sexta-feira, 13 de setembro de 2013

“Ah, Essa Sexta-feira 13!”




“... Bruxas são fadas que não 
foram suficientemente amadas...!”

Protheus


Ah, sexta-feira! Gostaria que imaginassem: Acordar, abrir as janelas e sentir, literalmente, uma borrifada perfumada. Sim, a primavera resolveu aparecer mais cedo. Tudo está florido e depois do frio tradicional do sul, o sol apareceu e tudo muda. Principalmente as feições, nas pessoas. Claro, aqui no sul.

As árvores frutíferas deixam um lençol, muito alvo, embaixo delas de flores. Os gramados voltam a ficar de um verde escuro encantador...E a lista, para nós é interminável e traz o sorriso de volta.

Melhor que isso?
Sim. Existem muitas coias. Mas a lista é interminável. Vou poupá-los.

Na correspondência virtual, uma amiga me chama e diz: “Não vou sair, imagine, sexta-feira, dia 13, como vou ficar?”.
Ela não precisa se preocupar, é quarto crescente. A lua é claro.

Mas essa superstição é antiguíssima. De tempos imemoriais.
Nos livros de pesquisa – não vivo sem eles – está escrito, mais ou menos, assim: A Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar.

O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do Zodíaco. Já o 13, é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia.

Viram? Tem-se explicação para tudo. Mas para superar a superstição, que vem com a memória genética, não é assim tão fácil.
superstição foi relatada em diversas culturas remontadas muito antes de Cristo. Existem histórias remontadas também pela mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, deus da trapaça e da discórdia, da sabedoria e estratégia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses.


Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

Com relação à sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro: Alguns pesquisadores relatam que o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira. A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-Feira da Paixão. Marinheiros ingleses não gostam de zarpar seus navios à sexta-feira.

No cristianismo é relatado um evento de má sorte em 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Note-se também que, no Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.
Mas para nós, simples mortais, é uma sexta-feira, como outra qualquer. Fazemos tudo igual. Somos dominados por normose (termo criado por Jean-Yves Lelloup), e seguimos tentando  ser feliz.
Nem sempre conseguimos, mas continuamos. No sábado dia 14, no domingo dia 15.... E assim por diante.

Portanto, se ainda não é fada, sê bruxa... Logo o amor te transforma.
E pensar não dói... Mesmo sendo você supersticioso.
Tente.

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terça-feira, 10 de setembro de 2013


“... Sistemas Definitivos...!”





"Uma ideia pode chegar à mente sem,
no entretanto, ter alcançado os lábios".

Lawrence Durrel  -  1912-1990




Sempre que se tece comentários, opiniões, ou até mesmo teses, baseia-se meramente em pontos conceituais, ou inócuos, muitas vezes ambíguos.

O que se quer, ou ao menos, se pretende, é buscar maneiras mais racionais de se fazer algo, que pode ser feito, de maneira simplificada, sem complicações, mas sempre para o benefício do maior número de pessoas.

 Uma tese é uma suposição de algum ser qualquer, eminente, que esteja em conflito com uma opinião geral. Por exemplo: A ideia de que a contradição é impossível, como disse Antístenes; ou o ponto de vista de Heráclito, de que todas as coisas estão em movimento; ou de que o ser é um, como afirma Melisso; pois ocuparmos com uma pessoa comum quando expressa pontos de vista contrários as opiniões, ao menos de uma grande maioria, seria no mínimo tolice, não é mesmo?

Ou talvez se trate de uma concepção sobre a qual tenhamos uma teoria raciocinada contraria as opiniões dos homens, por exemplo, a concepção defendida pelos sofistas, na antiguidade, de acordo com a qual o que é nem sempre necessita ter sido gerado ou ser eterno, pois um músico que é também, até gramático, é tal sem jamais ter vindo a ser, tal nem ser eternamente.

 Porquanto, mesmo que um homem não aceite tal teoria, poderia aceita-la fundando-se em que é razoável.
Ora, uma "tese" é também um problema, embora um problema nem sempre seja uma tese, visto serem certos problemas de tal espécie, que não temos sobre eles nenhuma opinião num sentido ou noutro.

Que uma tese, por outro lado, também constitui um problema, é evidente: pois do que dissemos acima, deduz-se necessariamente que ou a grande maioria dos homens discorda dos pensadores no tocante a tese, ou uma ou a outra classe esta em desacordo consigo mesma, já que a tese é uma suposição em conflito com a opinião geral.

Em verdade quase todos os problemas ditos "dialéticos" são hoje em dia chamados de "teses". Mas não se deve dar muita importância a denominação que se usar, pois o nosso objetivo ao distingui-los não foi criar nenhuma "bossa nova", muito menos terminologia, consequentemente, longe de neologismo, pois é usual, e sim reconhecer as diferenças que podem ser encontradas entre essas duas formas.

Claro que não se deve examinar todo problema nem toda tese, mas apenas aqueles que possam causar embaraço aos que necessitam de argumento, e não de castigo ou percepção. Pois um homem que não sabe se devemos ou não honrar a Deus, e a nossos genitores, necessita de castigo, o do próprio mundo, o do próprio dia a dia,  e aqueles que não sabem que a neve é ou não é branca, necessitam de percepção.

 Os temas devem aproximar-se demasiadamente da esfera da demonstração, nem tampouco estar excessivamente afastados dela, pois os primeiros não admitem nenhuma dúvida, enquanto os segundos envolvem dificuldades demasiado grandes para a arte da instrução generalizada.

Porquanto se conseguir, as definições, para aquilo que se quer, poder-se-ia dizer que ficará, consequentemente, longe daquilo que se objetiva como necessidade geral.

Os homens, são consequentemente responsáveis, por seus atos, sejam eles bons ou maus. Mas saibam que religiosamente ou legalmente, aqui deverão pagar, ou receber, se assim for julgado necessário.

Então, a "tese", é uma espécie de manifestação, mais profunda e estudada daquilo que se necessita, sempre de acordo com aquilo que se pretende, e nunca para subjugar vontades. Muito menos para que se venda facilmente, as ideias ou serviços, a serviço ou vontade de algum outro qualquer, em nome do poder. Por que poder se conquista, não se impõe. A simplicidade das coisas é que esta, diretamente, relacionado ao homem democraticamente social.

O restante é sempre discutível. O que sobra poder ser somente isto, uma sobra.

Por mais obvio que se esteja parecendo ser, ainda assim poder-se-ia dizer que falta argumentos para quadrúpedes ruminantes, que perambulam pelos esgotos da ignorância.
Certamente, se torna óbvio. Ou não?
Até porque, para a grande maioria, pensar ainda dói muito...


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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Os Bórgias e o Governo Brasileiro!”





“(...) não queremos apenas ser compreendidos [...], mas igualmente não ser compreendidos. De forma alguma constitui objeção a um livro o fato de alguma pessoa achá-lo incompreensível: talvez isso estivesse justamente na intenção do autor – ele não queria ser compreendido por “uma pessoa”. Todo espírito e gosto mais nobre, quando deseja comunicar-se, escolhe também os seus ouvintes; ao escolhê-los traça de igual modo a sua barreira contra “os outros...!”

Friedrich Nietzsche em A Gaia Ciência. Af. 381. 

O assunto seria muitíssimo melhor elaborado pelo meu amigo, escritor e grande pesquisador histórico Antônio Figueiredo, ou como o grande sensei Sakamori, mas aventuro-me, com sua permissão, a fazer um paralelo entre o famoso governo (papado) dos Bórgias (Nobres de origem espanhola que dominaram Roma e o Vaticano no século quatorze) e o atual governo brasileiro.

A diferença, já inserida acima, está na origem de ambos. Lá nobres espanhóis ou plebeus que conquistaram seus títulos e acabaram por conquistar Roma e o que conhecemos hoje como Vaticano. Aqui bagunceiros que se tornaram políticos (origem nos pseudos movimentos sindicais e invasores de terras)
Não estou aqui fazendo nenhuma apologia a Religião e sim aos estilos parecidíssimos de política pública e, obviamente, privada. Quando saliento privada refiro-me, exclusivamente, aos que estão no dito “principado” ou no que costumamos chamar erroneamente de Governo “democrático”.

Os Bórgias conquistaram reinos. Há época a Itália era dividida por principados. O que não hesitou em tentar outros países próximos. Foram mal sucedidos.
Quando não conseguia seus intentos o famoso Papa Alexandre VI, ou Rodrigo Bórgia, simplesmente, aumentava seu colégio cardinalício. Ou seja, com novos e um numero maior de cardeais, todos comprados, tinha assim mais poderes sobre os principados.
Desta forma seu poder crescia, sua ambição em nome de Deus era permitida em qualquer espécie e circunstância e “apoderou-se” do maior banco da Europa naquela época, dos Medicis. Este era aconselhado pelo inteligentíssimo Nicolló Maquiavelli. Uma espécie de artista intelectual na arte da interpretação da política e dos interesses desses.
Nossas semelhanças? Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Chegou até nós uma ideia errônea de Nicolló Maquiavelli. Seria ofensivo, a ele, compará-lo a José Dirceu. Até porque Maquiavelli nunca precisou ser processado (tentaram, mas não conseguiram) ou condenado. Até agora outra “coincidência”?
Mas outros fatores são muito parecido com a história dos Bórgias e do Governo do PT. Quando se sentem fracos, “constroem” mais ministério, O governo atual conta com trinta e nove ministros.
Nunca os vemos ou o ouvimos, salvo raras exceções: Do esporte para a construção dos estádios para a Copa (pão e circo), ou do Ministério que distribui “bolsas tudo”. Uma espécie de compra de “cadeiras no céu”. Em nosso caso, voto mesmo.

Algumas contradições também nos remetem e não é coincidência a relação dentre as duas ditas “famílias” Bórgias e PT. O que não se consegue com inteligência se compram.
Por exemplo, as últimas pesquisas dão como preferência a presidente cerca de 30% de popularidade. Engraçado: Qual é o numero de bolsas famílias mesmo?
Há uma coincidência de números? Não creio em coincidências.

Após os ditos estádios que depois não servirão  para mais nada, apenas para peladas em lugares de luxo, não vimos mais nada.
Saúde vai de mal a pior e pouca gente sabe quem é o Ministro da  Saúde. A educação, bem está quase inexistente e quem é o ministro da Educação mesmo?

A transposição do Rio São Francisco, grande “engodo” da campanha do Lula, já consumiu cerca de 10 vezes o necessário e não está nem na metade.
O que se é gasto em propaganda politica e eleitoral nos últimos dois governos é aviltante. Apenas vinte e cinco por cento disso sanearia todo o problema de saúde do país.
Cerca de trinta por centro nos remeteria a educação mais próxima de primeiro mundo.

Novas estratégias educacionais estão fazendo mais alfabetizados funcionais do que pensadores para chegarem a um terceiro grau e dependerem de profissionais de outros países,
Mais uma cortina de fumaça em ano pré-eleitoral.
Não esquecendo que os filhos dos Bórgias, Juan, Cesar e Lucrécia casaram com riquíssimas famílias ou ficarão mais abastados ainda do que quando surgiram no mundo.

Os filhos de lula estão milionários. Os de Dilma, bem nem se sabe se tem ou se tem estão escondidos. Nem a dignidade de um marido foi apresentada para o país. Uma solteirona. Nada contra seu estado civil. Mas parece que não tem vida particular.

Quando vem a Porto Alegre, uma fotinho com um netinho é tudo o que lhe resta de carinho de mulher, de mãe, de avó. Fria, gélida, como tudo o que faz.
Um ser frio que parece ter saído de alguma geleira para incrementar um poder dos tempos em que era apenas uma “bagunceira ou baderneira” contra o poder existente. Exatamente igual aos que hoje ela manda suas policias prender.

Não entendo como os iguais de repente se tornam diferentes.
José Dirceu, considerado um dos “grandes capitães” intelectuais do governo do PT, hoje é julgado como criminoso comum pela Alta Corte.
A diferença:
Maquiavel não era idealista. Era realista. Propunha estudar a sociedade pela análise da verdade efetiva dos fatos humanos, sem perder-se em vãs especulações. O objeto de suas reflexões é a realidade política, pensada em termos de prática humana concreta. Seu maior interesse é o fenômeno do poder formalizado na instituição do Estado, procurando compreender como as organizações políticas se fundam, se desenvolvem, persistem e decaem.
Conclui, através do estudo dos antigos e da intimidade com os poderosos da época, que os homens são todos egoístas e ambiciosos, só recuando da prática do mal quando coagidos pela força da lei.

 Os desejos e as paixões seriam os mesmos em todas as cidades e em todos os povos. Quem observa os fatos do passado pode prever o futuro em qualquer república e usar os métodos aplicados desde a Antiguidade ou, na ausência deles, imaginar novos, de acordo com a semelhança entre as circunstâncias entre o passado e o presente.

Portanto qual é a diferença de hoje mesmo?
Muito pouca. Um povo passivo. Ou paciente demais e esperando, não de esperançar, mas de aguardar que algo lhe venha de bom grado em troca de um simples voto. Mesmo que obrigatório.
Assim, no próximo ano poderemos ter a chance de uma evolução política ou, literalmente, mais uma involução como sociedade e principalmente como conceito político.

Já descobrimos que pensar não dói... Porém parece que temos certa dificuldade em colocar em prática estes ditos pensamentos.
Parafraseando o escritor inicial: (...) Todo espírito e gosto mais nobre, quando deseja comunicar-se, escolhe também os seus ouvintes; ao escolhê-los traça de igual modo a sua barreira contra “os outros...!”.

Bons pensamentos Brasileses.


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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

“ A Cultura de Nossos `Políticos`!”
- E Nossa Pseudo Educação -




Quem és tu que queres julgar,
com vista que só alcança um palmo,
coisas que estão a mil milhas?
Dante Alighieri – Poeta e escritor Italiano – 1290 -


Recebo de minha amiga e guerreira Beth Dalmeida, uma noticia para corar de vergonha. Bem, ao menos para aqueles que ainda têm a tal de “vergonha na cara”,
Sim, uma entrevista efetuada por um dos maiores jornais do país, com o Marcola, o Líder do PCC, de maio deste ano, do segundo caderno, da primeira edição, página 8.

Não estou fazendo apologia a um bandido, condenado pela justiça brasilesa por seus crimes. De forma alguma. Mas posso compará-lo aos nossos governadores e quase a totalidade dos políticos deste país.

O traficante, afinal este foi o crime que ele cometeu segundo a justiça, parece conhecer, de dentro de uma prisão, muito mais os problemas que os brasileses enfrentam do que os ditos políticos muito bem pagos, com nosso dinheiro, e não por competência deles, salvo raríssimas exceções – quem souber de alguma me avise, para não cometer nenhuma maldade com um “bom politico”-.
Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema.

O repórter mandando pelo Jornal pergunta a certa altura da entrevista se ele é do PCC. Sua resposta:

- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

A propósito quantos de nossos governadores e políticos sabe quem foi Dante Alighieri? Ou melhor, ainda quantos de nossos formados na universidade sabem?
Um traficante, preso, condenado, não somente lê como cita Dante em italiano,
Mas o repórter do jornal, um pouco com medo, não do traficante, acredito que estava mais receoso era de sua cultura alcançada enquanto preso, ousa perguntar a solução para um presidiário.
A resposta é de fazer inveja até para o mais inteligente dos governadores. A proposito quem é ele mesmo?

- Solução? Não há mais solução, cara… A própria ideia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.
Não esqueçam que o repórter é jornalista, portanto saiu de uma universidade. Sim destas que dão diploma e que os grandes jornais contratam, faz outra pergunta mais idiota que a primeira: Se o traficante tem medo de morrer?
A resposta do traficante:
- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

O pior de tudo é que o tal de repórter faz para o traficante perguntas que nem os governadores teriam respostas.  Mas o traficante  tem quando perguntdo: O que mudou nas periferias?
- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar? Mas a mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “micro-ondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de “três oitão”. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstar do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem  assim que passa o surto de violência.

Mas fica  pior  as perguntas do dito repórter. Se for o chefe dele, já teria feito a mesma coisa da resposta acima.
O ser de pouco cérebro pergunta para um presidiário: Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete antitanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?
E o traficante encerra citando Dante em italiano para nossa vergonha.
Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!”  Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.

Será que o digno ministro da Educação chegou a ler esta entrevista? Algum Governador? Algum Político? E não ficaram com vergonha e entregaram seus cargos?
Nos, povo Brasiles, temos que parar com a mania de colocar incompetentes nas áreas públicas. Não dar poder para quem não tem cérebro, parafraseando Maquiavelli, e que se locupletam com o dinheiro público e ainda nos chamam de idiotas.

Ou damos um basta de uma vez por todas, ou mesmo doendo, vou dizer o Senhor  Marcola, tem razão. Ele pode ser um condenado, mas é mais inteligente que a grande maioria dos políticos que conheço.
Ele sabe que pensar não dói... Já nossos políticos... Que vergonha

Em tempo: os erros da língua portuguesa colocados pelo repórter no jornal foram corrigidos. Até isso,


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segunda-feira, 2 de setembro de 2013


“Palavra Final!”



“...Será preciso, contudo, ser cauteloso ter equilíbrio, com aquilo que fizer,
e no que acreditar; é necessário que não tenha medo da própria sombra,
e que aja com prudência e humanidade, de modo que o excesso de
confiança não o torne incauto, e a desconfiança excessiva não o faça intolerante...!”

Niicolló Maquiavelli


Em todos os segmentos, classes e categorias existem os bons e os maus profissionais. Já conheci e conheço muitos médicos que não honram seus jalecos, mas também conheço muitos que são verdadeiros anjos na terra a salvar e curar vidas, muitos deles trabalhando em péssimas condições...

Somos um país de dimensões continentais, com uma infinidade de culturas, raças e credos, comandados e dominados por um sistema centralizador, corrupto e ineficiente. Essa diversidade de pessoas torna impossível a união em torno de um ideal e a concordância sobre um assunto, por isso tanta discussão e pouca ação. Além disso, nosso país precisa de mais escolas de base, escolas técnicas e escolas militares.

Precisamos de mais infraestrutura, tanto rodoviária como, principalmente, ferroviária e hidroviária... Mais investimento em energia limpa, internet, ciência e tecnologia...
Somos o país mais rico do mundo em produção agrícola, mas nossos produtores tem que jogar as sementes no chão porque não tem onde estocar...
Não temos depósitos de grãos, mas teremos os melhores e mais caros estádios de futebol do mundo... Nossas leis são um fiasco...
Sob o intuito de proteger o cidadão e a criança, protegem única e exclusivamente o meliante e formam novos bandidos... Proíbem as crianças de trabalhar, como se todo o trabalho infantil fosse escravo, esquecendo que trabalho e estudo juntos, são a melhor escola na vida de um adolescente...

Nossas Prefeituras gastam milhares de reais em transporte escolar para tirar os jovens do interior e trazê-los para as cidades, mas não investem um centavo na construção de escolas técnicas no interior que poderiam melhorar a produção agrícola e segurar o homem no campo...

Temos carência de mão-de-obra qualificada e excesso de encargos para quem oferta emprego... Nosso sistema eleitoral é falho, tendencioso e inócuo na eliminação dos maus políticos... Não precisamos de político algum para nos dizer o que temos de fazer, ou como fazer... Diminuam a extorsiva carga tributária que pesa sobre nós que saberemos muito bem onde e como aplicar o dinheiro...

Melhorem o acesso às nossas universidades, sem essa balela de cotas, mas premiando os melhores alunos do ensino médio para que sirvam de exemplo e estimulem outros a fazer o mesmo... Pessoalmente sou contra a vinda de estrangeiros para trabalhar aqui, sejam eles médicos ou outros quaisquer...
Sou contra a vinda dos cubanos, não por serem médicos, mas por acreditar que a questão vai muito além da saúde, pois duvido que este nosso governo esteja preocupado com isso... Basta ver como estão nossos hospitais... Hoje são eles, amanhã poderão ser engenheiros, depois professores, etc...

Pois assim como os médicos, também não iria trabalhar em locais sem as mínimas condições, por mais que o salário fosse bom... E por que logo de Cuba?
Cuba não é um lugar confiável, muito menos que sirva de exemplo para alguma coisa neste mundo... Muito pelo contrário, é uma ilha / favela / prisão e quando fiquei sabendo que nosso digníssimo "governo" vai mandar dinheiro para aquele sistema socialista, com a desculpa de contratar "médicos", fiquei mais indignado ainda, pois é o dinheiro fruto do meu trabalho que está indo para lá...

Se estiver certo ou errado em minha posição, o tempo dirá quem estava com a razão e antes que perca algum de meus raros amigos numa discussão sem fim, vou parar de falar ou comentar sobre o assunto ...
 Que Deus nos abençoe!!! 

Dos pensamentos de meu amigo João Luis Theis
São Miguel do Oeste – SC –


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Impermanência do Ser!





“... Quem ensinasse os homens a morrer, 
os ensinaria a viver...!”

Michel de Montaigne


  

                                      O Universo inteiro, dizem agora os cientistas, não é nada senão mudança, atividade e processo – uma totalidade em fluxo que é à base de todas as coisas:

Toda interação subatômica consiste na aniquilação das partículas
originais e na criação de novas partículas subatômicas. O mundo
subatômico é uma dança sem fim de criação e aniquilação, de
matéria transformando-se em energia, e de energia transformando-
se em massa. Formas transitórias faíscam dentro e fora da
existência, engendrando uma realidade sem fim, para sempre
novamente recriada. [1]

  
                                         O que é nossa vida senão uma dança de formas transitórias? Não está tudo sempre mudando: as folhas nas arvores do parque, a luz em seu quarto enquanto você lê, as estações, o clima, as horas do dia, as pessoas passando por você na rua? E nós? Tudo que fizemos no passado não parece agora um sonho? Os amigos com os quais crescemos os fantasmas de nossa infância, os pontos de vista e opiniões que uma vez defendemos com tamanha e sincera paixão: deixamos tudo isso para trás. Agora, neste mesmo instante, ler estas linhas, este artigo, parece a você vividamente real. Mas esta mesma página não será, dentro em pouco, mais que uma lembrança.

                                       As células do nosso corpo estão morrendo, os neurônios do nosso cérebro estão se deteriorando. Até a expressão em nosso rosto está sempre mudando, dependendo do nosso humor. O que nós chamamos nossa personalidade básica é apenas um “fluxo mental”, nada mais. Hoje nos sentimos bem porque as coisas estão indo bem; amanha sentiremos o contrário. Para onde foi esse sentir-se bem? Novas influências tomaram conta de nós à medida que as circunstâncias mudaram: somos impermanentes, as influências são impermanentes e não há em parte algum, algo sólido ou duradouro a ser apontado.

                                       O que pode ser mais imprevisível do que nossos pensamentos e emoções: você tem qualquer idéia do que vai pensar ou sentir nos próximos minutos? Nossa mente, de fato, é tão vazia, tão impermanente e transitória quanto um sonho. Olhe para um pensamento, como ele vem, fica e vai. O passado é o passado, o futuro ainda não surgiu, e mesmo o pensamento presente, como nós o experimentamos,torna-se logo o passado.

            “A única coisa que realmente temos é o presente, o agora”.
                                        Algumas vezes, quando ensino algumas coisas, depois alguém se aproxima de mim e diz:
 “Tudo parece tão óbvio”? Eu sempre soube disso.
 “Diga alguma coisa nova”. 
Respondo então: 
“Você realmente entendeu e realizou a verdade da impermanência”?

Você de fato a integrou em cada um dos seus pensamentos, respirações e movimentos a tal ponto que sua vida se transformou?
 Faça a si mesmo estas duas perguntas: lembro a cada instante que estou morrendo, e todos e tudo ao meu redor também, e desse modo trato todos os seres a todo o momento de forma compassiva?
Meu entendimento da morte e da impermanência tem sido tão forte e urgente para mim a ponto de que dedique cada segundo da existência à busca da iluminação? “Se “você pode responder” sim” as perguntas, então você compreendeu de fato a impermanência.
Se você compreendeu então descobriu que pensar não dói...!






  1. [1] Gary Zukav – The Dancing Wu Li Masters – Nova York – Bantam – 1080, 197.
  2. Fonte:
O Livro Tibetano do Viver e do Morrer. – Sogyal Rinpoche – Editora Talento – Palas Athena – 5ª edição – Outubro – 2000 – São Paulo . SP
Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado no grupo Kasal – Vitória – ES
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