segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Querem Reescrever a Nossa História!

 #SOSEducacao:

Querem Reescrever 

a Nossa História!
                                            

“.... Só se pode semi-dizer a verdade, 

está aí o nó, o essencial do saber do analista: 
é que nesse lugar, no lugar da verdade 
está o saber. É um saber que deve,
portanto, ser sempre colocado em questão...!”

Jacques Lacan



Iniciamos uma série de debates, a partir de nossa hastag (quando digo “nossa”, é verdade pois a criamos nas redes sociais junto com o estimado professor) #SOSEducacão com o Professor e Escritor Nelson Valente, mandamos-lhe diversas situações em que nosso dito “ensino escolar” parece ter esquecido, ou não está “nem aí” com a devida educação transmitida, através do conhecimento aos nossos filhos.

O professor Nelson ainda vai debater os erros da escrita e pronúncia de nosso amado Hino Nacional, do gentílico que se utiliza para a denominação dos nativos do Brasil, assim como muitas questões que estão erradas, inclusive nos dicionários. Ou seja, tudo o que sai do MEC, ou não presta, incomoda, ou faz mal (não, não engorda... somente a ignorância).
                                      

A partir disso o professor faz uma série de breves análises pois #PensarNaoDoi:

As novas concepções de currículos é uma delas:
Explica o professor e escritor:
Quando se debate o que deve ser lecionado aos nossos alunos, a partir de uma nova concepção de currículo, a variedade é imensa. Na discussão em torno do assunto, a imaginação é o limite. Chegamos ao absurdo de ler propostas de cortar episódios como a Inconfidência Mineira e a revolução Farroupilha, sob o pretexto de que não contém elementos indígenas ou afrodescendentes em número expressivo. Querem reescrever a nossa história, como se isso fosse possível. Alguns professores defenderam a tese de que devemos abandonar os estudos das nossas matrizes eurocêntricas, o que atingiria a língua portuguesa, a sua literatura, e também a história do Brasil. Como abrir mão de tanta riqueza cultural?
Nos livros didáticos de história, a reprodução do quadro de Pedro Américo é bastante presente e faz-nos pensar que a Independência do Brasil se deu por um ato isolado do príncipe-regente Pedro que bradou “Independência ou Morte! ”, nas margens do Ipiranga, em São Paulo. A História não é bem essa. O que de fato ocorreu?
                                       

Sobre D. Pedro I:

“Num tempo em que o Brasil se inventava como nação, surgiu na boca da cena e assumiu o papel principal o rapaz de 22 anos, malcriado e irresponsável, mulherengo, farrista, briguento e fanfarrão que, como disse um visitante estrangeiro, tinha os modos de um moço de estrebaria. Era o príncipe americano, fascinado por Bonaparte, influenciado pelo palavreado político liberal da Revolução Francesa. (...)
A princesa regente Leopoldina – é a responsável direta pela Independência do Brasil. Leopoldina assumiu a regência durante a viagem de Pedro a São Paulo. Diante das exigências de Portugal para que o casal real retornasse a Lisboa, convocou sessão extraordinária do Conselho de Estado no dia 2 de setembro de 1822 e decidiu, junto aos ministros, pela separação definitiva entre Brasil e Portugal.
Destaque especial deve ser dado à princesa regente Leopoldina e ao ministro José Bonifácio.
Enviou, então, o mensageiro Paulo Bregaro com uma carta a Pedro em que reforçou sua posição pela independência do Brasil.
A briga pelo aperfeiçoamento da educação brasileira não se limita mais a meia dúzia de abnegados. Hoje, há o generalizado convencimento de que é preciso mudar – e para melhor. Os discursos não são originais e esperar por milagres improváveis é deixar o sistema caminhar para um nó inexorável. 
Quem ganharia com isso?
Pensar não dói... Já ensinar errado causa uma catástrofe.



Entendimentos & Compreensões

E das discussões com a mente genial 
do professor,
Escritor e Jornalista Nelson Valente
Santa Catarina – SC
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