segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A jornalista e Historiadora
Rose Santarém é a Cronista
na Sala de Protheus:

 

Você Conhece Mônica?

 
“... Quando uma leitura eleva o espírito, inspira sentimentos nobres e de coragem, não se deve procurar outra regra para julgar a obra; é boa e feita  por mão de mestre...!”

 Jean de La Bruyére – Das Obras do Espirito –
 Caracteres Ou Costumes Deste Século – Cap.19 -pg 25
 
                             Mônica Raouf Bayeh. Guarde esse nome. Você ainda vai ouvir falar muito e bem.
                              No ano em que os maiores expoentes da literatura disseram adeus. Ela surge tímida, discreta, para ocupar o seu espaço.  A escritora e poetisa carioca autora de seis livros é virginiana, casada, mãe, professora e psicóloga.
                             De estilo confessionalista ela é amplamente conhecida nas redes sociais por seus versos e crônicas. Onde cada estrofe de um verso, cada parágrafo de uma crônica, veste como uma luva um momento que você está vivendo.
                                 Sucesso de público e de vendas, sua produção literária não para. O que antes só circulava na internet agora pode ser adquirido pelo site da Amazon, físico ou em e-book.  Estão disponibilizados os seguintes títulos: 101 Maneiras Para Sobreviver A Um Caso De amor; Preciso Dizer Que Sempre Te Amei;  Descartes Que Me Desculpe;  Mãe é Trabalho Artesanal; Quer Mesmo Ser Professor¿ e, especialmente, direcionado ao público adolescente Caraca!
                                   A sensibilidade e ternura com que Mônica escreve, nos leva a devorar seus livros. E você ainda vai se pegar recitando versos de seus poemas.
                                  Embora não confesse, seus livros são autobiográficos. Não há como ser diferente, já dizia Adélia Prado, o que você escreveu, de alguma forma já viveu. E são muitas as vivências de Mônica, alegres, tristes, com passagens bonitas, contundentes, sala de aula, consultório, família. Seus livros entrelaçam uma poesia com uma crônica, ambas sobre o mesmo tema, e nos deixam sempre com a sensação de quero mais.
                                     E para quem quer acompanhar de perto a produção desta escritora que também se aventura em textos jornalísticos. Ela sozinha, conforme seus colegas, fez mais que o sindicato pelos professores municipais do Rio de Janeiro, na divulgação dos desmandos do prefeito Eduardo Paes, em relação a categoria. Recomendo à visita aos sites: Pintores Famosos, Konvênios, Extra. Globo.com, e Época. Globo.com, blog de Ruth de Aquino, além de sua página no Face Book, Poesia Toda Prosa.

Vai lá confere, já dizia Lulu Santos, vamos nos permitir!

 Nota do Blog:
Esta crônica saiu em jornais e revistas do Norte do RS.

 
Rose Santarém
Historiadora e Jornalista
Passo Fundo – RS
rosetosanta@gmail.com
 
 

domingo, 14 de setembro de 2014


Segurança e Competitividade
No Brasil!

 
“... Segurança Pública se faz com pessoas
que conseguem aliar boas ideias,
planejamento e ação...!”
I.Hermes

                           O professor, historiador e Pesquisador Marlon Adami participou durante a semana deste seminário em Brasília, promovido pela ADPF - Associação dos Delegados da Polícia Federal -, e teve como objetivo divulgar, refletir e através do debate trazer algum norte para a mudança do cenário da segurança pública, defesa nacional e a competitividade econômica nacional.
                           O primeiro tema tratado, "Investimento e Gestão Pública dão resultados" com o Delegado da PF, Sandro Avelar trouxe como dado importante, que o Brasil é o país que tem o maior numero de cidades violentas do planeta, com 16 cidades, seguido do México com 03 cidades, EUA com 03 cidades e África do Sul com 03 cidades, observando que a diferença entre Brasil e os demais é absurda para um país que se afirma não ter mais pobreza e vive um momento de pleno emprego e desenvolvimento. Sandro Avelar, através do seu viés policial elencou as prioridades para mudança do cenário nacional: Maioridade Penal, Reincidência, Drogadização.
                              No tema "A segurança pública pós-copa", o militar Sami Youssef Hassuani, - Presidente da Assoc. Brasileira das Indústrias de Materiais de Segurança e Defesa -, expôs a capacidade tecnológica da indústria brasileira em equipamentos para segurança e defesa, como armas de choque, carros antidisturbios, drones...                   
                              Reafirmou a integração dos militares com as forças nacionais de policia intercambiando conhecimento, planejamento e treinamento criando um ambiente de confiabilidade entre as corporações para efetuar um serviço de qualidade.
                               No painel "A agenda da segurança pública no Brasil e políticas estruturantes", o Gal. Antonino dos Santos Guerra Neto, - General de Divisão e Vice Chefe de Tecnologia de Informação e Comunicações do Exercito -, explanou sobre a realização do projeto SISNACC E ENAFROM, sistemas de comunicação projetados e realizados pelo exercito em uso em território nacional. Informou a atuação do exercito brasileiro, que diariamente atua em 80 operações de não guerra junto a sociedade diariamente em todo território nacional e elencou que o problema brasileiro chama-se governança e gestão, onde por mais que o governo proponha suas ações são de alto custo e baixa qualidade, justamente o que o exercito pratica de forma contraria obtendo quantidade e qualidade em seus projetos.

                               Ainda, o exercito assegurou 25% do espectro magnético da comunicação através da banda 4g para as forças armadas e segurança pública nacional, justamente para que esse setor não fique refém da compra de sinal e canais de comunicação junto ao Estado e/ou iniciativa privada, proporcionando uma economia de R$ 600.000.000,00 da sua verba operacional.
                               Mas o mais curioso na exposição é a obrigatoriedade do exercito em colocar projetos junto ao PAC para poder ter verba para desenvolvimento de projetos e/ou junto aos deputados através de emendas parlamentares.
                              O painel, "Investimento em Segurança Pública" com os debatedores Ignácio Cano - Sociólogo Pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência da UERJ, o Coronel da PM de Sâo Paulo e Marcos Leôncio Ribeiro, Delegado da PF e Sec. Segurança Pública do DF observou-se o debate do discurso marxista/humanista, desmilitarizante do sociólogo da UERJ, colocando a legalização das drogas como fator primordial para cessar e/ou diminuir a violência, acrescendo a mentalidade vitimista da marginalidade, alegando que policial morre na mão do bandido porque o bandido alega que o policial tem o intuito de elimina-lo, então o mata primeiro e a mais absurda das colocações: "o crime ligado as drogas é um crime sem vitimas", ou seja, o drogado que mata é vitima da sociedade e o falecido uma vitima coadjuvante.
                              O coronel da PM/SP com discurso militar pautado na disciplina, meritocracia e dever de dar segurança para a sociedade, informou que há 20 anos a PM era muito mais "truculenta", a marginalidade era menor e raramente existiam mortes de policiais em serviço e principalmente fora da sua função, o que deixa claro que o problema é a falta de temor pelos bandidos para com a policia, uma legislação protetiva e um judiciário cumplice da marginalidade que não pune devidamente estando atrelado aos humanismos da mentalidade socialista do Estado.
                             O secretário de segurança pública do DF seguiu o discurso do coronel da PM.

                             Para fechar o evento, tivemos a satisfação e a honra de ouvir o empresário Jorge Gerdau Johanpetter, referencia internacional da iniciativa privada em gestão empresarial com sucesso de implementação do seu projeto na gestão pública.
                             Afirmou que: “o sucesso de uma gestão empresarial ou pública está no planejamento, liderança e governança do projeto, ou seja, o contrario que a mentalidade de gestão aplica hoje, buscando sucesso sem os requisitos básicos, por ver na liderança e governança uma postura arbitraria e ditatorial, motivo esse que leva as gestões brasileiras em sua maioria um insucesso total”.
Esta é a resenha e os pontos principais discutidos e expostos neste evento da ADPF com sucesso.

 

O Professor Marlon Adami foi convidado
do Evento nos dias 09 e 10 de Setembro em Brasília, como pesquisador e historiador de assuntos de interesse à Pátria.
Agradeço ao amigo e pesquisador
pela remessa de tão importante material.

sábado, 13 de setembro de 2014

Foro de São Paulo!
-       Encontro do Mal –

“... O que os governos latino-americanos
desejam é um capitalismo sem lucros,
um socialismo sem disciplina e
investimento sem investidores estrangeiros....!”

Roberto Campos

                     No mês de agosto houve o encontro da juventude, uma fase preparatória ao grande encontro que ocorreram nestes últimos dois dias da semana, pela primeira vez na Bolívia. O único lugar onde conseguimos informações do que ocorreu na abertura e os caminhos que iriam ter o chamado Encontro do Mal, fora das mídias comunistas de Cuba, como o Órgão oficial do Partido Comunista o Gramna, foi no Brasil através de uma rápida análise da Revista Exame, digital, conforme fontes abaixo.
                         É a partir daqui que os brasileses devem analisar as eleições para o Brasil neste ano e não em candidatos A ou B ou ainda um C, ficando a mensagem que o mais importante desta eleição são os Deputados Federais, que compõe a Grande Câmara Legislativa do Povo e não os presidenciáveis. Lembrem-se disso: Eis a matéria comentada pelo pesquisador e historiador professor Marlon Adami de Brasília:
La Paz - Bolívia - O 20º encontro do Foro de São Paulo começou nesta quinta-feira em La Paz com um pedido de apoio nas urnas para a presidente Dilma Rousseff e também para o presidente da Bolívia, Evo Morales, e para o ex-presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que em outubro buscarão nas urnas novos mandatos em seus países.
                                         O apoio conclamado pelo Foro de SP a candidatos dos partidos que compõe o mesmo, explicita a internacionalidade do movimento socialista projetado e sendo executado por essa organização.
O apoio aos três candidatos foi a mensagem central dos discursos dos dirigentes políticos esquerdistas de vários países e das organizações sociais na inauguração do Foro, realizado pela primeira vez na Bolívia.
                                     É de pleno interesse que os presidentes eleitos nos países do continente americano sejam de partidos comprometidos com o projeto do Foro de SP de implementação do socialismo continental, inicialmente de linha Leninista/Castrista e hoje já explicitando um relacionamento estreito com o projeto imperialista eurasiano de Vladimir Putin e seu parceiro maior, a China.
Em mensagem gravada em vídeo para a reunião, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos bolivianos que nas eleições gerais de 12 de outubro votem em Morales, que governa desde 2006 e aspira um terceiro mandato até 2020.
                                  Aproveitando a legislação boliviana, Lula, importante membro e fundador juntamente com Fidel Castro do Foro de SP, através de um discurso continuísta da política praticada na Bolívia, tenta promover e configurar uma ditadura esquerdista na Bolívia avalizada pelo voto popular, concretizando o modelo de democracia socialista.
Lula acrescentou que no Brasil também têm 'uma eleição muito importante' que esperam ganhar, em referência à campanha de Dilma, que governa desde janeiro de 2011 e quer conseguir um segundo mandato.
Além disso, o ex-mandatário pediu aos membros do Foro um debate sobre a defesa dos avanços sociais democráticos regionais e a importância da integração da América Latina por meio dos mecanismos da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
                                         Unasul e Celac são órgãos oficiais das relações dos países latinos americanos que tratam dos assuntos e projetos do Foro de SP, como uma forma de obscurecer a atuação do Foro de forma clara perante a opinião pública do continente e global. A preocupação de Lula quanto aos avanços sociais democráticos, traduzindo são as praticas autoritárias de aplicação da agenda socialista na América latina para consolidar a união das republicas socialistas da América latina até 2020, prazo esse que vem sendo cumprido quando observamos os avanços e as realidades dos países chaves do bloco.
'Nosso desafio em outubro é eleger Dilma, Tabaré e Evo Morales', afirmou a secretária executiva do Foro de São Paulo, a brasileira Mônica Valente, em seu discurso inaugural.
                    Vázquez, que governou o Uruguai entre 2005 e 2010, buscará um novo mandato nas eleições de 26 de outubro pela Frente Amplas, para dar continuidade ao governo de seu correligionário José Mujica.
                      Os debates do Foro de São Paulo se desenvolverão entre hoje e amanhã (quinta e sexta-feira) com uma agenda centrada na elaboração de um programa de esquerda para 'derrotar a pobreza e a contraofensiva imperialista, e conquistar a paz e a integração' na América Latina, segundo seus organizadores.
O Foro de São Paulo, que congrega 100 partidos de esquerda da América Latina, nasceu em 1990 na capital paulista e teve entre seus principais impulsores o ex-presidente Lula.
                                      A tradução para o Foro de SP é um partido continental que luta através das vias democráticas para implantação do socialismo e das relações com o novo modelo socialista implementado por Putin através do seu projeto imperialista Eurasiano.
                                      A forma como estamos colocando a noticia, com os comentários, foi buscado em um dos únicos canais de imprensado Brasil que forneceu a noticia como ela realmente aconteceu. Os outros veículos deixaram em segundo plano O Encontro do Mal, que afeta, diretamente todos os brasileses.
Prestem atenção na mudança de “tom” das Eleições dos Presidenciáveis a partir de agora.
E não esqueça. O Mais importante não é o presidente e sim os Deputados Federais que cada Brasilês irá escolher. Estes sim terão o poder de fiscalizar qualquer ato contrário
  
Fontes:
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/foro-de-sao-paulo-comeca-com-apoio-a-dilma
Matéria de 11.09.2014- 16h30min
Fonte em azul - comentários Prof. Marlon Adami
Fonte em Marrom claro – José Carlos Bortoloti



 

 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dia de Visita do Escritor Antônio
Figueiredo na Sala de Protheus:

 

COM QUE VOTO?
 
“...Uma eleição é feita para corrigir o erro
da eleição anterior, mesmo que o agrave...!" 
C.Drumond de Andrade.
 
Nada tem sido motivo de maior discussão no Brasil que o voto. Uma grande maioria discute sua obrigatoriedade, mas muito poucos iscutem a sua “qualidade”, a importância da sua “representatividade” e, principalmente, da sua “utilidade” e refiro-me, principalmente, ao “voto proporcional”.
                                     Era muito pequeno e me lembro da festa que era todo dia 03 de Outubro de Eleições. Em troca de um sanduiche de pão com presunto e um copo de suco de groselha, ficávamos perambulando pelas diversas Seções Eleitorais distribuindo as “cédulas” com o nome e Partido dos candidatos. Não existia então a identificação por números de ambos. Na hora do voto essas cédulas eram envelopadas e postas na urna.
                                     A propaganda eleitoral restringia-se a cartazes e faixas colocadas nos postes e normalmente em preto e branco, pois qualquer trabalho a cores tinha um custo proibitivo. No rádio veiculava-se uma propaganda paga pelo candidato na maior parte das vezes ou pelo Partido, quando o candidato era um “figurão”. Entretanto, a grande atração eram os comícios, que para os cargos majoritários sempre juntavam muita gente nas praças públicas. O povo gostava de “ver caras e palavras”.
                                     Lembro-me de um amigo, que se candidatou e nem a própria foto colocou nos cartazes por questões de custo. Em seu lugar colocou um “ponto de interrogação”. É evidente que isso gerou muita curiosidade, pelo suspense em se imaginar quem seria esse “Edson Gonçalves” e, obviamente, os demais candidatos apresentaram queixa ao Juiz Eleitoral e este determinou que ou colocasse uma foto nos cartazes ou o Edson teria que desistir da sua candidatura.
                                    Cotizamo-nos e o nosso amigo conseguiu cumprir a exigência legal. Esse “trabalho formiguinha” de panfletagem e divulgação era feito por nós, seus amigos, gratuitamente e no intuito de eleger o “primeiro vereador” do bairro de Vila Maria – SP. A Política na época sempre incluía um sentido de participação voluntária, principalmente nos bairros mais periféricos e desassistidos. Queríamos fazer-nos representar.

                                  
                                     Meu amigo candidatou-se por uma pequena legenda da época, (PRN ou PTN, não estou certo), pois as grandes legendas, (PSP, UDN, PSD, PDC e PTB), reservavam suas vagas sempre para políticos mais conhecidos e normalmente candidatos à reeleição. Mesmo Adhemar de Barros, (PSP), antigo “donatário” do “curral eleitoral da Vila Maria” e depois Jânio Quadros, que o arrebatou, jamais apoiaram candidatos do bairro. O esforço sempre se concentrou em manter no Poder a “cabeça” da legenda.
                                Cheguei aqui exatamente ao ponto, que desejava, propondo um “corolário” ao lembrar que os Partidos sempre foram “gerados e paridos” na “alcova das oligarquias” e calcada nos seus interesses. O povo, bem o povo, seus interesses e necessidades sempre foi uma “concessão” deles e vem depois. Sempre...
                                Pois bem, vamos à História. A República Velha, (1889-1930), baseou-se na “República do Café com Leite”, (acordo de político informal), prevendo a alternância da Presidência entre SP e MG. A “traição” do PRP, (Partido Republicano Paulista) ao PRM, (Partido Republicano de Minas Gerais) por insistir em quebrar a “regra do revezamento” ao propor, (com o apoio de 17 Presidentes Estaduais) e eleger Júlio Prestes em sucessão a Washington Luis, provocou a Revolução de 1930, que ascendeu Getúlio Vargas ao Poder, com o apoio de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.
                                  Bem, é desnecessário dizer que Getúlio Vargas tinha o apoio do partido mais forte do Brasil à época: O Exército Nacional e principalmente do Tenentismo de 1920, uma fortíssima corrente político militar composta, entre outros, por Luís Carlos Prestes, Eduardo Gomes, Siqueira Campos, Cordeiro de Farias e Juarez Távora entre outros notáveis. Na verdade, nenhum Governo do Brasil até 1985 se sustentou sem ter um olho na temperatura dos quartéis e a “bunda” longe das “baionetas”.
                                     Não é de graça, que Getúlio é considerado o mais carismático e “velha raposa política” de todos os tempos, pois soube “equilibrar-se no arame político” por mais de 24 anos sem “apear-se” do Poder. Mestre em retardar decisões esperando que outros precipitassem os “fatos” contentou “gregos” (políticos e militares) e “troianos”, (povo). Mas sempre atuando como um equânime “doador de jujubas”. A leitura de Lira Neto é imprescindível para entender aqueles tempos.
                                    Muitas foram as Reformas Eleitorais propiciadas, mas sempre focando o que era mais urgente, no caso o “voto feminino” em 1932 e sempre mediante a “pressão das metrópoles”, que detinham o poder de mobilização cívica. As periferias e “rincões mais distantes” da Nação não tinham “representação” e por isso não tinham “voz” e nada foi feito ou pensado para se mudar essa realidade. E este continua, a meu ver, sendo o grande problema do Brasil.
                                    Uma coisa incompreensível no Brasil de hoje é que existam sindicatos representativos até para “flanelinhas” e existe partido político até prá defender “veteranos da Guerra do Paraguai”, (duas hipóteses absurdas, mas que em se falando de Brasil, se procurarmos bem...), mas não é garantido o direito de representatividade dos rincões ermos e mais desassistidos nos Municípios, Estados e da Federação. Isso força-os a votar em “candidatos importados” e que, vista de regra vai engrossar o “voto em legenda” em benefício de “candidatos sem raiz” e do interesse das estruturas partidárias.
                                  Escrevi há 4 anos um artigo a respeito, em que provava, que o Vice Presidente Michel Temer não teria sido eleito Deputado Federal por São Paulo nas Eleições de 2006, se prevalecesse o Voto Distrital Puro. Elegeu-se pela “catação de votos” do PMDB em todo estado e certamente com os da “coligação”. Ele era na época Presidente do PMDB, ou seja, um “candidato privilegiado e a privilegiar”. Uma “cabeça coroada” ungida pelo privilégio do “voto em outrem”. Essa é a nossa realidade do “voto proporcional” e das “coligações de saúvas com cupins”.
                                 Outra “jabuticaba” excrescente produzida pelo “incesto político” na formação de legendas no Brasil são os famosos, “baixo clero” e “alto clero”, do Congresso, ou seja, o “grupo dos que não valem nada” e o “grupo dos dispostos a tudo” e que por isso valem quanto pesam. Quem não tem proeminência deve ter algum tipo de compensação. Afinal um “eleito do povo” tem mais do que um “peso”, tem um “preço”. Em um provérbio acaciano: O negócio é a alma do negócio.
                                 Fala-se no Brasil tanto e crescentemente da “defesa dos direitos das minorias” e defendem-se e até se patrocinam Movimentos Sociais e Movimentos Minoritários, como o MST, MTST, LGBTT, além de uma quantidade enorme de ONG’ s fundadas no intuito de assisti-los. Entretanto não vejo nenhuma voz defendendo os “distritos excluídos” de participação política e que são na totalidade os mais carentes em tudo. Apenas calam-se suas bocas com programas assistencialistas.

                                          O Brasil desde seu descobrimento sempre se utilizou de uma “massa de escravos”. No princípio foram os índios e a seguir uma imensa maioria da população de negros, que não foram libertos e sim lançados a própria sorte, da mesma forma que ocorre hoje em mais de 60% do território nacional com o Bolsa Família.
                                             Por mais de 40 anos, por opção pessoal, comecei a viajar pelos cerrados e caatingas do Brasil desde Minas Gerais até o Nordeste e Centro Oeste do Brasil, para conhecer seus espaços e gentes e constatei que, recebemos um imenso e rico patrimônio, mas que para sermos seus legítimos proprietários, precisamos fazer valer o princípio constitucional de que “todos somos brasileiros iguais perante a Constituição”. A voz de um brasileiro dos mais remotos e ermos brasis é também uma Voz do Brasil.
                                             O voto não é uma opinião introduzida em uma urna. O voto deve ser um compromisso e uma profissão de fé no Brasil que queremos construir.

 
                                                                           Das vivências, percepções e pesquisas de
Antônio Figueiredo – De algum lugar entre a Bahia e São Paulo
Economista, Escritor, Empresário, Militante Apartidário Parlamentarismo e Voto Distrital Puro. Ex - Ativista Movimentos Sociais Católicos/ Metalúrgico/ Estudantil (1961/73). Operário da Cidadania
 

terça-feira, 9 de setembro de 2014


Histórias da Vida Real:

 

A Descoberta de Lorena!
- 2ª Parte – Conclusão -

 
                             (...) Ao perguntar a definição, para ela, de amor, Lorena, achou “mil portas” para sair. Disse tudo e nada. Seu coração esta lotado. Mas fechado. Não há definição. Há um simples, “tratar bem”, ser amoroso”, estar junto quando “se precisa”. Ponto. Sua definição de vida tem o mesmo trajeto. Trabalhar, conseguir uma posição melhor, um pouco de segurança. Ponto. E Segurança?
                            Aqui começam a destoar as “névoas” de seu olhar. Segurança, para Lorena, é ter um amor. Mas ela não tem? Evita-se este questionamento ainda. E o que é ter um amor?
As “névoas” de Lorena começam a desaparecer, lavadas por duas lágrimas, uma de cada um de seus lindos e grandes olhos.
E começa a aparecer um pouco do brilho que está escondido, guardado, magoado, ressentido. Ferido. Ainda muito ferido.
Amor...? Amor é... Soluços... Como posso confiar em ti?
                             A pergunta em forma de inicio de resposta procura alguém, que seja exatamente como ela, pura, que não queira ser usada. E neste caso o terapeuta, se não mostrar sua melhor empatia, nunca conseguirá.
Neste caso, a calma, as tranquilidades estavam submissas. Lorena até esqueceu onde estava com quem estava. E tudo saiu.
Amor é confiar em alguém... Amor é ter alguém... Amor é sentir-se muito amada... Amor é sentir-se importante para alguém... Amor é nos fazer ser importante...
Isso tudo saiu de Lorena. E foi interrompido por um choro, quase desesperador... Logo depois continua: Eu não tenho nem um amigo que possa confiar para abrir meu coração, que dirá para amar...
Tenho um namorado que só quer sexo... Que só fala em sexo e bebida... Que só elogia meu corpo... Que nunca chega ao meu coração... Que minhas palavras tem que ser o essencial para que ele sinta prazer...Assim eu me transformo em animal... O sexo tem palavras como “minha cadelinha”... “Adoro fazer você gemer”... Não é isso que eu quero para mim... Muito choro!

                               Isso é primitivismo, é troglodita, é retorno as cavernas... Não acredito que mulheres, nesta geração se submetam a isso. Ou algum homem deixe isso como resultado em uma mulher em nome do tal “amor”. Isso é crime contra o ser, contra a alma, contra a essência.
As lagrimas e o choro compulsivo toma conta de Lorena. Amor é isso?
São poucas palavras que conseguem escapar de Lorena. Aos poucos ela acalma, abranda seu tormento, ou terminam suas lagrimas...
Ela diz: Não quero mais falar sobre isso... Tenho minha vida... Sei como lidar com ela... E sai. Até aqui era para funcionar a terapia. Mas como auxiliei Lorena?
                             Primeiro fui indicado por uma amiga dela. Assim, de longe, sem olhos nos olhos, tudo “escondido” por uma tela de computador. Fui tratando-a como ser que tem muito amor. Para doar e receber. Ela foi esquecendo que estava falando com um homem, com um desconhecido. E fui me transformando em um “grilo-falante”, como se estivesse pousado em seu ombro. E fui descobrindo, entre as palavras, as frases, o que vinha do fundo de sua alma. E fui conhecendo-a tanto ou mais que ela mesma. E só descobrindo qualidades, imagens fantásticas de um ser puro, iluminadíssimo.
                                     A pergunta que fica. Para os terapeutas e para aqueles que se dizem “amigos”. Esta é toda nossa técnica? Esta é toda nossa amizade?
Perdão, o terapeuta não pode ter “amizade” não pode ter “relações” de qualquer tipo com o paciente, pois significaria transferência e obviamente o paciente poderia criar algum tipo de contratransferência.
Esta bem. Deve funcionar para a terapia tradicional. Não funcionou com Lorena. E para que serve então a terapia? Esta é toda nossa sensibilidade?
Não conseguimos ir, além disso? Se formos terapeutas precisaremos de um ano de encontros e terapias? E quem disse que Lorena tem capacidade para aguentar um ano. E os amigos? Somente para as festas?
                                    Ninguém tem sensibilidade e cérebro para fazer Lorena abrir-se, colocar tudo para fora? Ajudar a limpar seu “Quartinho dos fundos”? E transformá-lo em um lugar arejado, iluminado, puro, bonito... Afinal o que somos nós? Terapeutas?
Meros seguidores de normas escritas, para que o dito “paciente” tenha uma melhora?  Só isso? É tudo o que anos de estudo lhe proporcionam?
E suas sensibilidades? E suas culturas? E suas vidas de nada servem para ter “caminhos” para auxiliar Lorena? Então não são terapeutas?
Irvin Yalon tinha razão, são meros buscadores de “status quo” e dinheiro para sanar seus prazeres. E amigos?

                                         Que diabos de seres desprovidos de cérebro são estes que se aproveita de um ser tristonho e que somente precisa de uma mão amiga, de um “grilo” em seu ombro, para ouvi-la, para estar com ela... Para mostrar que todo mundo passa por uma grande paixão e termina... Que todo mundo tem condições de continuar a buscar sua alma gêmea.
Lembro-me, que em um filme qualquer, discutindo-se sobre religião e Deus, a personagem diz:
- Não acho que Deus esteja em mim ou em você. Penso que Deus esta neste meio, neste entre mim e você. Vejam a profundidade de uma frase, que em principio parece tola, em um filme qualquer? Ou seja, somente estando nos dois, nossas unidades, nossas individualidades, unidas, como se tornando outra unidade haverá o divino... Haverá o amor. O que Lorena precisa?
                                         Lorena precisa, primeiramente, de alguém que lhe conquiste a confiança. Pode ser um amigo, do olhar e do sorriso de Lorena... mas alguém que tenha um pouco de profundidade, que tenha sensibilidade, que sirva para os propósitos de Lorena. Que seja a mão estendida e, principalmente, o ouvido que tanto Lorena necessita e não encontra.
Que a escute dizer tudo... Sim tudo... Que tenha paciência para ouvi-la...
Que não a julgue. Que esteja com ela, e não somente para um simples “desabafar”. Isso é pequeno. E triste. Mas como Lorena encontrará este caminho. Sozinha? Quase impossível. Continuará fazendo o que sempre fez.
Seus “pseudos” amigos continuarão “achando” que ela está saudável.
                                        Penso que estamos muito “encapuzados” em ser nós mesmos, para os outros que esquecemos quem somos.
Não gostaria de beijar ninguém se eu não estivesse lá, como seu eu não estivesse beijando eu mesmo. Não quero beijar ninguém somente para que o outro sinta. Para que os outros vejam. Quero acabar com a hipocrisia e tirar o máximo de máscaras de quem está comigo e de mim mesmo.
                                         Quero ir passear comigo mesmo, mesmo estando com você. Pois se for com você eu não estarei lá. Será frio? Penso que no amor as consequências são as mesmas. Cada um tem o seu jeito e sua fórmula de amar. Cabe ao outro descobrir. Ao descobrir vai comparar, automaticamente, com o seu modo de amar. Os dois juntos construirão um modo diferençado e amor. E não transformando o outro para que seja igual a ela e ou ao que ele quer. E isso que Lorena precisa.
Depois de ver todo seu caso e conhecer um pouco Lorena, como a definiria:
Suas características de uma mulher muito bonita, já foram colocadas.
                                           Quanto ao comportamento de Lorena, que deve ainda estar guardado em seu interior, definiria como que ela tem um dom da pureza que parece, por vezes, difícil de compreender. Parece uma pureza do discernimento e da dedicação.
Em resumo, em si a busca da multiplicação de tudo que a natureza humana pode oferecer de bom e produtivo. Sua personalidade é discreta, por vezes modesta.
                                           O espírito é basicamente analítico, que sabe mostrar de bom senso, e de engenhosidade. Gosta de agir com moderação e previsibilidade. A personalidade se distingue pelas suas qualidades de ordenação e de classificação. Adora colecionar, guardar alguns objetos, que sempre poderão servir para alguma coisa no futuro, e sente a necessidade de ter tudo arrumadinho. No seu momento depressivo, deve ser tudo desorganizado, solto, uma espécie de revolta contra o que tinha de certeza, de correto, e se desarrumou. Quanto está normal, não se assusta com metas em longo prazo ou com trabalhos minuciosos e intermináveis. Passinho a passinho, costuma chegar até o fim das metas a que se propôs.

                                         A personalidade estabelece uma rotina, seja em sua própria vida, seja no ambiente onde passa a maior parte do tempo.  Por isso sofre profundamente com a imprevisibilidade da vida, quando o estabelecimento de sua rotina é virado de cabeça para baixo. Se eu fosse um simples astrólogo, eu diria que ela é uma Virginiana autêntica. Mas para não ofender a plateia de especialistas, hoje, abstenho-me de tal comentário. Podem rir... Assim descontraem-se para as perguntas finais, que ficarão... Com vocês...
                                        Afirmo-lhes, com sua forma reservada, profunda, e sua maravilhosa beleza interior, igualando-se a beleza exterior, eu gostaria de ser namorado de alguém como Lorena.
Acredito que teria o melhor amor do mundo. Mas para isso precisaria saber o que é amor. E amar, sobretudo, acima do amor dos simples mortais. Incondicional como Nietzsche. Como eu. Como você.
Só posso dizer, finalizando, que para Lorena, se você quer ser amigo ou namorado, Ela espera muito de você... Se não tiver, por favor, não se aproxime. Não a ajudará em nada. E não terá seu melhor.
Mas e eu? Simplesmente, fiz uma crônica e uma crítica ao todo? Ao sistema?
                                                 Como ignorante na área, destinada a nossa discussão, simplesmente, busquei, na filosofia, e no pouco que conheci de Lorena, e fiz um trato com ela:
                                                Disse-lhe que lhe mandaria 20 cartas. Uma por dia. Todas tratando de assuntos básicos. Bem simples.  Mas todos os assuntos retirados do que ela me disse, me falou, por e-mail, por conversas eletrônicas e telefônicas. Muitas vezes ficávamos até 90 minutos ao telefone. Ela pensaria muito e discerniria sobre cada um deles. Ao final, nos conversaríamos. Se ela tivesse dúvidas, escrevesse. Até por eu estar 4 estados longe dela. Assim, sem emoções baratas, haveria pensamentos profundos, que não doeriam nada e ela buscaria em si mesma, o que tanto necessitava.


                                               Eu seria uma espécie de “grilo falante”, neste caso escrevente. E utilizaria as palavras para chegar, através de sua mente, em seu coração. Ela aceitou. Mandei-lhe vinte cartas. Hoje, Lorena, esta curada? Não sei, Não sou profissional da área. Mas como ser, como gente pensante, acredito que descobriu um caminho para sua própria cura, para seu próprio descobrimento do que é amar, a si mesma, em primeiro lugar, e depois de se amar muito, estar pronta para receber e amar alguém.
                                         Como ela esta hoje? Melhor do que estava com certeza... Mas isso é o que terão de descobrir em suas “lorenas” que encontrarem pelo caminho, como amigos, como namorados, como maridos ou esposas, ou simplesmente como terapeutas...
                                           Conheci Lorena, pessoalmente, a pouquíssimo tempo. Fui ao seu encontro. E percebi a Lorena que sempre senti na profundidade do seu olhar. Estava bem. Se encontrando. Encontrando seus sentidos e sua própria vida. E disse que logo estará pronta para amar de novo. Acreditem. As perguntas que ficarão:

1 – Se forem amigos de Lorena o que farão?
2 - Se forem enamorados de Lorena, o que farão?
3 – Se forem terapeutas de Lorena, como farão?
                                     A propósito, hoje, Lorena, é uma das minhas melhores amigas. E tenho verdadeiro prazer em repartir minhas palavras com ela. E assim como Nietzsche, muitas vezes não conseguimos nos livrar de nossas cadeias, inobstante, conseguimos auxiliar nossos amigos a se livrar das suas...

Pensem... Não Dói!
 

As palavras e a comunicação na terapia.
Estudo de caso, baseado em informações de terapias.
Base de discussão Os Desafios da Terapia.
A partir da Obra de Irvin Yalon.
Os nomes foram alterados para preservar a privacidade.
O caso foi transformado em crônica, discutida, para facilitar discussões.
Bibliografia pesquisada, além do caso apresentado.
Os Desafios das Terapias e suas reflexões sobre pacientes e terapeutas.
Irvin D. Yalon, Ediouro – Titulo original -  The gift of terapy – 2002.
Pesquisa, Elaboração, apresentação e discussão.
 * Protheus – José Carlos Bortoloti
Jornalista e Prof. de Comunicação.