sábado, 4 de março de 2017

"Ser Feliz Sozinho!"

 #Comportamento:

“Ser Feliz Sozinho! ”
                                             
“.... Há certo gosto em pensar sozinho.

É ato individual, como nascer e morrer...! ”

C. Drumond de Andrade

Estamos vivendo, desde o início do século passado uma chamada “nova era” da humanidade.

E tudo já estava escrito e planejado. Pode parecer que estou, de certa forma, “zombando”, depois de tanta modernidade surgida?
Se você entender “modernidade” como tecnologia, tem razão.
Mas tudo o que apareceu no final do século e nesta década e meia, do famoso século vinte e um, nada mais é do que foi pensado, pesquisado e testado no século passado.
Dentre todos os itens, o que seria uma longa lista, está o comportamento humano.
Enquanto se discutem “tipos de amizades” nas ditas “redes sociais”, relacionamentos de todos os tipos, heteros e homoafetivos, com liberdades individuais garantidas, surgem novas aprovações do que antes seriam apenas testes.
Falando em liberdades individuais, não esqueçam que isso, para o ocidente é uma consequência da Revolução Francesa. Ou seja, bem antes de existirmos.
                                        
Todas as ciências comportamentais pesquisadas afirmam que somente poderemos amar o outro quando aprendermos a nos amar por inteiro, completamente. Estarmos estruturados enquanto seres, harmonizados com o nosso ambiente (seja ele qual for) e em equilíbrio com o todo. Sim com o todo, literalmente, com o universo.

Os resultados de uma pesquisa cientifica do final do ano passado, somente divulgada no Brasil (aliás tudo chega aqui com atraso), cientificíssima do famoso Jornal Britânico de Psicologia (British Journal of Psychology).
Para os psicólogos evolucionistas Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, e Norman Li, da Universidade de Cingapura para as pessoas mais inteligentes, o ditado popular muda, bastando apenas afirmar "antes só", não importando quem é o amigo. Elas se sentem mais felizes quando estão sem nenhuma companhia.
Opa... quer dizer que a história do Antes só do que Mal Acompanhado faz sentido?
                                        
Para estes cientistas isso ocorre porque quem possui QI (quociente de inteligência) mais elevado consegue se adaptar melhor a círculos de amizades menores.

Em outras palavras: Círculos restritos; ilhas sociais.
Sempre afirmo que sou citadino e não cosmopolita (habitante de grandes metrópoles), será por ter-me acostumado a uma certa cultura interiorana, em que todos parecem conhecer todos?
Segundo os resultados da pesquisa a resposta é afirmativa. Dizem ainda que:
“As pessoas que vivem em áreas mais densamente povoadas relataram menor satisfação com a vida em geral. Mas, quanto mais interações sociais com amigos próximos os entrevistados diziam ter, maior era a felicidade relatada -somos seres sociais e precisamos de amigos. ”
Mas, como diz o adágio: ”agora que a porca torce o rabo! ”.
Houve uma exceção no estudo. Para as pessoas mais inteligentes, essas correlações foram diminuídas ou até mesmo invertidas. Ou seja, quem possui QI mais elevado não se importa tanto com as agruras da vida em grandes cidades e se sente melhor com menos interações com os amigos.
                                            
"O impacto da densidade populacional na satisfação com a vida foi mais do que duas vezes maior entre indivíduos com QI baixo em comparação com indivíduos com QI alto. E indivíduos mais inteligentes estavam menos felizes quando se socializavam com seus amigos com mais frequência", dizem os pesquisadores.

Isso reafirma o altíssimo número (quantitativo) de pessoas nas Redes Sociais do mundo virtual.
Estão todos tão solitários (não sozinhos) que necessitam agregar quantidade de amigos (seguidores) para se sentirem “mais no mundo”!
Não importa a forma:
Verificou-se também que pessoas de nível elevado (Quociente de Inteligência = soma das inteligências emocionais e racionais; um fator que mede a inteligência das pessoas com base nos resultados de testes específicos. O QI mede o desempenho cognitivo de um indivíduo comparando a pessoas do mesmo grupo etário.). No caso específico do Jornal Britânico de Psicologia a pesquisa foi realizada na faixa etária dos 18 aos 28 anos - considerados adultos.
                                                 
De outra forma quanto mais subir a idade maior a tendência de estar no “seu próprio mundo intelectual” ou buscar pessoas, de ambos os sexos para relações de amizade e nos casos heteros relações mais intimas para viverem uma espécie de “ilha”, cercados pela segurança de suas inteligências e uma vivência mais tranquila e duradoura.

A pesquisa é mais profunda e vai mais longe nas causas presentes em nossa memória genética, mas isso é tema para outra conversa.
Em síntese precisamos estar com os iguais, contrariando a lei que somente se aplica a física de que polos contrários se aproximam.
Pensar, literalmente, não dói.... Já viver em grupos tornou-se uma questão de escolha.
Como dizem nas redes: “Cada um com seu cada qual..! ”




Entendimentos & Compreensões

Leituras & Pensamentos da Madrugada
Fonte - Jornal Britânico de Psicologia
Edição dezembro de 2016
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Vitória – ES.
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28615
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