quarta-feira, 12 de abril de 2017

Lava-Jato - O que Não Foi Revelado!

#Cidadania:

Lava-Jato! 
O que Não Foi Revelado...!

             

"...Não se conhece completamente uma ciência 
enquanto não se souber da sua história...!"

Auguste Comte

Utilizo a frase em epígrafe, como um legado ao grande pensador, da qual grande parte da história contemporânea do Brasil, foi embasada, inclusive nossa constituição.
Hermes Magnus, um brasilês, que gosto de chamar de HEROI ANÔNIMO, vive, hoje, Graças a Deus, em algum lugar do mundo. Sozinho. Com seus sonhos ou pesadelos.

Ele pode ser considerado o instrumento PRECURSOR da LAVA-JATO – Nome da operação da Policia Federal, que busca as histórias da corrupção política recente de nosso país.

Sempre tive acesso às suas informações, mesmo não sabendo de onde estavam vindo (geograficamente).

Mas sempre me intrigou a paixão e risco, deste brasilês, pela VERDADE.
Hoje, coloco EM PRIMEIRA MÃO, em minha modesta página, uma parte da história, contado por ele, que será parte de um livro que já esta sendo escrito.
As palavras a seguir, apenas foram colocadas em nossa gramática correta, e todos os dados são de acordo com os originais recebidos deste grande homem, que hoje fazem parte de meu arquivo pessoal.
Compartilho. Ao mesmo tempo com prazer... E um misto de tristeza de que Magnus é um “brancaleone” – exército de um homem só, mas que tem minha admiração pela grandeza de “dedicar sua vida pelo Brasil”.
Eis a primeira parte:

- I - 

Em uma certa tarde, no fim do verão de 2009, na cidade de Curitiba, compareci conforme combinado ao prédio da PGR. Eu havia sido convidado por delegados da PF e um procurador do MPF para uma reunião. Diziam que tinham um plano. Lembro-me que subimos a um dos andares mais altos daquele prédio - na Av. Mal. Deodoro, 933 - onde fui convidado a sentar em frente a uma janela grande que dava de frente a outro prédio, provavelmente comercial. A mesa era grande em formato de U, sendo que à minha esquerda estavam 4 agentes da PF, dois eram delegados, vinham de Londrina-PR. À minha direita estavam dois procuradores do MPF: um homem e uma mulher.
Iniciada a reunião houve o primeiro ruído entre as autoridades ali presentes, pois os policiais haviam depositado todo o armamento sobre a mesa, sob a vista do prédio vizinho e foram advertidos por um dos procuradores que apontou o prédio em frente e cobrou mais discrição. 
Na sequência fui interrogado pela PF e pelo MPF. Queriam saber tudo. Respondi ao que me perguntaram. Lá pelas tantas falei sobre as conversas do Alberto Youssef e José Janene, contando inclusive sobre o episódio em que os dois, certa vez, combinaram uma viagem à Paris para visitar a sucursal do Banco Credit Agricole (banco do conglomerado GES, BES). No dia em que combinaram a viagem eles tramavam a desculpa para as “mulheres” dizendo que "seria uma viagem para elas". Mas, chegando lá, seriam abandonadas no hotel enquanto os dois iriam ao banco. Eu estava ao lado de Janene e Youssef quando eles combinaram isso, na grande mesa que Janene tinha em sua mansão, em um dos churrascos em que participei. De repente a procuradora presente, com ar indignado, disse:
“Ah, então ele mentiu, ele me disse que era viagem de lua de mel” referindo-se à Youssef, que para se ausentar do país mentiu aos procuradores, pois estava em regime de delação premiada relativo ao caso Banestado. Naquele momento eu ainda nem sabia que o Youssef - estava sob acordo de delação premiada. 
Depois disso, o MPF pediu para a PF apresentar o plano deles, sobre o qual comentei antes. Um agente levantou-se e veio até mim, com um aparelho celular preparado para escuta. Era um modelo ultrapassado, bem antigo e me ensinaram como usar. Disseram-me que bastaria eu informar o dia em que eu encontraria o Janene que eles iriam estar na redondeza, em São Paulo, no Bairro do Itaim. Garantiram que eu não deveria me preocupar e que atendesse ao chamado do Janene que tentava desesperadamente falar comigo. Ele queria que eu assinasse recibos de mútuos para concluir o ciclo de lavagem de dinheiro na Dunel. Diante da cena, a Procuradora chamou a atenção dos delegados e agentes: “ mas este aparelho é muito simples, o Janene sabe que o Sr. Magnus utiliza um smart fone e vai desconfiar”. Mas os delegados disseram novamente que eu não precisaria me preocupar, mas, se fosse descoberto, teria que correr, e que, em último caso, eles invadiriam o prédio para me resgatar. Fiquei meio desencorajado ali mesmo, tamanho o amadorismo e o choque de opiniões entre os dois grupos MPF e PF. 
Um fato, porém, veio a se confirmar como algo realmente importante naquela reunião estranha. Foi nesta reunião que o Del. Gerson Machado, que ficou por último para sair do andar, me passou o e-mail do Juiz Sergio Moro, me encorajando a contar toda a história ao juiz e me desejou sorte.
Pois bem, ali estava sendo desenhado o que viria a ser a operação Lava- Jato que conhecemos hoje. Depois daquela reunião, meu último contato com os agentes, fui embora para minha casa em Santa Catarina - onde dormia cada dia em um lugar diferente pois estava jurado pelos jagunços do Janene - e levei comigo o aparelho de escuta. Pensei e repensei e decidi não ir a lugar algum com aquilo. Tratei de estocar o equipamento em um saco blindado para componentes eletrônicos, a prova de raio-X. Minha decisão se deu principalmente depois que botaram fogo no prédio onde começou a empresa Dunel, poucas horas depois de eu marcar um encontro com um interlocutor do Janene - Jose Mugiati Neto. Após o incêndio eu liguei ao interlocutor dizendo que não falaria mais com o Janene e gravei a conversa. Para a minha surpresa Mugiatti Neto disse: 

“ Estás vendo? Isso é o contra serviço e culpou a PF pelo incêndio”. 

Enviei as gravações para a PF de Londrina-PR e ao MPF de Curitiba-PR, e juntamente, dentro de um SEDEX AR, o aparelho de escuta - envelopado na presença de testemunhas. Guardo tudo até hoje, inclusive o e-mail do agente que recebeu o aparelho, também dizendo que a mídia com o áudio estava vazia… Tornei a enviar várias vezes e diziam sempre que a mídia estava vazia.

- OK entendi o recado…

As ameaças do Janene aumentaram e eu, desesperadamente, certo dia, resolvi ligar a Londrina para falar com o delegado Evaristo, ou o Delegado Gerson Machado, responsáveis até então pelo caso. Para minha surpresa quem atendeu o telefone foi exatamente o agente que recebera o Sedex. Aos berros, histéricos, o tal agente disse: 
“Não ligue mais para cá, o Sr. está nos causando muitos problemas” e a partir daquele dia sepultei o nome PF, que não tem nenhum respeito por mim até hoje, pois recentemente tirei a prova disso. Todos os pedidos de proteção que foram feitos por mim ou por terceiros a meu favor, ao MJ, até por um senador, acabaram engavetado na PF.

Vem ai o livro com todos os detalhes... Aguardem!
Bênçãos gaúchas e divinas HEROI ANÔNIMO, Hermes!


Nota do Editor:
Com exceção da introdução, o texto acima, está completamente igual ao original recebido.
Gratidão pela confiança nobre brasilês!
No ultimo JANELAS DO BRASIL - XI - 
MARISA CRUZ fez referência a este assunto.




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