segunda-feira, 8 de setembro de 2014


Histórias da Vida Real:

 
A Descoberta de Lorena!
- 1ª Parte -
“A flor respondeu – Bobo”! Acha que abro minhas
pétalas para que vejam? Não faço isso para os
outros, é para mim mesma, porque gosto. Minha
alegria consiste em ser e desabrochar...!”
 by Arthur Shopenhauer, por Irvin Yalon cap.XIX, pp 151.

                                          Durante toda a vida, nosso ambiente interpessoal circundante – colegas, amigos, professores, bem como a família, principalmente, - tem uma enorme influência sobre o tipo de individuo que nos tornamos. Nossa autoimagem é formada, em grande medida, com base nas avaliações refletidas que percebemos nos olhos de figuras importantes em nossas vidas. (Eis aqui a teoria do Inconsciente Coletivo de Jung). Além do mais, a maioria absoluta dos indivíduos que buscam algum tipo de ajuda, quando conseguem identificar, tem problemas fundamentais de relacionamentos; de modo geral, as pessoas caem em desespero por causa de sua incapacidade de construir e manter relacionamentos interpessoais duradouros e gratificantes. A grande maioria acumula “quantidade” tendo enorme dificuldade em diferençar verdadeiras e profundas amizades, e meros colegas e pessoas que se relacionam no seu dia a dia. No tocante a relações mais profundas, como amar, a dificuldade aumenta. Nesta situação esta Lorena.
                                      Se fosse um diagnóstico, ela seria maníaca depressiva, com uma linha tênue entre a obsessão e compulsividade. Apenas separada por momentos, buscados, de euforia. Como não sou terapeuta, apenas copio sintomas, que possam ser diagnosticados, por profissionais.
                                      Assim, os finais de semana, ou algumas noites de Lorena, são “destinados” á festas. Ou seja, sair com “amigos”todos discutíveis no tocante a amizade por ela – com um homem com que, geralmente sai, e entrega-se por completo, mesmo sem saber o porquê está fazendo. E para dormir necessita de Remédios (soníferos).
Mas quem é Lorena? O que a deixa apenas “passar” por esta vida e não viver, tendo apenas 29 anos? O que lhe marcou tanto?
                                       Lorena vem de uma família média, tanto financeira quanto estruturalmente. Não foi originada em grande aculturamento. E seu estudo adquirido é médio. Uma faculdade não concluída. Um emprego de sobrevivência em um shopping. Mora com duas amigas em uma cidade distante de sua família. Tem contato com a família. Diz amar a família. Não ter problemas. Mas aqui começam todos os problemas.
                                      A admissão de culpa faz menor a pena. As palavras do pensador, não são inteligíveis para um depressivo. Em muitos casos para os ditos “normais”. Neste caso, específico, extrapola.
                                      Lorena é uma jovem mulher, muito bonita. Para os padrões normais. Olhos grandes, amendoados. Um sorriso gigantesco o que lhe aumenta ainda mais a beleza física. Maças do rosto bem delineadas.
Cabelos entre longos e médios castanhos claros. Pele clara. Enfim, a definição de uma mulher bonita. Mas o que chama realmente a atenção é seu olhar, que mais parece uma tela plasmada de cinquenta polegadas, e seu sorriso que resplandece qualquer alma triste.
Mas o que faz uma mulher tão bela, sorridente, ser deprimida.
 
                                            Primeiramente esta no olhar. Os grandes e perfeitos olhos, tem uma espécie de “nevoa”, uma “cortina” bem suave, que esconde majestosamente o principal de Lorena. Sua beleza e luminosidade interior. Mas porque esconde?
Lorena sabe, mas tranca em seu “quartinho dos fundos”. Com trancas, cadeados, e um monte de entulhos, do tipo, “para ninguém encontrar a entrada”. Nem ela mesma.
                                              Lorena teve um amor. Desde jovem, adolescente. Daqueles amores que as famílias do interior, classificam: Foram feitos um para o outro. Foram feitos para casar.
Esta mensagem, colocada, em forma de transferências de longo prazo, utilizando a psicanálise, acabam se firmando na mente e se tornando verdades.
Assim Lorena entregou-se completamente ao seu amado. De corpo inteiro. Alma mente e coração.
                                             O “romance” durou o tempo determinado que o dito “macho”, tinha discernimento para isso. Depois de alguns anos o grande amor de Lorena, simplesmente, termina.
O dela? Não. O dele. Ele parte para suas aventuras e seu destino.
                                               Lorena fica com o que julgava ser o amor de sua vida. Sozinha. E daqui para o solitário, é apenas um pequeno trecho. O não entendimento, a não compreensão do que lhe aconteceu transcende sua racionalidade, e entrega-se as emoções.
O choro torna-se constante. As tristezas são alimentadas quase que como rotina, como forma de autoflagelo. E a piedade e si mesma transforma-se no grande ato masoquista. Ou seja, quanto mais sofrer mais tenta “visualizar” o amor, lotado ainda em seu coração, mas distante. Entre esta “concepção” de ter sido amada, e ainda, amar muitíssimo, encontra-se o não entendimento do que realmente esta acontecendo. As amigas tentam consolá-la, a família, julgando que isso é normal e acontece, “tenta” consolar a filha.
Mas, mais preocupada com a idade da filha e seu não casamento, e um “ficar pra titia”, dentre as tantas hipocrisias que os grupos sociais ainda mantêm, mesmo que primitivos, que no fundo esquecem-se do ser Lorena. Assim a depressão é o destino mais certo de Lorena. Ela vem em profundidade. Lorena acaba concordando em procurar ajuda. “Cai” em um psiquiatra que somente se preocupa em “recuperar” seus químicos cerebrais e a “lota” de “remédios”.
Em principio, e na falta de um aculturamento, tanto do terapeuta quanto da paciente, lá vai Lorena, tomar todos os “remedinhos” que o doutor mandou.
 
                                         Assim, Lorena, cria uma máscara, entre os “químicos” que lhe amortecem os pensamentos tristes. E consegue “melhoras” mesmo que momentâneas.
Mas como não tem discernimento do que esta acontecendo realmente, afinal espera que estes “remedinhos” resolvam seu “desamor”. Quem sabe até consigam trazer de volta seu amado? Que se entrega aos dias. Todos eles.
                                       O tempo passa. E depressa. Logo Lorena, encontra um trabalho, conhece novas pessoas. Vai morar com amigas.
Tudo parece estar melhorando. Lorena esta conquistando sua independência. Começam festas nos finais de semana. Algumas bebedeiras, sem exageros. Acaba adquirindo o gosto pela bebida. Não consulta mais o terapeuta.
Afinal alguns “remedinhos para dormir” conseguem-se sem receita. Eles ajudam a dormir.
Assim, se um dia não se esta bem se aumenta as doses, geralmente, líquidos, psicologicamente fazem efeitos mais rápidos.
                                            Nos finais de semana, depois de algumas bebidinhas, de euforia, precisa aumentar a dose, mas tudo bem.
Assim não fica longe da “alegria” – disfarçada de euforia, uma espécie de fuga de si mesma.
                                             Um dia conhece um homem. Entrega-se completamente e mantém um relacionamento, de certa forma, duradouro. Ao menos na visão dela.
O “namorado” é de outra cidade próxima. Vem quando quer. Quando necessita de sexo. Leva-a para festas. Fica com ela, no dia seguinte, consumado o ato... Fica um até logo. E até a próxima semana. Lorena julgando-se amada. Aceita toda a situação. O “namorado” foge dos padrões do que se poderia chamar de alguém à altura de estar com alguém do tipo de Lorena. Mas Ela ainda não consegue discernir sobre isso. É um ser simples.  Inculto, sem nenhum estudo, no máximo o ginasial o que lhe permitiu um emprego comum. De sobrevivência. E age como tal.
 
                                              Um ser que poderíamos chamar de comum dos comuns. Cafajeste por principio mantêm Lorena em uma cidade e outra em outra cidade. Considera-se superior por conseguir fazer isso. Tudo o que leva a Lorena é sexo pelo sexo. Automático, mecânico. Pela descrição de Lorena, que quase nunca chega ao orgasmo, ou não se lembra de tal, pela bebida ou excesso de “remedinhos”, não existe um amor profundo. Não existe a dita “química” de uma relação de substância entre duas pessoas.
Mas porque Lorena permite isso. Aqui está uma das partes preferidas da Psicanálise, a Transferência.
Sim, como não conseguiu lidar com seu “passado”, Lorena simplesmente transferiu para o primeiro que apareceu, o que julgava ser de seu antigo amor.
Assim, de certa forma, é como se Lorena ainda mantivesse o que somente está em seu “quartinho dos fundos”.
Sai para as festas, com seu “namorado”, assim pode se igualar a todas as suas amigas, e ser uma “normal”.
                                       A mentira para si mesma é o primeiro dos diagnósticos encontrados nos depressivos.  Tão normal nos humanos, tentem imaginar em um depressivo. Torna-se verdade. A mais verdadeira possível. A busca de máscaras que escondam real e profundamente o que esta em seu intimo, por algo que se mostra para todos. Assim estes “todos”, dentre quais até os amigos ditos mais “chegados”, lhe proporcionam a certeza de que “aquilo” não é mentira, e sim a sua vida.
Não consegue discernir mais entre os demais homens que a admiram, esta diferençação. E simplesmente os considera como “iguais” ao que ela “julga ter”.
Este processo todo de mascaramento de nossos sentimentos, ou de como lidar com nossos problemas esta enraizado em nossa educação.
Desde a familiar, escolar até a acadêmica. Juntada as nossas relações, de amizade, que tem as mesmas origens, transformamos tudo em um caldeirão, incandescente, que apenas “ferve”, e poderá logo estar pronto para ser “servido”, porem sem “gosto”.
 ...Quanto a você... Controle a Ansiedade...
Continua...

  

As palavras e a comunicação na terapia.
Estudo de caso, baseado em informações de terapias.
Base de discussão Os Desafios da Terapia.
A partir da Obra de Irvin Yalon.
Os nomes foram alterados para preservar a privacidade.
O caso foi transformado em crônica,
discutida, para facilitar discussões.
Bibliografia pesquisada, além do caso apresentado.
Os Desafios das Terapias e suas reflexões sobre pacientes e terapeutas.
Irvin D. Yalon, Ediouro – Titulo original - The gift of therapy – 2002.
Pesquisa, Elaboração, apresentação e discussão.
Jornalista e Prof. de Comunicação.


 

 

sábado, 6 de setembro de 2014


Marlon Adami de Brasília
para a Sala de Protheus:

 

Patriotismo e Nacionalismo!

 
“ …(...) que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o pais dos privilegiados e o país dos despossuídos.
 
Ariano Suassuna

                         Pátria é o país ou estado em que a pessoa nasceu e que faz parte como cidadão.
                        Patriotismo é o amor e respeito que se tem pela terra natal. Esse sentimento pode ser manifestado pela valorização da cultura, suas belezas naturais e seus simbolos nacionais.
                       Historicamente o Brasil, foi achado. Colombo descobre a América em 1492 e em 1498 Portugal e Espanha assinam o Tratado de Tordesilhas que dava a Portugal posse da parte leste da América do sul. Ou seja, Portugal tinha conhecimento dessa terra e Cabral por um acidente de percurso acabou achando o novo território português.
                         A partir daí, a colonização feita por portugueses, africanos, europeus de diversas nacionalidades e contemporaneamente por orientais fez com que o patriotismo, esse sentimento dos nativos do país não fosse tão forte, pois a cultura dos colonizadores se sobrepôs e sempre foi mais valorizada.
Exemplo dos que se pratica até hoje nas colônias alemãs, japonesas, italianas, árabes....
 
O que é Nação:
                              Nação é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, que falam o mesmo idioma e tem os mesmos costumes, formando assim, um povo. Uma nação se mantém unida pelos hábitos, tradições, religião, língua e consciência nacional.
                              Os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o caráter de uma nação. O elemento dominante deve ser a convicção de um viver coletivo, é quando a população se sente constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e necessidades.
                              A convicção brasileira para se intitular uma nação é muito frágil e por vezes inexistente devido a sua mentalidade que burla a moral e a ética construída pela própria sociedade ao longo do tempo por propostas, projetos e práticas revolucionarias maquiadas de avanços e modernismos professados por grupos de mentalidade ideológica internacionalista.
                       Nação não se anula mesmo ela sendo divididas em vários estados, uma vez que várias nações se unem para a formação de um país. O Estado é uma forma política, adotada por um povo com vontade política, e a nação existe sem qualquer espécie de organização legal, apenas significa a substância humana que o forma, atuando em seu nome e nos seus próprios interesses.
                       O melhor exemplo que temos no Brasil que cumpre os requisitos de patriotismo e nação está nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul que apesar da forte influencia da colonização secular europeia soube ao longo do tempo preservar a cultura de origem e construir os requisitos necessários, de respeito e de nação daquelas terras que os acolheram.
O que é Identidade nacional:
                       A identidade nacional é um conceito que indica a condição social e o sentimento de pertencer a uma determinada cultura.
O conceito de identidade nacional só começou a ganhar força no século XIX, quando surgiu a noção de nação.
                       Em um indivíduo, o nível de identidade nacional vai depender da sua participação ou exclusão relativamente à cultura que o envolve. É um tema relacionado com a identidade cultural, ou seja, o conjunto das características de um povo, oriundas da interação dos membros da sociedade e da forma de interagir com o mundo.
 O que é Nacionalismo:
                        O nacionalismo consiste em uma ideologia e movimento político, baseados na consciência da nação, que exprimem a crença na existência de certas características comuns em uma comunidade, nacional ou supranacional, e o desejo de modelá-las politicamente.
                         Com precedentes na Idade Média, sobretudo nas monarquias absolutas, é a partir da Revolução Francesa que surge o nacionalismo moderno, simultaneamente com o apogeu da burguesia industrial. Posteriormente, a luta frente a um exército invasor (guerras napoleônicas) ou o desejo de independência (continente americano) deram ao nacionalismo um novo impulso.
                        Diante desses esclarecimentos sobre vários termos aplicados e professados de forma romântica para iludir o cidadão pelos agentes revolucionários que temos, ainda, no comando e na liderança do país, onde incluo os pseudos opositores que formam o monopólio esquerdista da política nacional, observo que o país já nasceu doente em vários fatores essenciais e ficou mais doente quando a mentalidade revolucionaria, internacionalista e utópica da esquerda alçou voo sobre o país e quem está nessa pátria.
                    Na minha concepção o processo natural de construção de um real patriotismo e de uma nação foi interrompido com força após a famigerada redemocratização, que na verdade foi abrir as porteiras da pátria para a invasão dos agentes socialistas que como bem assistimos diariamente avança nos seus objetivos de forma geral, ampla e irrestrita, parafraseando o fundamento da lei que anistiou a esquerda dos inúmeros crimes lesa pátria da época e que continuam sua prática.

  
Fontes:
Crédito da primeira Imagem - Prof. Olavo de Carvalho.
Demais - Google Imagens
Artigo:
Do conhecimento e das pesquisas do grande amigo
Prof. Marlon Adami
Graduado em História - Pós Graduado em Filosofia Política -  Pesquisador – Brasília – DF –
De suas publicações em:
Desconstruindo Marx - Artigo editado nos anais do I Congresso Internacional de Direito e Marxismo(2011)
Constitucionalismo Contemporâneo na América Latina - Artigo editado no II Congresso Internacional de Direito e Marxismo(2013)
 
 

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dos Pensamentos de
Antônio Figueiredo
para a Sala de Protheus:

 
O Bicho Político!

“... O macaco é um animal demasiado simpático para que o homem descenda dele...!”

Friedrich Nietzsche

                                             Uma das vantagens de ser um “bicho político” assumido e militante por mais de 60 anos é a capacidade de fazer o perfeito reconhecimento dos semelhantes da espécie. Aliás, ser um bicho político não é mérito e nem demérito a quem quer que seja, visto que todos o somos desde o berço. Com certeza, uma trinca de bebes gêmea aprende a negociar seu espaço e tempo de utilização dos seios maternos muito cedo, pois disso depende sua sobrevivência. Por isso, já são “mascotes políticos”.
                                             A grande questão que se manifesta nos dias atuais, é a renúncia da coletividade em exercer este papel no que se refere à política cidadã. No tocante às demais questões pessoais o que se presencia é um recrudescimento das formas mais violentas de discutir direitos. Estão ai as estatísticas de crimes contra as pessoas a indicar, que nos dias de hoje se usa muita pólvora e pouca saliva para a solução de diferenças.
                                             O que não é difícil de entender são os porquês de crescentemente a maioria das pessoas “marcar seus territórios” em filas de banco, caixas de supermercados, mesas de restaurantes, vagas de estacionamento, estádios de futebol, prisões, casas de albergados, escolas de 1º e 2º graus, favelas e por aí vai. Só não temos ainda notícias de isso ocorrer em creches.
                                              Mas nem é preciso ir checar, pois é só ver como se relacionam pais e “pimpolhos” nos corredores de shoppings e presenciar os pontapés nas canelas, tapas na cara e “arremessos ao solo”, para constatar como os pequenos “negociam” suas vontades. Falta persistência no diálogo e um mínimo de hierarquia entre os maiores e os menores. Fazer vontades ainda é a saída mais fácil e cômoda.
                                               A conclusão de que a raça humana está crescentemente violenta é inequívoca e assim o demonstram os fatos ocorrendo em muitos países do mundo, inclusive de forte cunho político. Mas no Brasil, com exceção do surto ocorrido nos meses de maio a julho de 2013, tudo permanece na mais absoluta calma e omissão e olha que estamos nas vésperas das eleições mais polarizadas e de definição incerta dos últimos 25 anos.
 
                                                Começou no rádio e na TV a Propaganda Eleitoral Obrigatória, que acho um desperdício do “dinheiro público”, ou seja, “o nosso”. Fala-se tão mal dos Governos Militares, mas os “democratas modernos” nunca condenaram essa “suculenta teta”, que somada ao Fundo Partidário é uma das maiores sesmarias de todos os tempos. Os candidatos ao Executivo têm tempo para falar de “seus planos de salvação”, mas os candidatos ao Legislativo mal têm tempo de dizerem seu número e Partido. E chamam isso de Transparência Política.
                                              Os candidatos aos cargos proporcionais não nos dizem, qual sua origem, o que fazem, o que pretendem, que ideologia tem e a quem pretendem representar. Suas grandes credenciais é serem da “turma do atraso”, ou da “turma do Lula”, “marineiros da Marina”, (para citar os três candidatos mais bem postados nas pesquisas), como se isso bastasse como referencial decisório para a escolha de quem tem a “grave responsabilidade” de legislar sobre nossos direitos e deveres constitucionais e ainda por cima “fiscalizar” o Executivo.
                                           Já os programas dos candidatos majoritários com suas músicas triunfalistas e seus bordões populistas/ufanistas mostram duas realidades para um mesmo Brasil. O Brasil da “situação” estadual e federal é uma Escandinávia e o Brasil da “oposição” é uma Serra Leoa. Os fracassos passados de parte a parte não são explicados, mas a “esperança de dias melhores” vem embalado em papel colorido e laços de fita.
                                           Falam exclusivamente das realizações passadas, esquecendo-se que era um compromisso de campanha assumido e uma obrigação e para isso foram eleitos e principalmente, “saldando dívidas muito antigas”. Quando somos contratados para execução de uma tarefa, temos uma remuneração acordada e ao executá-la estamos simplesmente “cumprindo um contrato”. O mesmo serve para os políticos.
                                        Todos falam em “mudança”, que são evidentemente necessárias, mas ninguém mostra seu cacife para a efetiva implantação do processo. Não vejo claros compromissos de redução percentual do número de mortos por assassinatos, dos mortos por acidentes nas estradas e nas esperas nos hospitais. O Brasil é muito perdulário com a vida dos seus cidadãos.
                                       Não vejo, tampouco, a proposição de políticas objetivas que controlem e impeçam que o crime organizado continue a ser comandado a partir dos presídios de segurança máxima. Essas são práticas públicas mínimas, que não demandam um planejamento estratégico elaborado, mas tão somente a aplicação rigorosa da lei, através da ação.
                                      Não vejo a formalização de propostas que visam a reocupação das periferias com a presença efetiva do Estado, aumentando a segurança pública e principalmente a de alunos e professores contra o poder do tráfico. Tampouco, ouço qualquer candidato falando do fim da propaganda oficial, meramente de culto à personalidade e que vende uma falsa imagem da realidade, além de consumir recursos substanciais à implementação de programas mais emergentes.
                                      O que os novos Presidente e Governadores devem oferecer à população, neste exato momento, é a tranquilidade em ir e vir e uma sensação estável de segurança relativamente a se deslocar para o trabalho e à volta para casa e a de seus filhos à escola e baladas nos finais de semana. Nenhum bem é mais precioso do que a vida.
                                       No campo econômico nada é mais urgente, que o equacionamento dos gastos públicos e o serviço da dívida, (pagamento dos juros correspondentes), que vem crescentemente sufocando o Tesouro Nacional e impedindo mais investimentos sociais e de infraestrutura. Isso é para o “operário” a garantia e a estabilidade do emprego e isso para a periferia é o segundo bem mais precioso. A sua capacidade de manter sua família.
                                    O desenvolvimento pelas vocações regionais deve caminhar em paralelo às “políticas assistencialistas” não permanentes para cada indivíduo em particular. Por sua essencialidade não podem ser rotuladas proprietárias e nem consideradas como um “favor”. A Bolsa Família deve ser uma política transitória e “porta de entrada” para a participação econômica das populações mais carentes, pois nada substitui a efetiva inclusão social através do emprego, educação e saúde, além de ser um “esforço da cidadania”, que o financia com seus impostos.
                                   Nenhum crescimento econômico é sólido sem “paz social” e principalmente, sem a harmonia dos interesses das diferentes classes sociais, efetivamente produtoras da riqueza nacional. Empresários, classe média, classe trabalhadora são elos de uma mesma corrente sinérgica. O trabalho é uma tarefa cooperativa e a inseminação de desconfiança entre os elos dessa cadeia só vulnerabiliza a sociedade como um todo.
                                  Em suma, muito mais que “mudar” o slogan destes tempos deveria ser “unir”. Dialogar. Distender. Aproximar. Ou somos competentes para fazer isso e efetivamente construir uma Nação com cidadania plena e consciente, ou abandonemos de vez a tarefa e deixemos que a “as coisas caminhem com seus próprios pés”, o que segundo a Lei de Murphy fará com que as coisas “andem de mal a pior”.
                                   Para isso teremos que estar preparados para uma profunda “comoção social” e jogar com a perspectiva de que poderemos ser uma das vítimas desse processo. O que assistimos hoje nas periferias mais longínquas das metrópoles, de repente poderá estar acontecendo com a mesma frequência ali na próxima esquina de casa.
                                 Nas Minas Gerais existe um ditado, que diz: “depois que inventaram a pólvora e a vaselina, não existem mais homens valentes e nem furicos apertados”. E nos USA se diz, que “Deus criou todos os homens iguais e Samuel Colt os tornou diferentes”.
                                 Bem, mas esta é uma preocupação no “futuro distante”, se concluirmos que a “boca secou”, a “prudência mirrou” e a “inteligência viajou”... Brasileiramente, vamos deixar para a última hora.

 
 
                                   Das vivências, percepções e pesquisas de Antônio Figueiredo 
 De algum lugar entre a Bahia e São Paulo Economista, Escritor, Empresário, Militante Apartidário Parlamentarismo e Voto Distrital Puro.
Ex - Ativista Movimentos Sociais Católicos/ Metalúrgico/ Estudantil (1961/73). Operário da Cidadania



 

terça-feira, 2 de setembro de 2014


O Paulista Fernando Barone

é o convidado da Sala de Protheus:

 

Somos a Classe Média... E daí?

“... Há pouca amizade no mundo,

sobretudo entre pessoas da mesma classe...!”

Francis Bacon

 
Que bom que eu não tenho tanto crédito assim!
Explico. Venho falando desse "golpe branco" que o Foro de SP vem fazendo na América Latina, especialmente por aqui no Brasil.O comunismo está longe de uma revolução nos moldes dos anos 60, está agora infiltrado em tudo que nos cerca de informação e formação de opinião, e se aproveita da democracia para impor a vontade da minoria organizada sobre a maioria de cegos, mudo e surdos... Sim, a grande massa de eleitores nem tem ideia do que se passa e fica sabendo de muito pouco do que sai na imprensa, e o que sai é muito superficial, quando não é publicidade.
Ora, hoje temos muitos veículos na mão de políticos e, como sabemos, a imensa maioria é governista. E também as manchetes, para uma imensa massa de eleitores, é o seu jornal diário, ali, pendurado na banca, onde se lê a capa fumando um cigarrinho de rolo de fumo.
É muito pouco para conscientizar. Assim o governo alcança boa parte dessa massa com suas bolsas eleitoreiras, que sim, aliviam a miséria, mas não promovem o desenvolvimento do indivíduo e criando um "pacto" de dependência.
Em quem tendem a votar? 
No grande provedor, claro.
Temos muitos eleitores que têm conexões pessoais com sindicatos, ONGs de fachada, movimentos sociais e todo o aparelho de classes dominado pelos comunistas, sejam do PT ou "sócios" do mesmo. 

Existe, entre os esclarecidos, uma sensação de que não somos representados pela classe política, e achamos um absurdo a bagunça institucional que estamos vendo ser descaradamente revelada dia a dia. Protestamos nas mídias sociais, escrevemos blogs e publicamos notícias reveladoras, mas isso tem um alcance limitado.

 Foi uma surpresa o Junho/13. Tanto que não se repetiu mais, mesmo com os Black Blocs na rua a mando dos interessados em ver a classe média fora de cena, a adesão foi muito abaixo do esperado no sete de setembro.
                                     A classe média tende a fracassar como movimento, e é natural, nós somos conservadores, religiosos, adoramos nossa família, somos contra essa guerra de classes, o agrupamento bovino dos movimentos sociais, etc. Isso nos desarticula e ainda somada a alienação voluntária sobre a política... Estamos em risco.

                                  A JMJ com a vinda de Francisco I, mostrou a cara do brasileiro, essa cara foi mais doída aos comunistas do que os protestos de Junho, foi a cara do brasileiro que não é comunista. Foi a cara do brasileiro caseiro, que não saiu para fazer baderna e sim pela alegria de se ver representado por um catolicismo renovado, com ares de aproximação da Igreja com seus fiéis. Não sou católico, mas admirei muito essa demonstração de um povo feliz. Foi na verdade um tapa na cara dos comunas, - Somos conservadores seus subversivos, e somos maioria...
                                             Então porque essa maioria não coloca esses crápulas para correr do poder? Porque fomos enganados a pensar como massa, como classe, como grupos. Por mais que não sejamos uma imensa massa de militantes, acabamos por nos deixar enganar pelo politicamente correto e assim somos manipuláveis. São os heteros preconceituosos contra os coitadinhos dos homossexuais, é a elite (um fantasma falso, pois elite é o próprio poder) que nos oprime, é o empresário (grande parte classe média) safado contra o trabalhador honesto. E assim vivemos o cotidiano nas novelas da Globo ensinando ao seu publico que os empresários são vilões e os coitadinhos são os pobres, como se isso fosse um problema de classe e não de caráter. Ou nunca vimos empresários benevolentes e pobres crápulas?
                         Esse é o mecanismo. O golpe do coitadinho, da minoria "injustiçada"... E a grande maioria de pessoas comuns que morrem por falta de atendimento médico decente, alguém se lembra deles? Usam a todos como massa de manobra e todos caem na armadilha. Tem que ser bom pra todos, não só para alguns como acontece na guerra de classes.



                           Para piorar, o grau de evolução do golpe maior, o golpe branco, é que estamos quebrando as leis e a constituição através do próprio governo, então o tempo está curto, e o que mais é preciso para acordar?

                          A classe média está acordando muito lentamente, mas ela precisa deixar um legado e expressar sua indignação nas urnas e tentar fazer com que mais e mais alienados acordem e não aceitem ser manipulados pelo golpe do coitadinho...
Mas ainda bem que pareço um maluco paranoico, imagino se me dessem crédito pelos absurdos que vejo e comento...

 

Para meu amigo Fernando Barone... Pensar não dói...!

 

 

Dos Entendimentos & Compreensões de

Fernando Barone. São Paulo – SP -

Paulistano, empresário, decifrando os enigmas do caminho da Luz, fã de bons pensadores, amante da liberdade e contra o pensamento induzido e controlado!

http://fernandobarone.blogspot.com.br

Barone.fernando@gmail.com