quarta-feira, 18 de março de 2015

BrasiWood...!

#História na Sala de Protheus:
BRASIWOOD...!
 Hoje finalmente vai ter reunião
Conversação, conversação, conversação de paz
Vão chegando os ministros das relações
De um lado o civil, do outro o militar
Variadas seitas e religiões
É porque a ajuda lá pro meu país
O caminho eu não sei o caminho não

Ana, Ana a ONU
está me dando sono
Acorda olha o dono
O dono do sono
O dono do abandono
O dono do esporte clube das nações
O dono do ar que eu respiro
Respiro prá te amar
Acorda

Hoje vai ter retransmissão
Há um satélite artificial
Para a paz, a paz
Pela televisão
Sérgio Ricardo – Conversação de Paz –
Trilha sonora de TERRA EM TRANSE

                                      Com toda a certeza se o CINEMA NOVO ressurgisse no Brasil nestes nossos tempos e aí ainda estivesse o gênio de Glauber Rocha, para reescrever o seu TERRA EM TRANSE e ainda vivessem os protagonistas Jardel Filho, Glauce Rocha, José Lewgoy, Paulo Autran, Paulo Gracindo, Francisco Milani, Hugo Carvana, Jofre Soares e se ainda se mantivessem alinhados os únicos sobreviventes, Danuza Leão, Paulo César Peréio e Darlene Glória, o “novo cenário” seria para todos um tanto quanto surpreendente.
                                    Uma breve leitura da sinopse do filme na Wikipédia além de esclarecedora revelará que Glauber foi então muito mais profético, que seria hoje surpreendente. Ainda que de “esquerda” e no “caderninho dos militares” era mal visto dentro da própria esquerda.
                              Contudo, nós que naqueles tempos gostávamos de passear pela “zona oeste” temos extrema dificuldade em entender os “atuais pós dilulianos”, aqueles que juram de pés juntos, que todos que lutaram e morreram contra a “redentora”, o faziam pela “Democracia e Liberdades Democráticas”. Ainda que por puro idealismo, não o faziam.
                              Essa geração ainda ouvia as histórias da Ditadura Vargas e por isso dispunha-se a lutar idealisticamente contra “qualquer tirania” através da “luta armada” fosse à Legião Estrangeira, ou em Sierra Maestra, na Primavera de Paris ou na Primavera de Praga. Essa geração é a geração do Couraçado Potenkim, de Spartacus, Taras Bulba e até mesmo Canção do Êxodo. Era a “geração dos rebeldes”. Em todo planeta.
                              Para quem viveu em São Paulo nesses anos sabe muito bem que exceto os bairros servidos pelos “bondes palhinha”, (Higienópolis, Brigadeiro, Paulista e Jardins), onde se concentrava a “elite paulistana”, fosse a cafeeira ou a “novo rico” industrial, o restante da cidade era composto de “bairros operários”.
                               É só se fazer um passeio ainda hoje pelas ruas de Vila Mariana, Cambuci, Aclimação, Pinheiros, Lapa, Pompeia, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Mooca, Ipiranga para ainda encontrar as características “vilas de sobradinhos geminados”.
                              Pois bem, foi dessas periferias que nasceram os primeiros sentimentos anarquistas e “esquerdo-nacionalistas”, pois muito semelhantemente aos tempos atuais, quem não estava do lado do “poder”, (direitista de Getúlio Vargas), eram todos tachados de “comunistas” e foi desses bairros, que nasceram muitos líderes operários e estudantis de 1964, a grande maioria de origem italiana.
                               Nas primeiras décadas do Século XX e até os anos 60, o bairro do Cambuci, onde ficava a maioria das gráficas de São Paulo, era um foco de agitação política e quando eram presos anarquistas e outros líderes sindicais eram levados para as celas de uma delegacia da Rua Barão de Jaguara, mais conhecida como a “Bastilha do Cambuci”. Em Outubro de 1930 a delegacia foi tomada de assalto e incendiada pela população.
                            Em 2004 foi exibida uma minissérie sobre os 450 anos de São Paulo, (Um só Coração) e nela ficou muito bem evidenciada a “luta operária” daqueles tempos. Adentrei ao Mercado de Trabalho em 1959 no torvelinho dessa “agitação laboral” e pasmem, no movimento sindical as palavras de ordem eram contra: os baixos salários e a carestia. Eram: “filas do leite”, filas da carne”, filas do pão”, “filas do trigo”. Todas elas fruto da briga entre o Tabelamento da COFAP e o excesso da demanda por bens. Além é claro da “especulação dos tubarões”.
                               A construção acelerada de Brasília mostrou seus efeitos funestos sobre a inflação e o salário mínimo, (ver link abaixo) e isso desencadeou uma “guerra social” por ocupação e manutenção de espaços na “pirâmide social” e é evidente que os “protagonistas diretos” tinham sua preferência ideológica, mas que jamais almejaram se expandir dos limites do território nacional. A tentativa de “alinhamento” fosse à Rússia ou Estados Unidos, fruto da Guerra Fria, ocorria fora das “fileiras operárias”, por mais que tentassem os “infiltrados”.
                              O que a “elite pensante” da época, (cineastas, escritores, sociólogos, teatrólogos, pintores e muitos artistas), todos considerados “esquerdistas” pelo Governo Militar, desnudavam a “realidade brasileira” criticando suas “elites e oligarquias”, mas apontando rumos sempre com um “olhar bem brasileiro”. Por essa razão Glauber Rocha, um ídolo da “dita esquerda” criticava também a “esquerda”.
                                A Revolução de 64 foi a luta entre dois modelos antagônicos e no final, a “esquerda” por sua “histórica inexpressividade”, como o é até os dias de hoje, perdeu e aos perdedores coube o ônus da derrota. Simples assim. Os vencedores escrevem a História, menos no Brasil.
                               Ao “cidadão contribuinte” pouco importa quem foram os heróis ou os vilões, pois isso nada acrescenta à História, uma vez a verdade nunca se conhece instantaneamente. Tem que “maturar” em páginas amarelas da História e dos livros.
                                Interessa ao cidadão o respeito aos seus direitos e que os políticos sejam fieis obedientes à Constituição. Assim como o contribuinte eleitor é fiel pagador ou recebedor das suas más ou boas escolhas, que tal regra se estenda a todos e principalmente aqueles que se dizem “nossos representantes”.
                             A discussão Direita x Esquerda é meramente semântica, pois nada acontecerá sem que o povo permita ou enlouqueça e só serve a interesses espúrios de influência. Ao povo bastam paz e justiça social, que só se alcança com o respeito integral ao dinheiro do cidadão e o respeito às leis.
                              A mentira será sempre mentira independentemente de ser dita com um sorriso ou a boca espumando. Continuará mentira vestida de andrajos ou de traje de gala, pois sempre esbarrará na “memória histórica”.
No grito só se “toca gado”...

 

Fonte:
(http://www.ocaixa.com.br/bancodedados/salariominimo.html
Antônio Figueiredo
Escritor  & Cronista
São Paulo – SP.

domingo, 15 de março de 2015


#AcordaBrasil:
 A Guerra do Conhecimento!
"... A juventude envelhece; a maturidade
é superada; a ignorância pode ser educada;
 a embriaguez passa. Porém a ESTUPIDEZ
ela é eterna...!"

Aristófanes - Filosofo Grego
 

                                 Observa-se na mídia, dita alternativa, - Sim, fora das mídias ditas oficiais por serem concessões – a grande desinformação do Brasilês.
                                Não posso cobrar deste amado povo (sim, amo o povo brasilês) que tenha uma cultura europeia com toda a (DES) educação acontecida nas ultimas décadas no ensino. E isto, obviamente, vai para o seio da família, e penetra de tal forma, tal como câncer, espalhando-se para todas as áreas e, consequentemente, contaminando a todos.
                              As pessoas não sabem, não tem informações de seu próprio país. Não vou falar da pontinha da lista gigantesca dos escândalos, da corrupção que existem em nosso país. Não. Mas tudo isso também gera mais desinformação.
                            O que a educação, esta que vem de casa, deve ter como principio, é o mesmo da família. Ou seja: Todos sabem quem é o pai, a mãe, os irmãos, os mais velhos, os parentes mais próximos, e o respeito que se deve ter galgado em valores que foram passados de geração para geração.
                              Em um Estado, como o Brasil, é exatamente a mesma coisa: Ou seja, quanto mais informações os “filhos” – brasileses – tiverem menos erros ocorrerão em todas as áreas. Inclusive, e principalmente, na política e na gestão do Estado.
                               Mas quem é o Estado. O Estado do Brasil é o povo brasilês. Somos nós. Não existe estado sem povo. O resto é apenas área física, territorial. Então a composição de toda esta União Federativa que são os estados, dos quais somos seus habitantes, formam o Brasil. Formam o Estado. Nada... Sim, eu disse NADA, é superior ao estado. Ou seja: Nada é superior a nós seus filhos. O POVO.
E o governo?
                        O governo tanto dos estados, que forma a União Federativa, que é o Brasil, quanto no Governo Executivo, desta união que é o Governo Federal, são nada mais nada menos que nossos funcionários.
Sim o Governo Brasilês é nosso funcionário.
Acima deles está o POVO. Nós, todos os Brasileses.
                      Nos últimos tempos vê-se muita “asneira” sendo dita por todo lado: por blogueiros, nas redes sociais, enfim gente que nunca nem ao menos se deu ao trabalho de dar uma lida no Manual do Brasil. A nossa Constituição Federal.
                       Para se ter uma ideia, segundo a Federação Mundial Automotiva, o Brasil está nos penúltimos lugares dos que não leem o Manual do proprietário. Ou seja, não conhecem o veículo que estão dirigindo. E tem carteira de habilitação? Por incrível que pareça, sim.
                        Nosso estado tem um Manual também, que é a Constituição Federal, órgão máximo dos deveres, direitos e obrigações de todo habitante deste país.

                               Quando não estamos satisfeitos com um Governo, geralmente utilizamos o Congresso Nacional. Mais precisamente a Câmara Federal dos Deputados- eles são nossos representantes-.
                               Quando sentimos que está representação também está “contaminada” nos ainda temos o poder sobre o Estado. Ou seja. Podemos pedir o impedimento da presidência da República. MAS, vejam bem: Somente se tivermos confiança absoluta no Congresso Nacional e no STF, as maiores instâncias de poder de um país.
E se não tivermos?
                               Então jamais podemos pedir o impedimento (todo mundo adora a estrangeirização de impeachment – originário do inglês) do atual governo, se não há confiança.
                                 Pois se o atual presidente sair, automaticamente assume o vice. No impedimento deste segue-se: Presidente da Câmara dos Deputados, Do Senado e do STF.
                             Quando todos estes setores estiverem “contaminados” somente podemos pedir uma INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL.
Ah, mas logo alguém diz:
- Nossas forças armadas estão quebradas, sucateadas... “Os milicos não tem mais nem comida”... Entre outras asneiras que circulam pelas redes sociais e depois, obviamente, passam de boca em boca”...



                 Só para você saber nas Américas, atualmente, somos a Segunda Força Armada em Poderio e Tecnologia somente atrás dos Estados Unidos.
                  Mas as FFAAs (sigla brasilesa para Nossas Forças Armadas) somente poderão intervir seguindo-se a sagrada Constituição nos art.°. 142 e 144.
E lá diz tudo o que esta acima.
Mas então o que eles podem fazer?  Ter Governo Militar?
Não.
                   Em 1964 já fomos salvos de governos comunistas com uma Intervenção Militar. Um Contra Golpe. Sim. Foi desferido um golpe contra o golpe comunista que estava já dentro das entranhas do governo Brasilês. O resto que te disseram: Apaga! É mentira da mais deslavada possível.
Mas então com tudo o que está ocorrendo por que as FFAAs não interveem?
                  Por que os donos do Estado somos nós o Povo. Nós é que temos que dar a Ordem.
 E como se dá esta ordem?
                           Enchendo as capitais de todo o Brasil com milhões de pessoas nas ruas. Parar o Brasil. E pedir: Forças Armadas intervenham e salvem nosso País.
De outra forma. Esqueçam. Parem de falar bobagens de impedimento presidencial que, na verdade, estão procurando um monstro para entrar em um convento. Simples assim.
                      Agora, por favor, leiam mais, estudem, perguntem se informem, mas PAREM de FALAR ASNEIRAS NAS REDES SOCIAIS.
Eis nossa estupidez da mais grosseira possível, sendo redundântico.
O Brasil somos nós o Povo. Nós somos o Estado.
O resto é consequência...
Pensem, por favor, ainda não dói...

  

Entendimentos & Compreensões
Exercício de Cidadania
De quem é cidadão e ama o Brasil

quinta-feira, 12 de março de 2015

Cidadania na Sala de Protheus:
 
Se Grita Pega...!

Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
Se gritar pega ladrão, não fica um
Você me chamou para esse pagode,
e me avisou: "Aqui não tem pobre!"
Até me pediu pra pisar de mansinho, porque sou da cor,
eu sou escurinho ...
Aqui realmente está toda a nata: doutores, senhores,
até magnata
Com a bebedeira e a discussão, tirei a minha
conclusão:
Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
Se gritar pega ladrão, não fica um
Lugar meu amigo é a minha Baixada, 
que ando tranquilo e ninguém me diz nada
E lá camburão não vai com a justiça, pois não há
ladrão e é boa a polícia
Lá até parece a Suécia, bacana, se leva o bagulho e se
deixa a grana,
Não é como esse ambiente pesado, que você me trouxe
para ser roubado ...


Bezerra da Silva – Se gritar pega ladrão
 
                                  Quanta falta nos fazem esses “malandros do samba”! Bezerra da Silva, Moreira da Silva, Cyro Monteiro e Germano Mathias, (o único paulista). Enquanto Chico, Caetano e os demais cantavam as “desgraças nacionais” através de “hieróglifos musicais” incendiários destinados à “burguesia rosée” de Zona Sul e Jardins e “esquerdistas de festival”, os “malandros” falavam “na lata” aquilo que ia na “cabeça do povão”. Vinha diretamente da favela para o asfalto em “português das vielas”.
                                  “Vou apertar, mas não vou acender agora” cantava Bezerra e com isso entrou definitivamente no “gosto geral”, principalmente da “classe média fumante” ... Subversão pura. Infelizmente, não estão mais por aí para “cantar” os tempos atuais e nem é possível imaginar como se expressariam em sua linguagem “de breque” e com isso empobrecemos na “coligação topo/fundo” da pirâmide social.
                       Tenho uma imensa curiosidade de como o momentoso tema PETROBRÁS seria cantado? Não vou imputar ao PT, exclusivamente, a atual crise de valores e de moralidade no trato do dinheiro público e principalmente da sua relação com os mercados e mais principalmente por tratar o “dinheiro alheio”, (dos investidores externos), com o mesmo “caradurismo”, que tratam o do “público interno”.
                                        Em 12 de agosto de 2000 as ações da Petrobrás começaram a ser negociadas na Bolsa de Nova Iorque, um importantíssimo passo na internacionalização da empresa, juntando-a às grandes petroleiras internacionais. Foi também em 2000, que se abriu a opção aos mutuários do FGTS, de investir parte de seus recursos no fundo, (30%), em suas ações, uma iniciativa destinada a incluir “investidores não tradicionais” nas Bolsas de Valores. A ela aderiram 320 mil novos acionistas e até 2010 esses recursos ganharam uma valorização de 770%, contra uma valorização máxima de 60% do FGTS.
                                       Entretanto, foi em 2008, que o Presidente Lula reincentivou essa opção mais fortemente ao mudar a Lei do FGTS, permitindo a aplicação de até 50% dos recursos individuais no Fundo. Em 2010 ocorreu uma maciça corrida ao papeis da empresa pelos optantes, marcando os tempos áureos da empresa, que chegou a se constituir na segunda maior petroleira do mundo, também pelo fato de em Setembro de 2010 ter sido realizada na BOVESPA e em WALL STREET a maior oferta conjunta de ações ocorrida em todos os tempos no mundo.

                                    Nesse entretanto temos hoje notícias de um ainda imensurável esquema de corrupção, que tomou de assalto à PETROBRÁS e isso evidentemente veio a impactar os negócios da petroleira. Um outro recorde foi batido em WALL STREET em 15 de fevereiro último. As ações da Petrobrás tiveram o mais alto volume negociado na Bolsa Americana de todos os tempos num único pregão, só que em “movimento inverso”. Muitos livrando-se do ativo.
                                 Como consequência um número incalculável de “ações judiciais” está correndo nos USA, pois lá mais sagrado que o “In God we trust” é o papel onde a frase está escrita, ou seja, no “dinheiro alheio”, uma coisa que no Brasil é tratado como o mais “sarnento dos cães” desde os tempos do Império. Ainda hoje muitos títulos públicos do Império, ainda são “moeda podre”, ou melhor, “moeda apodrecida” pelo descumprimento dos compromissos financeiros da União, com seus investidores.
                              Desde criança ouço a justificativa de que o “capital imperialista” deva ser “confiscado” pelos “subdesenvolvidos explorados”, mas juro que não consigo entender, que tipo de “imperialista” é o pequeno investidor, seja brasileiro ou estrangeiro, que “aplica” suas economias, como garantia da sua “velhice aposentada”.
                              Ainda que fosse em benefício do “desenvolvimento nacional”, ainda assim isso para mim tem o nome de “roubo oficial”, mormente quando esses recursos são “oficialmente roubados”, seja em forma de investimentos ou de “impostos” pagos pelo contribuinte.
                            Quem suporta limites éticos tão frouxos, por não respeitar o “bem alheio”, não pode exigir respeito ao que é seu, principalmente pela Lei do Talião, não a do olho por olho, mas a do “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”.
                            Em 1965 o General De Gaulle colocou um porta aviões francês nas costas brasileiras como garantia do direito à pesca da lagosta e milhares e milhares de vezes as frotas britânicas e americanas bombardearam países, que haviam “sequestrado” bens de seus cidadãos. Nesta fase atual da Globalização esse “ataque” é feito pela ação conjunta dos países estruturados sobre leis e respeito aos direitos, negando “recursos” a “países piratas”.
                           O pior de tudo é, que nós “cidadãos brasileiros”, como uma coletividade, levamos a fama pelas bananas, que os “macacos oficiais” comem, enquanto para nós só sobra o “talo”.
                           Um país no qual a Presidente da República, os Presidentes da Câmara e do Senado e o Presidente do Supremo Tribunal Federal estão sob suspeição é um país no qual os Três Poderes são ilegítimos aos olhos da cidadania. É isso que precisamos “clamar” alto e forte no próximo Domingo.
                           É passada a hora da Nação começar a cassar os incompetentes e trancafiar os “ladrões e suas quadrilhas organizadas”, não só pelo deboche e vergonha a que nos submetem, mas principalmente, para que nossos filhos tenham: saúde, educação, segurança e transporte dignos e mais principalmente ...
                          VERGONHA CIDADÃ para exigir os seus mais legítimos direitos ... Aqueles que “eles” dizem que temos, mas nos “negam cinicamente” todos os dias.

 

Antônio Figueiredo
@ToniFigo1945 
Escritor & Articulista
São Paulo - SP

 

 

terça-feira, 10 de março de 2015

O Brasileiro Moderno e a Síndrome de Genovese!

Um Doutor na Sala de Protheus
Sergio Avellar - Rock Puro -
Do Twitter:
O Brasileiro Moderno e
a Síndrome de Genovese!

"...Quanto mais pessoas, menos solidariedade.
O Efeito Espectador...!"
O Autor.

                                    Observando a apatia social diante das anomalias com que a mídia nos bombardeia diariamente, lembrei de um fato e não pude deixar de traçar um paralelo. Um sombrio paralelo.
Antes, vou contar o caso de Catherine Genovese, conhecida por Kitty Genovese.
                                    Kitty realmente existiu e seu assassinato marcou profundamente a sociedade americana, criando até a expressão,  "Síndrome de Genovese” para descrever a indiferença egoísta das pessoas que evitam 'se envolver' nos problemas das outras, por mais graves que estes sejam.
Gravidade que às vezes leva à morte, como no caso de Kitty.
                                     Passavam alguns minutos das 3 da manhã do dia 13 de março de 1964, uma jovem mulher atrás do volante saiu do carro e iniciou a caminhada de uns 30 metros em direção ao seu apartamento no bairro de Queens, Nova York, quando percebeu um desconhecido em seu caminho.
Então ela mudou de direção e foi rumo à esquina onde havia uma cabine
telefônica policial.
                                   Subitamente, o homem agarrou-a e ela gritou desesperada. Moradores de apartamentos próximos ao local acenderam as luzes e abriram as janelas, ao todo 38 pessoas.
                                  A mulher gritou novamente: "meu Deus, ele me apunhalou! Por favor, me ajudem!".
De repente, as luzes dos apartamentos se apagaram e as janelas foram fechadas.
                                   Kitty conseguiu escapar correr rumo ao seu apartamento, mas o agressor a agarrou e a esfaqueou novamente. "Estou morrendo!”, ela gritou.
As janelas se abriram novamente. O agressor entrou num carro e foi embora.
                                 
As janelas se fecharam, mas logo o agressor voltou. Kitty agora
havia se arrastado para a porta da frente de um prédio próximo. Ele a encontrou estendida no chão e a esfaqueou novamente, atacou-a sexualmente, desferiu mais algumas facadas matando-a.
                                    Ao todo decorreram 45 minutos desde o primeiro ataque até a morte, só então um vizinho da vítima chamou a polícia. Os policiais chegaram dois minutos depois e encontraram seu corpo sem vida. A vítima foi identificada como sendo Catherine Genovese, 28 anos, que estava voltando de seu emprego, todos os vizinhos a conheciam.
                                   Seis dias depois da morte da jovem, a polícia prendeu um suspeito - Winston Moseley, 29 anos, operador de máquinas em comércios que vivia com sua esposa e os dois filhos.
                                 Moseley acabou confessando não apenas ter atado Kitty, mas também duas outras mulheres. Disse possuir "um desejo incontrolável de matar". Ele falou aos agentes que vagava pelas ruas à noite em busca de vítimas enquanto sua esposa, Elizabeth, estava no trabalho. "Eu escolhia mulheres para matar porque elas eram mais fáceis e não lutavam", disse Moseley.
                                   O caso Genovese tornou-se um símbolo da apatia social não apenas para os americanos dos anos 60, mas para toda uma geração consciente de que a aglomeração das grandes cidades favorece a desumanização 'dos outros’, favorece a inércia dos espectadores e acerba a indiferença para com quem não lhe é próximo, porque o espaço urbano pertence a um povo que não tem nada a ver com eles.
                                   Quem circula naquele espaço não faz parte de sua vida. As pessoas se enclausuram numa cápsula virtual tornando-se espectadoras passivas das mazelas que as rodeiam.
                                A essa atitude foi dado até um nome "bystander effect" (efeito espectador), fenômeno psicológico no qual indivíduos mostram-se nada propensos a ajudar outras pessoas em situações emergenciais quando percebem que há outros presentes no mesmo local, é o jeito eufemístico de dizer, "não tenho nada com isso". Acho que devemos considerar melhor quando se diz que o ser humano é solidário, é generoso, se preocupa com o bem estar alheio, não é isso que a prática demonstra.
                            Observando a atitude dos brasileiros, a apatia geral da grande massa com relação ao estado em que se encontra o país, não posso deixar de comparar o Brasil com a Kitty Genovese que, sangrando, implora ajuda da Sociedade, que segue sua vida indiferente aos desígnios da nossa Pátria.
                          A Cultura de Massas, filha absoluta do Marketing mais rasteiro, vem modificando a atitude e o pensar do povo brasileiro, anulando as identidades das pessoas que, sem perceber, assumem tranquilamente um novo modelo, proposto pelas grandes mídias.
                         Esse mecanismo vem subvertendo os tradicionais valores e as instituições, como conhecemos, vão sendo solapadas por um novo perfil sócio cultural, onde impera a mesquinhez, arrogância, indiferença e um consumismo exacerbado.
                         O certo é que a Antropologia da Maldade decidiu fazer da barbárie uma civilização.
                       Um antropólogo da maldade não acredita ser possível ensinar atemática ou a poesia de Camões e Manuel Bandeira ao morro ou à periferia, mas está certo de que o morro e a periferia é que têm de ensinar funk e rap aos "imperialistas" e aos "playboys", já que se trataria da expressão de um novo sistema de valores. É como se aquela "civilização" já não fosse a nossa.
                      Lutam para preservá-la da nefasta influência da cultura central, pobre e populista, corroída pelo materialismo, pelo capitalismo e por um moralismo de fachada.
                    Esse é o novo brasileiro. Critica a Sociedade estruturada, desenvolvem uma nova concepção de Sociedade que os levem à ser como somos nós, só que "sem fé, sem lei e sem rei": sem esperança, sem estado e sem governo.
Uma concepção equivocada, onde os piores suplantam os melhores e criam padrões que são imediatamente absorvidos e copiados.
Pobres brasileiros... 

 
Dos Entendimentos & Compreensões do meu amigo
Sérgio AVELLAR - profissional multimídia.
Comunicólogo com doutorado em "Master en Publicidad" pela Universidad de Barcelona, onde se aprofundou sua tese sobre a "Cultura de Massas e a Perda das Identidades".
Autor e mantenedor da Rádio RockPuro, um formato exclusivo.
 avellar@rockpuro.net
 Release: http://rockpuro.net/sergioavellar.html