domingo, 16 de abril de 2017

Estudos das Nossas Matrizes Eurocêntricas!

#SOSEducacao:

Estudos das Nossas Matrizes Eurocêntricas!
.... Devemos abandonar?
                                             
“.... É no problema da educação que
assenta o grande segredo do
aperfeiçoamento da humanidade...!”

Immanuel Kant

O desafio foi lançado ao nobre professor e Escritor Nelson Valente, Catarinense, de Blumenau.
Ao me pedir o que deveríamos fazer pelo nosso #SOSEducacao, salientou se não deveríamos mostrar todas as tais de “matrizes errôneas” que vem permeando nossa Educação no Brasil das últimas duas décadas, mesmo que tenha começado com Freyre, na década de 70. A frase título é quase uma resposta ao meu pedido de mostrar, ao contrário o que deveríamos falar, mostrar para termos uma educação primordial, em nível de primeiro mundo.
Professor Nelson começa assim, uma série de artigos que aqui serão publicados.
Antes de começar a desenvolver tudo o que se refere a esse artigo, sinto-me tentado a citar a conhecida frase de Freud, quando se referiu às três profissões “impossíveis”: analisar, educar e governar.
Quando se debate o que deve ser lecionado aos nossos alunos, a partir de uma nova concepção de currículo, a variedade é imensa.
Na discussão em torno do assunto, a imaginação é o limite. Chegamos ao absurdo de ler propostas de cortar episódios como a Inconfidência Mineira e a Revolução Farroupilha,(De extrema importancia cultural para o país - grifo do editor) sob o pretexto de que não contém elementos indígenas ou afrodescendentes em número expressivo.
Querem reescrever a nossa história, como se isso fosse possível. 
                                             
Alguns professores defenderam a tese de que devemos abandonar os estudos das nossas matrizes eurocêntricas, (Eurocentrismo é uma ideia que coloca os interesses e a cultura europeia como sendo as mais importantes e avançadas do mundo. - O Eurocentrismo é um conceito que não é mais aplicado, pois atualmente sabemos que não há uma cultura superior a outra, elas são apenas diferentes e devem ser respeitadas como tal.) o que atingiria a língua portuguesa, a sua literatura, e também a história do Brasil. Como abrir mão de tanta riqueza cultural?
Segundo uma confortável versão, quem se preocupa com essas coisas "é a burguesia". Particularmente, esgotei a minha capacidade de espanto diante de tais barbaridades. Se o aluno toma conhecimento dessa estranha orientação, de que forma terá estímulo para demonstrar apreço pela nossa história?

                                            

A educação brasileira vive um tempo curioso, para não dizer exótico. As novidades se sucedem - e o ensino está cada vez pior. Além disso, há o desprezo pelas regras gramaticais, ortográficas e nossa história como se houvesse um desejo recôndito de prestigiar a ignorância. Ou seja, ninguém deve dar bola para a gramática, a ortografia e a história do Brasil.
Se os alunos têm dificuldades de escrever e expor com clareza suas ideias é porque sua cota de informação e leitura é mínima, para não dizer inexistente. Tenho insistido na vergonha em que se constitui a nossa taxa anual de leitura: menos de dois livros por pessoa, o que nos coloca muito longe das nações mais desenvolvidas.
O Japão questiona, pois, o seu modelo educacional. Enquanto isso, no Brasil, os Ministros da Educação saem felizes do Governo porque deram merenda às crianças carentes. 
                                        

Nota do Editor:
Pelos últimos números no Brasil, o brasilês lê (pesquisa de junho de 2015) apenas 1,7 livros per capita ano. A pesquisa mostra ainda, que 50%, deste índice não leem uma obra até o final.
As regiões sul e sudeste ainda mantem os maiores índices de leitura do Brasil.
A média dos países de primeiro mundo, por baixo, é de 8,3 livros per capita ano.
Pensar não dói... Já ler, para o brasilês parece uma “doença”...
”Ninguém quer pegar! ” 




Entendimentos & Compreensões
Das Discussões e Buscas infinitas pela Educação
Com o Professor Nelson Valente
Professor Universitário e Escritor
Blumenau – SC- 
Publicado originalmente no grupo Kasal – 
Konvenios – Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28721
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