sábado, 6 de junho de 2015

#SOSEducacao:
 
Sem Educação... Só Milagre!
“...A educação exige os maiores cuidados,
porque influi sobre toda a vida...!”
 
Sêneca
 
Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Tudo fragmentário e desarticulado.
Mas, subordinada a educação pública a interesses transitórios, caprichos pessoais ou apetites de partidos serão impossíveis ao governo realizar a imensa tarefa que se propõe a “Pátria Educadora”.
Democratização do ensino não é baixar o nível de ensino na escola (igualando a todos na ignorância), mas levar o bom ensino a todos, para que cada um chegue aonde quer e pode chegar.
No ensino público: faltam 400 mil professores na Educação Básica (fundamental e médio) no País. A maior carência é para as disciplinas de matemática, química, física e biologia. Há escolas que nem as têm na grade. 
Sem professor, só milagre! Além disso, há o desprezo pelas regras gramaticais e ortográficas, como se houvesse um desejo recôndito de prestigiar a ignorância. Ou seja, ninguém deve dar bola para a gramática e a ortografia.
Em primeiro lugar, pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. Culpa, quem sabe, da deterioração do nosso sistema de educação básica.
Em segundo, o pouco apreço que devotamos ao gosto pela leitura.
Em terceiro, lê-se por hábito, por entretenimento, pelo simples dever, na busca de informações, para realizar uma pesquisa universitária, por motivos religiosos ou até mesmo para preencher a própria solidão.
A conclusão é óbvia: sem leitura, como escrever adequadamente?
A nova política educacional rompendo, de um lado, contra a formação excessivamente literária de nossa cultura, para lhe dar um caráter científico e técnico, e contra esse espírito de desintegração da escola, em relação ao meio social, impõe reformas profundas, orientadas no sentido da produção e procura reforçar, por todos os meios, a intenção e o valor social da escola, negando a arte, a literatura e os valores culturais. Com esta orientação fica difícil criar uma consciência da importância da nossa cultura, no espírito das novas gerações. A situação atual, criada pela sucessão periódica de reformas parciais e frequentemente arbitrárias em nossa LDBEN nº 9394/96.
O caminho para a solução passa necessariamente pela junção dessas duas vertentes, justificando a sigla MEC.
Está na hora de mudar isso. A educação é o caminho, antes que o país afunde de vez na ignorância, miséria e violência..
 
Para o Professor Nelson Valente... Pensar e educar não dói
 
 
 
Da visão de um dos Criadores
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Catarinense e Brasilês,
Nelson Valente - Professor Universitário,
Jornalista e Escritor
@Escritor4