

 - Todos estes detalhezinhos que possuimos são para que possamos falar.
 - Assim o ar que sai de seus pulmões quando voce os enche, retorna, passa por todos estes “aparelhinhos” e produz o som, que é sua voz, que é a fala.
Entendeu bom menino.
Ao que little John responde:
- Puxa, fadinha, muito obrigado, a senhora é mais inteligente que o Doutor Comercindo.

A ultima imagem é o sorriso iluminado da fadinha, que Little John lembra ao acordar.
Vai até a torneira, toma um gole de água, e acompanha a água entrando por sua boca e percorrendo todos os “aparelhinhos” que a fadinha tinha falado.
E diz para sí mesmo:
- Puxa, vou ter que “lubrificar” mais vezes minha fala.

E continua seu pensamento em voz alta:
-Eu acho que já tive esta coisa de “linguagem” na escola?
Bem, mas isso é assunto para outro sonho com a fadinha.

Agora até little John descobriu que Pensar não dói...nadinha!


Notas explicativas do glossário da bibliografia do rodapé –

(  ) – Sinais de Chaves – Necessidade de explicação para continuidade e
         entendimento do  texto. Compreensibilidade do ser humano
Itálico – Itálico na comunicação escrita, refere-se a termo não-usual, principalmente estrangeirização. Ou a metáforas utilizando outra simbologia escrita para explicação de termos e assimilação.
1 – Aristóteles – Filósofo grego, pós-socrático, integrante da escola Platônica que viveu em 367 a.C., em Atenas, Grécia.
2 – Protheus – Pseudônimo do autor, batizado por uma bruxa, baseado na mitologia grega.
3 – little John – Americanização para fugir dos tempestios primitivos de ongs e tribos do politicamente correto, combatentes de pseudas-pré-concepções.
4 – Advogado – Expécie que inventou a verdade, baseado na premissa de que é uma mentira repetida muitas vezes. E o ser que mais fala entre a espécie.
5 – dr. Desingnação, no brasil, para todo advogado que já tiver prestado exame à ordem. Arrogância ensinada na academia que eles gostam e perpetuam.  Não confundir nunca com quem tem doutorado.
6. Loiro – Criação americana, abrasileirado como neologismo explicativo das  pessoas que tem preguiça de pensar por sí próprias, sinonimia de “antas”, “bizonhos”, ou comportamentos nao pensados, etc. Nem sempre possue a coloração loura nos cabelos.
7 – Dãããã..... Neologismo  giriesco brasileiro, com conotação de respostas de “loiros”, onde nao haveria a necessidade de pensar para respostas óbvias.
8 – Filosofia chavesca – designação ao personagem Chaves (série cómica
      mexicana) e anterior aos seus desenhos animados, em que uma emissora   de TV brasilesa, literalmente gastou a série e os personagens.
9  – Fada Andréa – Homenagem a fonoaudióloga e especialista em   Educação Especial, Supervisão e Orientação escolar e Psicopedagogia,  Professora  Andréa Schiavetto de Campo Mourão – PR. Uma das mais inteligentes e dedicadas profissionais da área que o autor conhece.



Inspírado e transpirado do conhecimento
da  professora  Andréa Schiavetto - Psicopedagoga Clínica e Educacional,
Coaching Educacional, Fonoaudióloga Clínica e Educacional, Administradora Educacional, Orientadora Educacional,
Educação Especial e Assessora Educacional do Colégio
Adventista de Campo Mourão, Palestras e  Capacitações sobre Educação.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sociedade dos Poetas Mortos




 #SOSEducação -   






“... O amor é o objetivo último de quase toda preocupação humana;é por isso que ele influencia nos assuntos mais relevantes,interrompe as tarefas mais sérias e por vezes desorienta as cabeças mais geniais...!”

Dos pensamentos de Schopenhauer


Tenho sido abençoado com alguns privilégios; Dentre eles, está em ter uma “coleção especialíssima”: amigos sábios. Sim àqueles, principalmente, que sabem que Pensar Não Dói!

Dentre estes, está o Escritor, como é conhecido no Twitter, Professor Nelson Valente, jornalista, escritor, professor, pesquisador e um currículo de busca e disseminação incomparável para o conhecimento humano.

E em humano sendo dissemina, compartilha com o coração o que pesquisa e escreve. Está fazendo uma série de crônicas sobre o que está por trás de cada imagem e palavra de uma novela. Nesse Caso Salve Jorge, e seus escritos estão indo, por partes sendo divulgados em http://www.gibanet.com/2013/03/27/salve-jorge-a-invasao-dos-signos-1a-parte/.

Na ultima semana me brindou, afetuosamente, através de nossas discussões no Twitter com uma pérola que transcrevo abaixo com todo meu afeto.
 A escola está preocupada em ensinar, e não em fazer o aluno aprender a pensar.

A chegada do professor Keating ao internato mexeu com as estruturas da instituição, baseada nos princípios da tradição-honra-disciplina-excelência. Embora ex-aluno da Welton School, Keating professava um estilo dito revolucionário, nas suas aulas de literatura inglesa e no relacionamento proposto aos seus discípulos.

O resultado é fácil de imaginar. Esta é a trama central do filme Sociedade dos Poetas Mortos, dirigido por Peter Weir, e que foi um dos premiados com o Oscar da Academia de Cinema de Hollywood.

As cenas se passam em 1959 e colocam em evidência os conflitos entre o conservadorismo expresso pela direção exercida pelo anglicano Nolan e o jovem mestre, que entra na sala de aula assoviando a 1812, para espanto dos seus engravatados alunos.

Logo depois, manda arrancar as folhas de Introdução à Poesia, de Pritchard, sob a alegação de que era um texto superado. Keating, interpretado pelo excelente Robin Willians, permite que os seus alunos subam nas mesas, joga futebol, com eles, incentiva Neil a ser ator, contrariando o pai autoritário, que o retira da escola, ameaçando-o com uma academia militar:

- Você não tem nada que pensar, deixe que o faça por você! Pressionado e angustiado, Neil se suicida, com o revólver do pai. Foi uma das cenas mais fortes desse filme de altíssima qualidade.

Questiona-se até onde deve ir a autoridade paterna, chocando-se com a vocação do filho, este amparado pelo professor compreensivo e amigo. Após o suicídio, a família de Neil processa a escola, responsabilizando-a pelo desvio do jovem adolescente. E é claro que a culpa recai sobre Keating, para quem a verdadeira educação é a que induz o indivíduo a escolher o que gosta, o que está dentro de si, e não o que lhe é imposto.

Por isso mesmo, faz da legenda latina carpe diem (aproveite o dia) o seu lema permanente. Quando preciso, as aulas eram dadas no pátio da escola, com forte sensibilização do aluno para o objeto do estudo, sem passar pela teorização. Histórias sobre educação e métodos pedagógicos, em geral, produzem trabalhos de pouco apelo popular. Não foi o que aconteceu com Dead Poets Society.

O seu sucesso internacional mostra, acima e tudo, um incrível interesse pelas relações entre autoritarismo e liberdade, pais e filhos, colegas entre si. Aliás, o filho focaliza, em fortes contornos, a figura do dedo-duro Cameron, um lourinho subserviente, que criticava o professor querido da turma, pelos seus excessos de liberalidade. Foi ele que contou à diretoria o que se passava em classe. Keating é expulso de Welton , Nolan retoma as suas aulas e o faz dentro do estilo conservador de sempre.

Quando Keating entra na sala para apanhar os seus pertences, numa cena valorizada pela música de Maurice Jarre, alguns dos alunos, mais chegados reagem à sua saída. Sobem à mesa, num gesto de solidariedade, enquanto Keating se comove, chegando às lágrimas. O diretor esbraveja, protesta, mas a atitude dos jovens é mais forte – e é o que fica da mensagem embutida nesta obra-prima do cinema contemporâneo. O professor e imortal da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier, diz:

- É um filme que deve ser visto e discutido pelos educadores brasileiros, aos quais se recomenda atenção para o que ele representa em termos de educação moderna.


Das pesquisas, Entendimentos & Compreensões, e,
principalmente, da Generosidade de Nelson Valente –
professor universitário, jornalista e escritor


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Limitelalina! Use e abuse, sem contra indicação.






#SOSEDUCAÇÃO -
 Histórias do Cotidiano Infantil!



“... Uma escola onde os alunos mandassem seria uma escola triste.A luz, a moralidade e a arte serão sempre representadas na humanidade por um conjunto de mestres, uma minoria que guarda a tradição do verdadeiro, do bem e do belo...!”

Dos pensamentos de Ernest Renan

Depois de Siga o Mestre, conversando com Professora Andréa, perguntei-lhe:

- Nesta história de #SOSEDUCAÇÃO, estamos falando do governo, da formação dos professores, mas, e os alunos?
- E estes pequenos “rebeldes sem causa” que vem de um mundo onde tudo podem e tudo fazem? Os chamados hiperativos? Como tratar com eles? Quem está preparado para isso?
Professora Andréa começa dizendo.

Profe: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
 Há momentos em que a situação é tão caótica que o mais sensato é deixar o "bicho comer e não correr".

Pois é! A Hiperatividade é um assunto pertinente na atualidade. Muitas crianças e suas respectivas famílias sofrem até que, o diagnóstico correto da hiperatividade aconteça. Até lá, o desgaste é muito grande!

É no espaço escolar que os comportamentos dos hiperativos tornam-se mais significativos. As trocas sociais e as regras que o ambiente escolar propõe caminham na direção das dificuldades dos mesmos. O diagnóstico correto é o primeiro passo para que os ajustes aconteçam.

O segundo passo é o "processo corretor", ou seja, os novos manejos comportamentais que o hiperativo deverá aprender. Muitas vezes os manejos comportamentais novos, não são suficientes. Drogas específicas são usadas para ajudar a parte neurobioquímica dos cérebros dos hiperativos.

Todo este processo necessita de muita competência profissional e experiências clínicas e pedagógicas. Sobre a hiperatividade com diagnóstico correto e manejos adequados, não precisamos nem correr e muito menos deixar o bicho pegar.

 Na verdade, o bicho pega, é com a falta de educação e de limites. Muitas crianças com falta de educação e limites são confundidas com hiperativas. Isto é um problemão! Os pequenos tiranos tornam a vida dos seus pais, colegas e do amado professor: um inferno!

Viver na dimensão do "não se reprima", que muitos pais acreditaram e acreditam, devolveram a nós, uma geração intolerante à frustração. Viver sem frustrações é tão utópico, quanto viver sem felicidade.

A intolerância as frustrações, também, são evidenciadas no espaço escolar. E começa com a exigência mais "sem fundamentação do planeta": o amado professor é quem deverá educar, melhor, (re) educar o filho que nem dele é.

Chegaremos a um dia em que, não bastará ser professor, terá que ser pai e mãe também. E o pior, ganhando a mesma coisa! Afffff!

Mas, tenho uma esperança, de que alguém, crie uma medicação para falta de limites com extensão para a falta de educação. O laboratório que conseguir tal façanha ficará rico!

O nome mais sugestivo que encontrei para tal medicação é: Limitelalina. A diferença é que, quem fará uso desta medicação será a "família" e não a criança. Para alguns casos mais crônicos a medicação poderá estender a criança.

É... Acho melhor deixar o bicho pegar e comer.
SE ela me respondeu?
Claro que não. Se tivesse a resposta quem estaria “rica” seria a alma iluminada da professora Andréa e não sua poupança.
Significa que estamos, literalmente, em tempos de mudanças significativas.

Professores precisam se preparar mais e pais precisam saber, definitivamente, o significado de serem pais. “Não basta proverem tem que preverem, principalmente, estarem juntos e não simplesmente “entregarem” o filho para a escola e só faltando dizer: “ Toma esta cria agora é tua!”.

Sei que estamos longe de uma fórmula definitiva. Mas por enquanto, pais e mestres, um pouco de LIMITALINA, fazem bem. 

É gratuito. E encontra-se em qualquer bom cérebro.
Afinal, Pensar ainda não precisa pagar... E não dói!


Dos diálogos com a Professora
Andréa Weffort - Psicopedagoga Clínica e Educacional,
Coaching Educacional, Fonoaudióloga Clínica e Educacional, Administradora Educacional, Orientadora Educacional,
Educação Especial e Assessora Educacional do Colégio
Adventista de Campo Mourão, Palestras e  Capacitações sobre Educação.
Publicado no Grupo Kasal – Vitória – ES – em 27.03


domingo, 31 de março de 2013

“Quando o Homem Ora!” - Deus falando com você -







“... Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para frente, uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti de quem eu fujo. A Ti das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar. Sobre esses altares estão gravadas em fogo palavras: "Ao Deus desconhecido". Teu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrilégios. Teu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo. Mesmo querendo fugir, sinto forçado a servir-Te. Eu quero Te conhecer, desconhecido. Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão invade a minha vida. Tu, o incompreensível, mas meu semelhante quer Te conhecer, quero servir só a Ti...!”

Dos pensamentos de Friedrich Nietzsche

                             Este período todo, ao menos para os cristãos – a grande maioria do povo brasiles – seja no original ou no sincretismo, é importante, espiritualmente falando. Em mesmo período em que a Igreja Católica se prepara para escolher seu novo líder máximo neste planeta, para esta religião. Independente de conceitos, fundamentos, doutrinas, segmentos e formas variadas de espiritualidade, precisamos reconhecer que, neste caso, a Igreja Cristã, tem atravessado milênios, turbilhões e outras formas de ser vista e sentida.

Assim, neste período fui buscar parodiar. Sim, copiar, uma das orações mais famosas dos últimos quase quinhentos anos. Em plena inquisição. As palavras são de Baruch Espinoza, nascido em 1632 em Amsterdã e falecido em Haia, em 1677. Foi um dos filósofos racionalistas do século dezessete, dentro da chamada filosofia moderna juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.

Neste período, um dos mais conturbados, já saindo da alta idade média e quase um início do iluminismo, Spinoza deixou registrado estas palavras e titulou como: Deus Falando com Você!

Notem, por favor, que fui buscar, em quase dois séculos mais tarde, outro filósofo, que para a grande maioria era ateu confesso e também deixou sua forma registrada de orar. Para os descrentes de tudo, ou ateus, como preferirem Spinoza disse: 

Para de ficar rezando e batendo no peito!
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. Para de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso? Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Viva como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste? Para de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

 Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Aborrece-me que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Sentes-te olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro de ti... “Aí é que estou.”

 Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe.”

Não importa teu credo. Pode orar. Da tua maneira.
Não dói. Assim como pensar... Não dói! E faz bem. Ao coração... A alma... Ao ser... A todos!


Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos
Publicado no sitio do Grupo Kasal – Vitória – ES – em 29,03.

quinta-feira, 28 de março de 2013

“A (In) dividualidade Conquistada!” - O adeus às falsas felicidades –






“... Nos grandes feitos, algo subsiste. Nos grandes espaços,
algo permanece. Formas mudam e passam, corpos desaparecem,
 mas os espíritos ficam para consagrar o solo que servirá de morada
 à visão da alma. E homens reverentes, e mulheres vindas de longe,
e gerações que não nos conhecem e não nos conhecerão, um dia
chegarão até aqui para pensar e sonhar.
E o poder da visão passará para suas almas...!”

Joshua Lawrence Chamberlain, 1828-1910.



                                        Livres e juntos. Separados mas coesos. Antagônico? Talvez. Porem esta-se visualizando novos tipos de relacionamentos. Em todos os sentidos. Pessoas querendo mais de si mesmo e esperando menos das outras. Em uma das mensagens colocadas na rede mundial de computadores, está assim: “... Quem disse que para estar junto precisa estar perto? (...)”.

Ao entrarmos neste universo busco a citação de Laura Potter, por Zygmund Baumann, ao dizer que ela embarcou em uma habilidosa exploração de todos os tipos de “sala de espera” na expectativa de que viesse a encontrar ali “pessoas impacientes, descontentes, agitadas, xingando cada milissegundo perdido” – explodindo diante da necessidade de esperar pelo “assunto urgente”, qualquer que fosse que os levara para lá. Com nosso “culto à satisfação instantânea”, pondera ela, muitos de nós “teríamos perdido a capacidade de esperar”. Como se neste momento “esperar” se transformasse em um palavrão. Queremos tudo para agora.
E levamos isso para tudo. Principalmente os relacionamentos.

Para Abraham Maslow, toda e qualquer “oferta” exige certo sacrifício da parte do doador, e é precisamente a consciência do autossacrificio que aumenta seu sentimento de felicidade.
Porem antes de querermos ser “dois”, precisamos aprender a ser “um”.
Anular o passado, “renascer”, adquirir um eu diferente, e mais atraente ao mesmo tempo em que se descarta aquele que “está velho”, usado e não é mais desejado.
Reencarnar como “uma pessoa completamente diversa” e começar de “um novo início”...

São sedutoras ofertas e difíceis de serem rejeitadas de imediato.
Em verificações atuais sobre os novos tipos de relacionamentos que tendem a substituir o antigo “até que a morte os separe”, outro autor, Stuart Jeffries observou a maré montante de “compromissofobia” e descobriu que são “cada vez mais comuns” os “esquemas de comprometimento “light” que minimizam a exposição a riscos”.

Esses esquemas, na visão do autor, visam a espremer o “veneno do ferrão”.
Entrar em um relacionamento é sempre um negocio arriscado, já que as armadilhas e espinhos do convívio tendem a se revelar gradualmente e é muito difícil realizar antecipadamente seu inventário total.

Entrar em um relacionamento associado ao compromisso de mantê-lo a despeito de qualquer adversidade, o que quer que aconteça, é como assinar um cheque em branco. Isso pressagia a possibilidade de se confrontar com algo ainda desconhecido, e com desconfortos e sofrimentos inimagináveis, sem uma cláusula de escape que possa ser invocada.

Assim os relacionamentos “novos e aperfeiçoados”, de “comprometimento light”, reduzem seu tempo de duração para que ele seja o mesmo da satisfação que produzem: o compromisso e é valido até que a satisfação desapareça ou caia abaixo de um padrão aceitável – e nem um instante a mais.
Os parceiros são mantidos perpetuamente em estado de nascimento, incertos quanto ao futuro, precisando constantemente provar de modo cada vez mais convincente que “ganharam” e “merecem” a simpatia e a lealdade do parceiro.
 “Ser amado” nunca é suficientemente obtido e confirmado, continua sendo eternamente condicional – a condição sendo um suprimento constante de evidências sempre renovadas da capacidade de estar sempre um passo a frente - contrariando com isso o pensamento imortal de Nietzsche -.

Mas e a ambiguidade da incondicionalidade tão perpetuada por ele e agora uma condicionalidade requerida?
Ele continua tendo razão. Porém, estamos experimentando novas realidades a partir de seus pensamentos. Estamos nos conhecendo um pouco mais, conhecendo mais o outro, esperando mais de nós, esperando menos do outro.

Desta forma em nossos momentos, atuais, a lealdade por toda a vida é uma benção misturada com muitas maldições. E se as ondas mudarem de direção, e se acenarem com novas oportunidades? E se o próximo e querido não for mais querido, mas continuar perturbadoramente próximo?

 Daí a ansiedade, o medo de perder o que se tem misturado com o medo de ser incapaz de se livrar daquilo que não é mais desejado – encimados pelo medo de se encontrar na extremidade receptora do ímpeto e determinação do parceiro.
Para alguns autores traçar essa fronteira com precisão pode ser uma tarefa torturante, mas de uma coisa podemos ter certeza: onde quer que se encontre, ela é violada no momento em que se declarar que atar e desatar vínculos são atos neutros, moralmente indiferentes, de modo que ambos são eximidos de responsabilidade pelas consequências recíprocas de seus atos.

Aquela mesma responsabilidade incondicional que o amor promete, para o que der e vier, e luta para construir e preservar.
A felicidade, lembrando o que diagnosticou Kant, é um ideal não da razão, mas da imaginação.

Ele também advertiu, conforme Baumann, que o caráter tortuoso da humanidade, nada de reto poderia ser feito. John Stuart Mill pareceu combinar as duas sabedorias em sua advertência: “quando você pergunta para si mesmo se é feliz, você deixa de sê-lo”.

Independente de qualquer visão de pensadores e estudiosos e para nós simples mortais? O que significa? Como estamos enfrentando tudo isso nesta, dita, modernidade? E tão necessitados de amar?  De sermos amados?
Medos de errarmos novamente?

Que tal apenas não fazermos os mesmos erros? Que tal experimentar? Se errarmos, serão novos erros. Vamos ao menos começar a pensar nisso?
E pensar não dói... Porém amar-se, sobretudo, para amar o outro, parece ser uma nova velha condição de experimentar não mais falsas felicidades, mas sim momentos específicos e aflorados de uma vida feliz.

Quem sabe não esta aí a diferença? Por que não podemos pensar diferente em nossa modernidade, sobretudo, começarmos a agir diferente? Mas acima de tudo, amar muito novamente.
O restante fica para você colocar em prática e ajudar a buscar uma nova forma de amarmos amando.
Nos grandes feitos, algo subsiste...




Baseado nos pensamentos citados de autores
 Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado no Sitio da Kasal – Vitória – ES – em 27.03.2013
http://konvenios.com.br/info/Artigos.aspx?codAutor=117

terça-feira, 26 de março de 2013

" Perdão Nordeste - Somos Maus Brasileses -!"




“... De todas as presunções ridículas da humanidade,
nada ultrapassa as críticas feitas aos hábitos
dos pobres, por aqueles que tem casa,
estão aquecidos e alimentados...!”

H.Malville

Vocês que fazem parte dessa massa,
Que passa nos projetos, do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais, do que receber.
E ter que demonstrar, sua coragem
A margem do que possa aparecer.
E ver que toda essa, engrenagem
Já sente a ferrugem, lhe comer.
 - Zá Ramalho


Ao menos a semana trouxe um pouco de sol, em uma das manhãs da semana, depois de muitas com chuvas e temperaturas que encerraram fevereiro com 15°.
Coisas do Rio Grande do Sul.
Ao dirigir-me ao carro, no estacionamento, aborda-me um homem jovem, completamente carregado de mercadorias (de todos os tipos – carteiras, cintos, capas para banco de automóveis entre outras bugigangas), dizendo:

 -Senhor, não esta precisando de alguma coisa?
Sendo gentil puxei conversa dizendo:

           - Olá amigo, sotaque do nordeste, o que fazes aqui nestes frios e olha que o inverno nem começou. Deveria estar na terra do sol.
Ao que ele me respondeu, baixando a cabeça, quase que envergonhado:
          - Senhor, sou da Campina Grande, Paraíba.
Exaltei-me interrompendo-o:
          - Que maravilha pertinho da Capital,  tenho muitos amigos na Paraíba e adoro o nordeste.
Ao que ele, enfático, respondeu:
          - É senhor, mas lá a seca não nos dá o que comer e vindo para cá eu garanto o sustento de minha família.
Interrompi-o, quase que enfaticamente:
           - Mas amigo vocês tem um dos maiores contingentes de políticos no Congresso...

Ele me interrompeu com certo olhar de tristeza dizendo, com a voz um pouco mais baixa.
          - Senhor, não temos políticos, eu não voto. Lá nos temos donos...

Aquietou-me. Emudeceu-me. Comprei uma carteira, qualquer coisa. Penalizado, entristecido comigo mesmo.
Ele se afastou sorrindo e agradecendo.
Eu olhei um bom tempo para aquela carteira em couro, e a música de Zé Ramalho, automaticamente veio-me a cabeça:

Eh, ôô, vida de gado
Povo marcado, ê
Povo feliz

Ele se afastou sorrindo, feliz. E eu entristecido, como a perguntar-me:

- O que continuamos fazendo com o Nordeste? Porque agimos como se fosse outro país? Meu Deus, não nos importamos em nada com todo o sofrimento, de nossos irmãos, com todos os seus flagelos, no nordeste, há décadas... E eles estão sendo sorrindo... Eles estão sempre felizes.
-O que há conosco?
No que estamos nos transformando?

A frase dita por George Washington veio-me à cabeça:

“... Que seu coração tenha pena da aflição e a angústia de todos...!”
Pena? Eu tenho. Mas é um sentimento pequeno, pobre. É tudo o que posso fazer?

Bilhões para obras da transposição do Rio São Francisco e nem na metade está; Bilhões do orçamento nacional todos os anos; Milhões e milhões saem dos cofres nacionais para obras contra a seca: poços artesianos e muitas outras coisas.
E aonde vai?

Ficou as ultimas palavras do vendedor, ecoando na mente:
“... nós não temos políticos; Nós temos donos. Eu não voto!”

Voltei para casa. Hora do almoço. Confesso: abri a geladeira e a fechei novamente. Segurei o choro, gostaria de transportar aquela geladeira para o sertão nordestino, como nos filmes de ficção. Não tenho esse poder. Mas lembrei de que posso escrever, e posso fazer outros brasileses pensarem também.

Imediatamente lembrei-me da frase de Dom Francisco Austregésilo de Mesquita quando afirmou:
 “...Com o povo passando fome é mais fácil comprar votos. Os políticos não têm interesse em resolver o problema da seca...!”

Você que esta lendo isso, é brasiles, tem casa, comida e, principalmente, água, ajude-os a levantar uma bandeira e vamos ajudar este “povo marcado, este povo feliz” e admirável, que não é um gado novo, corrigindo o título da magnífica música de Zé Ramalho. Se somos irmãos, faremos algo. Chega de ficar somente olhando e escutando baboseiras.


O povo, foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores, tempos idos
Contemplam essa vida, numa cela
Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo, se acabar
A arca de Noé, o dirigível
Não voam, nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar,
Não voam nem se pode flutuar.

Cantem-na. Mas, por favor, pensem... Não dói!”

Mas para os nordestinos, vamos fazer algo mais. Por Favor!


Entendimentos & Compreensões
Publicado no sitio do Grupo Kasal – Vitória – ES -  em 22.03.2013
http://konvenios.com.br/info/Artigos.aspx?codAutor=117