quarta-feira, 26 de abril de 2017

Não Temos Bandidos Prediletos...!

#Cidadania:

Não Temos Bandidos Prediletos....

                           

“....O Orçamento deve ser equilibrado, o
Tesouro Público deve ser reposto, a dívida
pública deve ser reduzida, a arrogância dos
funcionários públicos deve ser moderada e 
controlada, e a ajuda a outros países deve 
ser eliminada, para que Roma não vá à falência. 
As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, 
em vez de viver às custas do Estado “.



Marco Túlio Cícero - Ano 55 aC 


O Funcionalismo Público e sua Usura às custas do Povo Brasilês é o tema de Marisa Cruz desta semana. Quase uma alegoria ao estadista romano, registrado antes de Cristo.

Escute .... E pense... Não Dói.... Ainda!

Ouçam a XIIª Edição do Janelas do Brasil!





Entendimentos & Compreensões
Janelas do Brasil é uma criação exclusiva 
De Marisa Cruz.
São Paulo - SP - 
No Twitter - @marisascruz
No Facebook - 
https://www.facebook.com/marisa.silveiracruz?fref=ts 
Arquivos Exclusivos da Sala de Protheus 



Obs.:
Todas as Publicações e Opiniões na
Sala de Protheus são de inteira
RESPONSABILIDADE de seus autores!

O Editor!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Almas Enamoradas...!

#Sentimentos:

Almas Enamoradas...!
  “... É pelo olhar que as almas se
encontram e se entrelaçam como
fios da mesma teia...!”

Aila Sampaio

Geralmente, é na juventude do corpo que temos despertado o interesse em buscar o sexo oposto para compartilhar dos nossos sonhos.
Quando encontramos a alma eleita, o coração parece bater na garganta e ficamos sem ação. Elaboramos frases perfeitas para causar o impacto desejado, a fim de não sermos rejeitados.
Então, tudo começa. O namoro é o doce encantamento.
Logo começamos a pensar em consolidar a união e nos preparamos para o casamento.
Temos a convicção de que seremos eternamente felizes. Nada nos impedirá de realizar os sonhos acalentados na intimidade.
Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento.
A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria. São os minutos mais agradáveis. Tudo é novidade.
                                              
Mas, como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro.
Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga.
Isso acontece por estarem juntos Espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso planeta.
Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais. Mas ele já está muito distante...
O segundo impulso é o de pular da embarcação. E é o que muitos fazem.
E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se.
                                     
E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências.
Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências.
Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição, para, logo mais, sentirem novamente o sabor amargo da decepção.
Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se, na busca de algo que não encontram.
Se a pessoa com quem nos casamos não é bem o que esperávamos, lembremo-nos de que, se a escolha foi feita pelo coração, sem outro interesse qualquer, é com essa pessoa que precisamos conviver para aparar arestas.
                                                 
Lembremo-nos de que na Terra não há ninguém perfeito, e que nossa busca por esse alguém será em vão.
E, se houvesse alguém perfeito, esse alguém estaria buscando alguém também perfeito que, certamente, não seríamos nós.
Os casamentos são programados antes do berço.
Assim, temos o cônjuge que merecemos e o melhor que as Leis Divinas estabeleceram para nós.
Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos.
Com todo respeito às suas crenças... Mas,  é assim!
Pensar não dói.. 
Encontrar a sintonia com uma alma é um pouco mais difícil....



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Das audições diárias da Doutrina Web
Texto original e Redação do Momento Espírita.
Extraído do sitio 
http://rededoutrinaweb.caster.fm/
Arquivos da Sala de Protheus


domingo, 16 de abril de 2017

Estudos das Nossas Matrizes Eurocêntricas!

#SOSEducacao:

Estudos das Nossas Matrizes Eurocêntricas!
.... Devemos abandonar?
                                             
“.... É no problema da educação que
assenta o grande segredo do
aperfeiçoamento da humanidade...!”

Immanuel Kant

O desafio foi lançado ao nobre professor e Escritor Nelson Valente, Catarinense, de Blumenau.
Ao me pedir o que deveríamos fazer pelo nosso #SOSEducacao, salientou se não deveríamos mostrar todas as tais de “matrizes errôneas” que vem permeando nossa Educação no Brasil das últimas duas décadas, mesmo que tenha começado com Freyre, na década de 70. A frase título é quase uma resposta ao meu pedido de mostrar, ao contrário o que deveríamos falar, mostrar para termos uma educação primordial, em nível de primeiro mundo.
Professor Nelson começa assim, uma série de artigos que aqui serão publicados.
Antes de começar a desenvolver tudo o que se refere a esse artigo, sinto-me tentado a citar a conhecida frase de Freud, quando se referiu às três profissões “impossíveis”: analisar, educar e governar.
Quando se debate o que deve ser lecionado aos nossos alunos, a partir de uma nova concepção de currículo, a variedade é imensa.
Na discussão em torno do assunto, a imaginação é o limite. Chegamos ao absurdo de ler propostas de cortar episódios como a Inconfidência Mineira e a Revolução Farroupilha,(De extrema importancia cultural para o país - grifo do editor) sob o pretexto de que não contém elementos indígenas ou afrodescendentes em número expressivo.
Querem reescrever a nossa história, como se isso fosse possível. 
                                             
Alguns professores defenderam a tese de que devemos abandonar os estudos das nossas matrizes eurocêntricas, (Eurocentrismo é uma ideia que coloca os interesses e a cultura europeia como sendo as mais importantes e avançadas do mundo. - O Eurocentrismo é um conceito que não é mais aplicado, pois atualmente sabemos que não há uma cultura superior a outra, elas são apenas diferentes e devem ser respeitadas como tal.) o que atingiria a língua portuguesa, a sua literatura, e também a história do Brasil. Como abrir mão de tanta riqueza cultural?
Segundo uma confortável versão, quem se preocupa com essas coisas "é a burguesia". Particularmente, esgotei a minha capacidade de espanto diante de tais barbaridades. Se o aluno toma conhecimento dessa estranha orientação, de que forma terá estímulo para demonstrar apreço pela nossa história?

                                            

A educação brasileira vive um tempo curioso, para não dizer exótico. As novidades se sucedem - e o ensino está cada vez pior. Além disso, há o desprezo pelas regras gramaticais, ortográficas e nossa história como se houvesse um desejo recôndito de prestigiar a ignorância. Ou seja, ninguém deve dar bola para a gramática, a ortografia e a história do Brasil.
Se os alunos têm dificuldades de escrever e expor com clareza suas ideias é porque sua cota de informação e leitura é mínima, para não dizer inexistente. Tenho insistido na vergonha em que se constitui a nossa taxa anual de leitura: menos de dois livros por pessoa, o que nos coloca muito longe das nações mais desenvolvidas.
O Japão questiona, pois, o seu modelo educacional. Enquanto isso, no Brasil, os Ministros da Educação saem felizes do Governo porque deram merenda às crianças carentes. 
                                        

Nota do Editor:
Pelos últimos números no Brasil, o brasilês lê (pesquisa de junho de 2015) apenas 1,7 livros per capita ano. A pesquisa mostra ainda, que 50%, deste índice não leem uma obra até o final.
As regiões sul e sudeste ainda mantem os maiores índices de leitura do Brasil.
A média dos países de primeiro mundo, por baixo, é de 8,3 livros per capita ano.
Pensar não dói... Já ler, para o brasilês parece uma “doença”...
”Ninguém quer pegar! ” 




Entendimentos & Compreensões
Das Discussões e Buscas infinitas pela Educação
Com o Professor Nelson Valente
Professor Universitário e Escritor
Blumenau – SC- 
Publicado originalmente no grupo Kasal – 
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28721
Arquivos da Sala de Protheus

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Das Dores Da Alma!

#PensarNaoDoi:

"Das Dores Da Alma!".
                                                   

“... Deus é mais belo que eu.
E não é jovem. 
Isto sim, é consolo...!”

Adélia Prado

Dos tormentos da alma, o ciúme talvez seja o mais avassalador.
Talvez, ainda, porque ele esteja sempre associado a outras emoções destrutivas como a dúvida, a angustia, a desconfiança, a mágoa... 

Ou porque, ao contrário dos demais tormentos, ele germine tanto na ignorância quanto no conhecimento (o que é pior: a dúvida ou a certeza) e tende a crescer quanto mais se pense ou racionalize a respeito.
Há ciúmes de todas as espécies, ciúmes de coisas e pessoas... Há quem diga que um pouco de ciúmes esquenta os relacionamentos. 
Há quem diga ser imune a ele. Será? 
Pois há, também, o ciúme enlouquecedor. 
                                                    
Espiral, como um ralo, que a tudo draga e por onde tudo se escoa.
Como um trem que avança incessante, dia e noite, alimentando-se em cada estação. 

Ruminado e regurgitando sobre trilhos que o impedem de se desviar do destino, este ciúme se instala e devora as entranhas de suas vítimas.
Assim foi detalhadamente apresentado por Tolstoi, na Sonata a Kreutzer. Vivido pelo Bentinho machadiano e sofrido pelo nobre Otelo.
Três clássicos ciúmes, completamente diferentes em suas razões e origens, mas todos os três aprisionando seus personagens numa enorme teia destrutiva. 
Há remédio contra o ciúme? 
A educação, com certeza, ajuda. O conjunto autoestima elevada e compreensão da alteridade preparam pessoas menos reféns desse monstro de olhos verdes. 
A psicanálise também. 
Mas, quando se trata de ciúme, só o desconforto é certo e esperado.
Por isso, compartilhando leituras, experiências e sentimentos, podemos começar refletindo sobre os versos de duas músicas brasileiras que falam do tema com bastante objetividade.

                                                   
  Primeiro, Lupicínio Rodrigues, em Nervos de aço.
"Você sabe o que é ter um amor, meu senhor"?
Ter loucuras por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor 
Ao lado de um tipo qualquer ".

E depois, Ataulfo Alves e Mário Lago:
" Atire a primeira pedra, ai,ai,ai
Aquele que não sofreu por amor ". ··
Ah, ciúmes, ciúmes.... Ainda bem que não temos".
Ou então registrado nas letras, nos poemas de Miguel de Cervantes:
Se o ciúme é sinal de amor, como querem alguns,
é o mesmo que a febre no enfermo. Ela é sinal de
que ele vive, porém uma vida enfermiça, maldisposta.
E Rubem Alves:
O ciúme é aquela dor que dá quando percebemos
que a pessoa amada pode ser feliz sem a gente.
Mais Clarice Linspector:
O amor é vermelho. O ciúme é verde. Meus olhos são verdes.
Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros.
Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber.
                                                       
    Por fim, Fernando Pessoa:
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível, 
Com que não há verdadeiro entendimento. 
Nada sabemos da alma 
Senão da nossa; 
As dos outros são olhares, 
São gestos, são palavras, 
Com a suposição 
De qualquer semelhança no fundo.

Amar é vital... Já sentir ciúmes pode ser opcional!
Pode pensar.... Não dói!




Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada

De um dia chuvoso de Outono
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28703
Arquivos da Sala de Protheus

sábado, 1 de abril de 2017

Quando as Normas Não São Claras!

 #SOSEducacao:

Quando as Normas Não São Claras!
                                             
“..Toda regra tem exceção. E se toda regra
tem exceção, então, esta regra também tem
exceção e deve haver, perdida por aí, uma
regra absolutamente sem exceção...!”

Millor Fernandes

A proposta deste artigo surgiu através da observação do crescente número de especialistas em educação, educadores e de futuros licenciados não conseguem entender, interpretar pequeno texto após a leitura sobre legislação educacional: Leis, Decretos, MP, LDBEN, Resolução, Indicação, Deliberação, na História da Educação Brasileira.
Nos atos legais (Estatuto, Regimento, Regulamento, Deliberação e Resolução) onde a ordem numérica deve estar expressa, em ordinais e cardinais, deve-se obedecer o disposto na legislação que determina a seguinte distribuição:
Os artigos como desdobramento dos capítulos, seções e subseções devem ser escritos em numerais (ordinais até o 9° e cardinais a partir do 10) e se desdobram em (§) parágrafos seguidos de ordinais (quando se tratar de parágrafo único escrever por extenso) ou em incisos que são apresentados em algarismos romanos;
As seções e subseções em que se subdividem os capítulos devem ser apresentadas por letras maiúsculas;
                                            
Os parágrafos se desdobram em itens (escritos em algarismos arábicos) e em alíneas (escritas em letras minúsculas);
Os incisos se desdobram em itens (algarismos arábicos) ou alíneas (letras minúsculas) ou somente em alíneas.
Os legisladores em todos os níveis nem sempre são bastante felizes. As normas editadas nem sempre são redigidas com a necessária clareza. Daí surgirem, não poucas vezes, interpretações contraditórias sobre o mesmo texto. É bem verdade que as leis propriamente ditas não são muito numerosas, mas os regulamentos, constituídos principalmente de decretos, resoluções, portarias, são abundantes.
Para interpretação correta de um dispositivo legal, devemos nos servir de várias modalidades de análise. Citamos algumas: literal ou gramática, histórica, contextual, sistemática.
A interpretação literal ou gramatical é a modalidade mais usada. O texto é examinado na frieza da letra.
A interpretação histórica busca no instante da produção das normas as justificativas e objetivos apontadas pelo autor do projeto.
A interpretação contextual conduz ao exame e análise da norma, de forma global, buscando a concordância de dispositivos entre si.
A interpretação sistemática procura adequar a norma em causa aos princípios que dão estrutura ao sistema jurídico como um todo.
A boa interpretação deve ser buscada na combinação dos vários meios apontados. A interpretação, por um só aspecto, via de regra, conduz a conclusões defeituosas e errôneas.
                                            
O que nos interessa neste artigo é dar uma contribuição do nosso sistema de normas legais, que venha enriquecer a educação tão carente de pesquisa especializadas nesse importantíssimo ramo dos estudos pedagógicos. O funcionamento da escola, o desenvolvimento do programa educacional, a atuação dos professores ou do especialista de educação estão relacionados e dependentes, em todos os seus aspectos, de normas legais, específicas ou gerais.
No Brasil, essas normas têm hierarquia que vai desde a Constituição Federal até o simples comunicado. Assim, para o desempenho de suas funções, principalmente os especialistas de educação necessitam no mínimo de conhecimentos do suporte da estrutura do sistema. A legislação educacional sempre foi tema de preocupação para diversos segmentos da organização e administração escolar do sistema educacional brasileiro.
Sob os aspectos de organização e administração escolar, a legislação é ainda importante porque traduz a filosofia e a política educacional subjacente a cada país. A lei, entendida como forma normal pela qual o Estado estabelece regras de convivência dotadas de significação imperativa, procura assegurar coesão e equilíbrio de todo o corpo social.
Segundo o senador Álvaro Dias (PV/PR): -“ A legislação não constitui somente fonte de ação, de organização e de administração, pois possui também sentido de instrumentação, isto é, passa a representar recurso prático para a estruturação e a gestão de serviços. Daí a necessidade de os componentes da legislação se constituírem num corpo com unidade lógica, em perfeita coerência, respeitando o princípio da não contradição”.
                                              
A educação formal se realiza através do sistema do ensino cujos componentes principais são: o fato, o valor e a norma. Na sequência lógica, em termos jurídicos, primeiro deve existir o fato, que uma vez generalizado torna-se passível de "normatização", o que se exerce através da legislação. Entretanto, isto não é usual no âmbito da legislação escolar.
Geralmente, ela precede os fatos. Tem-lhe mesmo, uma anterioridade tão grande, que resulta na necessidade de revestir-se de enorme elasticidade ou, quem sabe, "indefinição", para permitir-lhe ajustar-se aos fatos que, espera-se, deverão surgir tal como foram pensados na legislação. Evidentemente, a realidade está aí a demonstrar o contrário. Sob o ponto de vista prático, a legislação, antes de tudo, orienta a ação administrativa, estabelecendo diretrizes gerais de trabalho e definindo os limites sobre o que decidir, determinando fronteiras e o alcance das decisões ou das diretrizes decorrentes da ação administrativa.
Observa-se que, apesar da uniformidade legislativa e da ação legal fiscalizadora da inspeção e supervisão, a padronização das escolas é aparente, pois elas diferem em inúmeros aspectos. Desse modo, a educação passa a ser uma atividade estritamente controlada por leis e regulamentos e os organismos como o Ministério de Educação e Cultura e Secretarias de Educação, reduzem-se a órgãos de registro, fiscalização e controle formal do cumprimento de leis e regulamentos.
Sua função é dizer se a educação é legal ou ilegal, conforme sejam ou não cumpridos os prazos e as formalidades, fazendo com que a legislação passe a ter antes, um caráter punitivo do que reforçador.
Pensar educação.... Não deveria doer....



Entendimentos & Compreensões
Dos diálogos com o Professor Nelson Valente
Professor universitário, jornalista e escritor
Blumenau – SC.
Publicado originalmente no Grupo Kasal –
Konvenios – Vitória – ES – 
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28690
Arquivos da Sala de Protheus!

sábado, 25 de março de 2017

Aforismos De Um Dia Qualquer!

#Humanidades:

Aforismos de um Dia Qualquer!
“.....Um coração cheio de ódio e amor,
decepções e orgulhos, frustrações e
glórias, coisas boas e ruins, insanidade
e sanidade, tá sempre inspirado.
Loucura agridoce..!"

Philip Brian

Diante de tantas frustrações e passividades dos brasileses, não se torna pretensão buscar análises de tantas consequências entre o medo, alguns sacrifícios e uma pseuda coragem ou tentativa de sobrevivência e até manutenção de um falso poder.
Pessoas que vivem normalmente, independente de milhares de normas, mas, inteligentemente com condições de viver e até uma irracionalidade.
Irracionalidade?
Mulheres se apaixonar por homens que batem nelas; homens se apaixonam pelas mães, pelas professoras desde muito jovens.
O amor é algo inexplicável. Aliás foi feito para amar e não para explicar. O amor é o mais irracional e não cientifico de todos os fenômenos.
A escuridão nos apavora. Ansiamos pela tranquilidade da luz, porque ela nos mostra silhuetas e formas e nós permite reconhecer e identificar o que está ali.
Mas do que realmente temos medo?
                                           
Não é da escuridão, propriamente dita, mas da verdade que nós sabemos que ela esconde.
Penitência e sacrifício são punições voluntárias para mostrar um arrependimento por um mal. Quanto maior for o mal, maior a dor autoinfligida. Para alguns a penitência suprema é a morte. Mas para outros ela não é um fim em si mesma.
Uma penitencia adequada exige arrependimento dos males e ações que reparem o dano causado por tais transgressões. 
Só depois das ações é que o passado pode ser esquecido. E o perdão dá lugar a um novo recomeço.
Para isso buscamos uma espécie de poder. De preferência vinda da natureza cobiçada pelo homem em que guerras explodiram e vencedores foram coroados. Mas, o verdadeiro poder nunca é perdido nem obtido... O verdadeiro poder está dentro de nós.
O poder pode ser acumulado pelos poderosos ou roubado dos inocentes.
O poder dá a capacidade de escolher mas tem a tendência de corromper. O poder não deve ser usado levianamente, porque ele sempre tem consequências.
Já para os justos uma revelação é um acontecimento feliz. É o cumprimento de uma verdade divinizada. Mas, para os maus, revelações são bem mais assustadoras e quanto piores segredos são revelados e os pecadores são punidos por suas transgressões.
Revelações podem nos ajudar a aceitar o que precisamos expor e os segredos que tanto tentamos esconder, e elucida os períodos que nos cercam.
                                                
Mas, acima de tudo, revelações são janelas para quem somos. O lado bom e o lado ruim. Todos temos os dois lados. Creiam-me! Já fomos ”construídos” com eles. E tudo o que oscila entre o que esses dois tem, poder supremo para destruir tudo o que mais amamos.
Todo ser humano nasce de um acordo. Entramos nesse mundo como resultado de uma aliança. As vezes feita de amor, as vezes de circunstâncias, mas quase sempre feita em segredo
Em sua forma mais pura uma união, torna-se parte de nossa essência. Mas quando tal vinculo é quebrado nossa essência muda para sempre.
Desde nascemos somos levados a formar uma união com os outros. Uma eterna entrada para se conectar, amar e pertencer.
Em uma união perfeita, nós achamos a força que não podemos encontrar sozinhos. Mas a força de uma união não é conhecida até ser testada.
Sacrifício em sua definição mais exata é dar algo valioso em troca de conciliação com um alto poder.
Uma devoção duradoura a uma causa que não pode ser satisfeita com uma simples promessa.
Porque um juramento, independentemente do quão solene seja, não pede nada em troca. Enquanto o verdadeiro sacrifício exige uma perda indescritível.
Sacrifício exige abrir mão das coisas com as quais mais nos importamos. Somente com a agonia dessas perdas uma nova resolução pode nascer. Uma devoção interminável a uma causa maior. E um dever moral para ver uma jornada até sua absoluta conclusão
Na forma mais pura uma retribuição traz equilíbrio. O pagamento contra maldades cometidas contra inocentes. Mas o período de revidar é perpetuar o ciclo da violência. Mesmo assim é um risco a ser enfrentado
Quando a maldade maior seria deixar que os culpados escapassem.
Por isso em nossas atualidades, sejam em que esferas estejam, como seres sociais, já aprendemos que carregar um segredo é brincar com fogo. Pode machucar outras pessoas se for revelado. Se for guardado vai acabar se queimando.
Meu filosofo preferido, Nietzsche deixou dito que devemos nos tornar crianças:
                                              
A criança é pura espontaneidade, necessidade, liberdade, não sente culpa, não tem malicia, é inocência e sua vida consiste em brincar. Ser criança é não guardar mágoa, esquecem o que fazemos a elas. Elas vivem na volúpia do momento, são seres que não conhecem o tempo, vivem dia-a-dia, hora-a-hora. São seres extraordinários, que sempre falam a verdade. Já nós adultos construímos nossas vidas com os muros da mentira. Iludimo-nos, enganamo-nos e achamos que a culpa de nossas frustrações está na vida. O que ignoramos é que, para viver, devemos abandonar uma grande parte de nossos sonhos e desejos. Os sentimentos gregários, a moral, a religião, as crenças e as ideologias nos levam a uma vida inautêntica. Por estas razões, devemos prestar atenção às crianças.
Para Nietzsche, a criança é um espírito livre, ela representa a superação dos valores morais e a criação de novos valores. Ela é pura vontade, puro desejo e pura espontaneidade. A criança é a afirmação da vida, mas também é o esquecimento. Ela deseja a vida, o prazer e as brincadeiras, mas não sente culpa por isso. Elas se esquecem das surras e das injúrias.
Analisar as consequências atuais em que estamos vivendo pode ser fácil... Deixar frustrar-se por elas.... Bem aí é outro problema.
E pensar.... Continua não doendo!



Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios - Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28669
Ilustrações Google Imagens
Arquivos da Sala de Protheus

quarta-feira, 22 de março de 2017

"Educação: Cultura do Plágio?"

#SOSEducacao:

“Educação: Cultura do Plágio?
“....A vida é uma aprendizagem diária.
Afasto-me do caos e sigo um simples
pensamento: Quanto mais simples,
melhor...!”

José Saramago – Escritor Lusitano

A universidade é uma instituição plurifuncional. A pesquisa é, ao lado da docência, uma das funções básicas dessa instituição. Recentemente, os autores subdividem, as funções da universidade em docência, pesquisa e extensão ou de serviços ou em missão cultural (transmissão e conservação do saber), missão investigadora (produção e progresso do saber), missão técnico-profissional (formação de profissionais de alto nível) e missão social (serviço social da universidade).
Qual será a universidade do futuro? Substituirão as atuais salas de aula? Cada escola terá a sua missão, que não se bastará com a simples transmissão do saber, pois deverá se identificar com as necessidades do mercado de trabalho. Esse registro é que dará força à palavra “tecnoestrutura”, criada por Galbraight para identificar a trilogia governo, empresa, escola. Nunca essa ligação será tão oportuna e, por isso mesmo, tão indispensável.
A universidade sempre teve como objetivo cultivar e transmitir o saber. Depois, sob o impacto determinado por novas exigências, constatou-se a necessidade de ampliar os conhecimentos, produzir novos saberes, e o meio privilegiado foi a pesquisa.
Exemplo: a título de ilustrações a questão da linguagem, que muitas vezes é o elemento responsável pela não divulgação ou, o que é equivalente, pela não compreensão das pesquisas. Inúmeras delas vêm involucradas numa linguagem hermética e fechada, acessível apenas ao pequeno grupo de iniciados.
A linguagem, ao invés de tornar transparente e acessível, obscurece e esconde. É necessário que a divulgação ultrapasse a barreira acadêmica e, no caso da pesquisa educacional, atinja as redes do Ensino Fundamental e Médio, os pais, os alunos e a comunidade.
A educação brasileira vive um tempo curioso, para não dizer exótico. As novidades se sucedem - e o ensino está cada vez pior. Além disso, há o desprezo pelas regras gramaticais e ortográficas, como se houvesse um desejo recôndito de prestigiar a ignorância. Ou seja, ninguém deve dar bola para a gramática e a ortografia.
Segundo uma confortável versão, quem se preocupa com essas coisas "é a burguesia". Particularmente, esgotei a minha capacidade de espanto diante de tais barbaridades. Se o aluno toma conhecimento dessa estranha orientação, de que forma terá estímulo para demonstrar apreço pela língua portuguesa?
Ao mesmo tempo em que isso ocorre especialista em educação apontam erros mais frequentes anotados nas provas dos acadêmicos:
1. Falta de adequada ordenação de ideias, o que prova não ter o aluno o hábito de escrever;
2. Falta coerência e coesão nos textos;
3. Inadequação ao tema proposto (por falta de familiaridade com o tema indicado, o aluno foge para outro mais confortável);
4. Dificuldade em estruturação de parágrafos;
5. Erros de concordância nos tempos verbais, fragmentação da frase, separando sujeito do predicado por vírgula, utilização equivocada de verbos e pronomes, o que em alguns casos leva até a prejudicar a compreensão do texto.
Se os alunos têm dificuldades de escrever e expor com clareza suas ideias é porque sua cota de informação e leitura é mínima, para não dizer inexistente. Tenho insistido na vergonha em que se constitui a nossa taxa anual de leitura: menos de dois livros por pessoa, o que nos coloca muito longe das nações mais desenvolvidas.
Um problema crescente e preocupante nos meios educacionais: o plágio. A palavra plágio vem do latim plagium, plágios, oblíquo, indireto, astucioso, copia fraudulenta do trabalho de outrem que um autor apresenta como sua. Potencializada pela era digital, esta prática danosa não apenas representa um novo desafio para os educadores como também mexe com os padrões éticos da sociedade brasileira. Mais do que crime previsto pelo Código Penal, o plágio é uma deformação do aprendizado para a vida e um desestímulo à competição saudável pelo mercado de trabalho.
O pesquisador, sobretudo aquele que ainda é aluno de algum programa de pós-graduação, vê-se na contingência de respeitar determinados prazos que são estabelecidos sem levar em consideração a índole particular de seu trabalho pressionado pela duração das bolsas ou por montantes fixos de recursos.
É exemplar, neste contexto, o recente episódio da demissão do catedrático da Universidade de São Paulo que publicou numa revista estrangeira um trabalho com gráficos copiados de outra obra científica. Doutor em bioquímica, orientador de mestrado e doutorado, ele teve o currículo maculado por ter incorrido na chamada cultura da cópia, que consiste em utilizar ideias alheias sem dar o devido crédito a seus autores.
Infelizmente, esta prática tornou-se tão comum nas escolas e universidades brasileiras que se criou uma próspera indústria de produção de trabalhos escolares. Sob pretexto de não dispor de tempo para pesquisar, estudantes de todos os níveis encomendam a especialistas, mediante pagamento, até trabalhos de conclusão de curso: na graduação (TCC); na pós-graduação (lato sensu), no (stricto sensu) mestrado (dissertação) e doutorado (tese). Alertados pelo crescimento de tais práticas, escolas e professores intensificam a vigilância, mas nem sempre estão preparados para detectar fraudes. Há educadores que preferem ignorar o problema, sob pretexto de que o aluno plagiador está prejudicando a si mesmo.
Não é bem assim. Universidades da Europa e dos Estados Unidos já desenvolvem sistemas eficientes de fiscalização, além de submeter os estudantes a regras claras e a punições rigorosas para o plágio. Parece ser o caminho mais adequado: cabe às escolas e universidades brasileiras priorizar esta questão, não só elevando a vigilância sobre potenciais fraudadores, mas ensinando aos alunos como fazer pesquisas com proveito, ética e transparência.
Se queremos projetar a universidade brasileira para os próximos trinta anos. Viveremos uma outra época, de incríveis conquistas científicas e tecnológicas, alimentadas pelo uso de computador e da Internet, e é claro que a indústria do conhecimento, representada pelos nossos pesquisadores, não poderá concorrer com os produtos de outras nações se não estivermos devidamente apetrechados, inclusive do ponto de vista dos recursos humanos qualificados.
O ingresso do Brasil ao Primeiro Mundo não pode se cingir a um exercício de retórica. Deve ser algo muito mais consistente, que passa pelos cuidados com a educação, a ciência e a tecnologia.
Pensar não dói... Já copiar....



Entendimentos & Compreensões
Dos diálogos incessantes com 
Nelson Valente – Blumenau – SC
Professor universitário- Jornalista e escritor.
Publicado originalmente no Grupo Kasal – 
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28650

Arquivos da Sala de Protheus.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Rebeca na Bula Revista!

 #Literatura:

Rebeca na Bula Revista!
                                                     
“...Sem leitura não se pode escrever. 
Tampouco sem emoção, pois a literatura 
não é, certamente,um jogo de palavras. 
É muito mais. Eu diria que a literatura 
existe através da linguagem, ou melhor, 
apesar da linguagem...”


Jorge Luís Borges – Esc. Argentino.

Março começou presenteando-me com melhor dos presentes: Livros!
O correio chega e aquela chamada tradicional. No interior os entregadores, vendo janela aberta ainda chamam pelo nome, no caso o remetente.
Como já se conhece esta tradição e não tendo contas atrasadas saio eu correndo para a grande janela que dá para a parte central da avenida. Uma jovem funcionária dos Correios diz-me: Professor acho que é mais um livro! Nossa o senhor ganha bibliotecas.
Sim! Ele É-me Generoso extremado.
Desta vez chega-me Os Melhores Textos da Bula - Revista Bula!
Presente de Rebeca!
Sim Rebeca Bedone, uma das escritoras escolhidas pela seleção do Editor e organizador da obra Willian Leite.
Rebeca é minha amiga de intelecto virtual das Redes. Ela é médica endocrinologista formada pela USP-Ribeirão Preto, colunista na Revista Bula, mora em S.J. Rio Preto - SP. 
Ah essa Paulista e Rio-Pretense lembra muito as palavras do escritor argentino, citado no início. 
Rebeca tem este dom extra. Sim, extra, um pouco raro no meio médico escrever sobre temas do cotidiano a partir de sentimentos oriundos de suas próprias experiências em todos os níveis. 
Aliás dentro da área médica, mais técnica conheço somente três, Rebeca é uma dessas. 
Rebeca teve sete (7) crônicas que já tinham sido publicadas, escolhidas para fazer parte da obra, junto com outros cronistas transformando Os Melhores Textos da Bula, literalmente, em algo para ser lido do começo ao fim. E pronto.... Já terminou! 
Sempre fui admirador da escrita de Rebeca, desde que recebi, por e-mail da Bula, o seu primeiro texto. Ela coloca o leitor no contexto que ela quiser, por meio de um elaborado senso de sentimentos presentes e “locais” que somente a mente do leitor conseguirá estar. 
O escritor argentino, um dos meus preferidos da América do Sul, afirmava em cada entrevista. Não existe mau leitor, existe escritores que não conseguem criar um contexto que levem o leitor ao lugar imaginado pelo escritor.

                                              
Eis minha amiga Rio-Pretense Rebeca; seus textos nada têm de comum com os outros:
“O que realmente importa mora dentro de nós. O resto são expectativas alheias”, uma de suas crônicas divinas escolhidas para a seleção da Bula, conclui deixando registrado para sempre: (...) “ Mesmo que nada dure para sempre, a vida continua para os que ficam. E a cada passagem da vida não somos mais os mesmos (aqui fazendo uma apologia a Heráclito de Éfeso, pré-socrático que deixou dito, que após entrar no rio, ao retornar não será o mesmo rio, nem o mesmo ser). Estamos sempre nos reinventando. Queremos ficar sós e juntos. Somos movimentos de fim e recomeço. Somos o que temos e o que não temos, mas, sobretudo, somos o que damos uns para os outros.” Conclui a crônica na Pág. 75 desta obra memorável.
Entre antíteses e paradoxos, Rebeca escreve, praticamente toda a semana deixando mensagens que nos fazem pensar de modo profundo, único e sendo nós mesmos a partir dos caminhos indicados por suas palavras.
Além de seis ensaios divinos de grandes escritores, o organizador Willian Leite deixou registrado as palavras de Rebeca e mais seis cronistas/escritores pela Editora Exmachina.
Ao dirigir-se a mim Rebeca disse sentir-se feliz em partilhar este momento especial. 
Respondo-te nobre Rebeca: 
Por favor, continue... O Brasil em seu processo de #SOSEducacao precisa muito de mentes divinizadas, organizadas e cultas, como a tua, que já descobriram que #PensarNaoDoi.
Gratidão pelo presente que será guardado e relido com carinho muitas vezes. 
Abraços ao editor organizador e sucesso médica Rebeca no mundo das letras. 
Estarei sempre esperando sua crônica... Ou seu livro!
Com afagos do Sul... E da Sala de Protheus



Entendimentos & Compreensões
Leituras da Madrugada
Da obra Os Melhores Textos da Bula!
Organização do editor Willian Leite
Exmachina editora – SP – 2016
Da cronista Rebeca V Bedone
No Twitter - @RebecaVBedone
No Face Book – Rebeca Bedone 
Perfil público - @blogrebecabedone 
Publicado Originalmente no grupo Kasal 
Vitória – ES. 
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28643#.WMxEwcArKDI 
Aquivos da Sala de Protheus

terça-feira, 14 de março de 2017

"O Brasileiro Moderno e a Síndrome de Genovese!"

#Historia&Cidadania:

O Brasileiro Moderno e 
a Síndrome de Genovese!
                                               
Observando a apatia social diante das anomalias com que a mídia nos bombardeia diariamente, lembrei de um fato e não pude deixar de traçar um paralelo. Um sombrio paralelo. 
Antes, vou contar o caso de Catherine Genovese, conhecida por Kitty Genovese. 
Kitty realmente existiu e seu assassinato marcou profundamente a sociedade americana, criando até a expressão, "Síndrome de Genovese”  para descrever a indiferença egoísta das pessoas que evitam 'se 
envolver' nos problemas das outras, por mais graves que estes sejam. 
Gravidade que às vezes leva à morte, como no caso de Kitty. 
Passavam alguns minutos das 3 da manhã do dia 13 de março de 1964, uma 
jovem mulher atrás do volante saiu do carro e iniciou a caminhada de uns 30 metros em direção ao seu apartamento no bairro de Queens, Nova York, quando percebeu um desconhecido em seu caminho. 
Então ela mudou de direção e foi rumo à esquina onde havia uma cabine telefônica policial.     
                                      
Subitamente, o homem agarrou-a e ela gritou desesperada. Moradores de apartamentos próximos ao local acenderam as luzes e abriram as janelas, ao todo 38 pessoas. 
A mulher gritou novamente: "meu Deus, ele me apunhalou! Por favor, me ajudem!". 
De repente, as luzes dos apartamentos se apagaram e as janelas foram fechadas. 
Kitty conseguiu escapar correr rumo ao seu apartamento, mas o agressor a agarrou e a esfaqueou novamente. "Estou morrendo!”, ela gritou. 
As janelas se abriram novamente. O agressor entrou num carro e foi embora. 
As janelas se fecharam, mas logo o agressor voltou. Kitty agora havia se arrastado para a porta da frente de um prédio próximo. Ele a encontrou estendida no chão e a esfaqueou novamente, atacou-a 
sexualmente, desferiu mais algumas facadas matando-a.
Ao todo decorreram 45 minutos desde o primeiro ataque até a morte, só então um vizinho da vítima chamou a polícia. Os policiais chegaram dois minutos depois e encontraram seu corpo sem vida. A vítima foi identificada como sendo Catherine Genovese, 28 anos, que estava voltando de seu emprego, todos os vizinhos a conheciam. 
Seis dias depois da morte da jovem, a polícia prendeu um suspeito - 
Winston Moseley, 29 anos, operador de máquinas em comércios que vivia com sua esposa e os dois filhos. 
                                           
Moseley acabou confessando não apenas ter matado Kitty, mas também duas outras mulheres. Disse possuir "um desejo incontrolável de matar". Ele falou aos agentes que vagava pelas ruas à noite em busca de vítimas enquanto sua esposa, Elizabeth, estava no trabalho. "Eu escolhia mulheres para matar porque elas eram mais fáceis e não lutavam", disse Moseley. 
O caso Genovese tornou-se um símbolo da apatia social não apenas para os americanos dos anos 60, mas para toda uma geração consciente de que a aglomeração das grandes cidades favorece a desumanização 'dos outros’, favorece a inércia dos espectadores e acerba a indiferença para com quem não lhe é próximo, porque o espaço urbano pertence a um povo que não tem nada a ver com eles. 
Quem circula naquele espaço não faz parte de sua vida. As pessoas se enclausuram numa cápsula virtual tornando-se espectadoras passivas das mazelas que as rodeiam. 
                                     
A essa atitude foi dado até um nome "bystander effect" (efeito espectador), fenômeno psicológico no qual indivíduos mostram-se nada propensos a ajudar outras pessoas em situações emergenciais quando percebem que há outros presentes no mesmo local, é o jeito eufemístico de dizer, "não tenho nada com isso". Acho que devemos considerar melhor quando se diz que o ser humano é solidário, é generoso, se preocupa como bem estar alheio, não é isso que a prática demonstra.
Observando a atitude dos brasileiros, a apatia geral da grande massa com relação ao estado em que se encontra o país, não posso deixar de comparar o Brasil com a Kitty Genovese que, sangrando, implora ajuda da Sociedade, que segue sua vida indiferente aos desígnios da nossa Pátria.
A Cultura de Massas, filha absoluta do Marketing mais rasteiro, vem modificando a atitude e o pensar do povo brasileiro, anulando as identidades das pessoas que, sem perceber, assumem tranquilamente um novo modelo, proposto pelas grandes mídias.
Esse mecanismo vem subvertendo os tradicionais valores e as instituições, como conhecemos, vão sendo solapadas por um novo perfil sócio cultural, onde impera a mesquinhez, arrogância, indiferença e um consumismo exacerbado.
                                         
O certo é que a Antropologia da Maldade decidiu fazer da barbárie uma civilização.
Um antropólogo da maldade não acredita ser possível ensinar matemática ou a poesia de Camões e Manuel Bandeira ao morro ou à periferia, mas está certo de que o morro e a periferia é que têm de ensinar funk e rap aos "imperialistas" e aos "playboys", já que se trataria da expressão de um novo sistema de valores. É como se aquela "civilização" já não fosse a nossa.
Lutam para preservá-la da nefasta influência da cultura central, pobre e populista, corroída pelo materialismo, pelo capitalismo e por um moralismo de fachada.
                                   
Esse é o novo brasileiro. Critica a Sociedade estruturada, desenvolvem uma nova concepção de Sociedade que os levem à ser como somos nós, só que "sem fé, sem lei e sem rei": sem esperança, sem estado e sem governo.
Uma concepção equivocada, onde os piores suplantam os melhores e criam padrões que são imediatamente absorvidos e copiados.
Pobres brasileiros. 




Entendimentos & Compreensões
Sérgio AVELLAR - profissional multimídia.
Comunicólogo com doutorado em "Master en Publicidad" pela Universidad de 
Barcelona, onde se aprofundou sua tese sobre a "Cultura de Massas e a Perda das Identidades". 
Autor e mantenedor da Rádio RockPuro, um formato exclusivo.
avellar@rockpuro.net
Release: http://rockpuro.net/sergioavellar.html 
Publicado originalmente em Março de 2015
Arquivos da Sala de Protheus 



Obs.:
Todas as Publicações e Opiniões na
Sala de Protheus são de inteira
RESPONSABILIDADE de seus autores!
O Editor!